quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

FLUMINENSE X GRÊMIO; ABEL X LUXEMBURGO

Fonte: Globo Esportes

Em função da defasagem de ideias e debates nesse blog, por um momento pensei de deixar de postar nesse espaço. Temos poucas participações, e quando algum "torcedor vermelho" resolve se aventurar por aqui, ou é no sentido de "provocação", típico daqueles torcedores que vão ao estádio somente para discutir ou provocar os rivais, ou é mero lapso ou lampejo de alguma ideia lúcida sobre futebol. Que me desculpem o desabafo, mas essa é a realidade, não vejo debate, ou é algum tipo de provocação, Ego inflado, divergência no sentido pessoal (mesmo que virtual), subjetivo, ou é opinar sem coragem para o confronto de ideias. No geral, torcedor colorado desse espaço finca o pé num conceito e numa opinião e não gosta de debate.
Estou errado?

Sobre o tricolor eu quero dizer que o Grêmio, comandado por Luxa, joga sua sorte nessas duas partidas, e, portanto, não podemos pensar só no Fluminense dessa quarta, mas também no Inter de domingo. Duas derrotas e o Luxemburgo estará com a corda no pescoço a frente de seu cargo no Grêmio. E de nada adiantará aquele discurso de que faltou tempo para entrosar o time, que os reforços chegaram tarde, que é necessário alguns ajustes no time, que a grama da Arena é ruim. Mesmo que tenhamos que admitir que os resultados não chegarão agora, é bom lembrar que a responsabilidade toda desse time está nas mãos do treinador, que tem como característica influenciar nas contratações.
Nenhum gremista gostou das opções de Luxemburgo. Muitos creditam ao treinador, a demora nas contratações no início da temporada. Nem um torcedor tricolor esquece, que foi ele que barrou alguns jogadores de uma lista antecipada da direção.
No jogo contra os chilenos, ele optou pelo Adriano no lugar de Fernando; nesta partida, ele saca Marcelo Grohe, para escalar o velho Dida. Saymon é limitado, mas, hoje, não sei qual a diferença técnica e física entre ele e o Cris. No ataque, mesmo que o boliviano não goste de sujar o cabelo numa partida de futebol, ele seria a melhor opção para o lugar de Barcos. Wellinton não conseguiu fazer gol no Veranópolis. Não sei em que fundamento esse atleta é superior ao Leandro que foi emprestado para o Palmeiras. Não quero nem falar no Bertoglio que voltou bem, mas nem sequer está relacionado.
Só falta perder para o Fluminense, e dar folga para os titulares no domingo.
Sobre o jogo, vai ser a típica partida que o Abelão gosta, pois vai enfrentar um Grêmio precisando do resultado, dando espaço para o contragolpe. Suas equipes são muito bem organizadas começando pela defesa firme e rígida. O meio para o ataque é veloz na transição, terminando nos pés de Fred. Não sei como a lerdeza do centroavante o permite que ele faça tantos gols. Habilidoso ele não é. Os zagueiros é que são fracos e não prestam atenção em seu posicionamento. A bola sempre chega veloz, ou com o Carlinhos ou com o Wellington Nem, pelos lados, ou partem da qualidade de Jean, Deco e Thiago Neves. Edinho é brucutu, Gum e Leandro Euzébio também. Mas Luxemburgo é burro e não sei se saberá explorar essa fraquezas do tricolor carioca.
 Nesse jogo, Abel Braga sabe que o Grêmio virá para cima. Alguns gremistas acreditam que o tricolor poderá ter até maiores chances, pois jogará contra um time que joga mais aberto e que também procura o ataque. Contra Huachipato e Veranópolis, respectivamente, o Grêmio teve dificuldades para furar o bloqueio de duas equipes que jogaram retrancadas. O time tem um histórico positivo contra os fortes; e negativo contra os teoricamente mais fracos.
Mas não sei se isso é pura ilusão, pois na realidade o Fluminense além de marcar muito bem, é um time perigoso no ataque, e o time de Luxemburgo, como bem sabemos, é time de muito toque de bola, mas deficiente no quesito marcação.
Duas derrotas e o Luxa pode ir embora. Essa é a minha estimativa, não que seja minha expectativa. Não sei o que é pior nesse momento, se é dispensar o treinador a arriscada tentativa de mudar esse quadro negativo, ou continuar com  os erros e acertos desse técnico, que não ganha Libertadores e é pior que o Celso Roth nesse quesito.
Se o Luxa continuar com essas palhaçadas, que Koff traga o Mano Menezes ou mesmo o Renato Portaluppi para tentar mobilizar esse time. De treinador orgulhoso, marrento e irresponsável, não precisamos.Se perdermos tudo no ano, perderemos com treinadores mais identificados com a torcida, e que já fizeram alguma coisa de bom pelo clube no passado.








sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

NUNCA É TARDE PRÁ APRENDER

Grêmio 1 x 2 Huachipato


Pelo pouco que conheço de futebol, atualmente uma equipe de futebol divide-se em três partes principais: defesa, meio campo e ataque. Ambos devem estar em perfeita sintonia com a bola passando de um para o outro com a naturalidade adquirida pela prática nos treinamentos. Isto é básico e teórico.
A defesa clássica está subdividida entre o goleiro, dupla de zagueiros e os laterais que também podem exercer a função de alas, desde que a formação do meio campo tenha a devida cobertura para estes. Sua principal atribuição é evitar ou conter as finalizações dos adversários.
O ataque normalmente composto por dois atletas, um de referência atuando mais na área como pivô e finalizador e outro mais de velocidade pelos flancos e de chegada na área para o arremate das jogadas.Sua principal atribuição é finalizar com a maior eficácia possível as jogadas criadas para o objetivo principal do time, os gols para a vitória.
O meio de campo deixei por último por ser na minha humilde opinião, o mais difícil de ser composto, pois têm mais atribuições além das que os demais componentes da equipe:
Os dois primeiros homens, na formação mais ortodoxa tem a função principal de auxiliar a defesa no combate dando cobertura principalmente aos laterais(ou alas)  que saem ao apoio do ataque e também ao zagueiro quando este sai no primeiro combate do atacante adversário ou na cobertura eventual do lateral que foi batido pelo adversário. Ainda devem fazer a passagem da bola entre a defesa e os armadores ou atacantes com a qualidade que não permita a retomada e o contra-ataque do adversário. Os outros componentes do meio têm por atribuição essencial que ser os criadores e os que determinam o ritmo de jogo, cadenciando ou impondo velocidade aos ataques.
Esses quatro elementos da equipe, teoricamente são os que precisam de mais entrosamento e mais convivência em campo para renderem o seu máximo. E quando este setor atinge um bom nível de entrosamento e rendimento, deve ser mantido o máximo possível e só deve ser mexido em casos de extrema necessidade, por suspensão, lesão, etc...Isto é uma visão simplista e resumida de uma equipe tradicional.
Bem, não estou aqui querendo dar aula tática ou técnica para ninguém, apenas estou expondo resumidamente o que entendo de futebol e tentando analisar a derrota gremista para o Huachipato em plena Arena.
Até este jogo tínhamos um quarteto de meio campo que vinha jogando junto e parecia estar numa sintonia bem próxima da ideal, sendo o único setor que não carecia de reforços e nem de experiências novas.
Aí surge o treinador que; a não ser que o Fernando já tenha sido negociado, tem a infeliz idéia de substituí-lo pelo Adriano (muito bom jogador) quebrando uma sequência que vinha dando certo até então, justamente no cara encarregado de dar apoio ao lateral estreante pela esquerda deixando aquele lado do campo totalmente por conta do improviso e falta de ritmo de dois novatos na equipe. Alguém vai perguntar: e daí?
E daí que os dois gols chilenos nasceram de cruzamentos pelo flanco esquerdo da defesa gremista, em duas falhas do miolo de zaga tricolor.
Resumindo minha opinião: Grandes acertos do Luxemburgo:  promover a estréia do Barcos e do André Santos para adquirirem ritmo e entrosarem com o time o quanto antes.
Grande erro: mexer no meio de campo tirando o Fernando (salvo se já está negociado) sem necessidade, desguarnecendo a meiúca e a lateral pela esquerda pela falta de entrosamento de dois elementos no mesmo setor do campo.  
Erro ainda maior, criticar o gramado ruim depois do jogo, pois quem acompanha o dia a dia dos treinamentos será que ainda não sabia das condições do gramado?
Será que ele crê que o time vai jogar só em “belos tapetes” pelo resto da Libertadores?
O lado positivo da derrota, é que o grupo deve ter entendido que tem que haver mais determinação e empenho em campo, senão vamos sofrer muito com esses times sem maior expressão que jogam fechadinhos e tocam a bola direitinho, fazendo o feijão com arroz e não deixando o adversário jogar a vontade. E que meio time de estreantes faz muita diferença no conjunto.
Não devemos esquecer que era apenas o segundo/terceiro jogo do Cris e do Vargas também!
Depois de um primeiro tempo sofrível e muito abaixo da crítica (até o Zé Roberto tava mal), até que houve uma tentativa de remendar a bobagem feita, mas era tarde demais, os caras fizeram o segundo gol no comecinho do segundo tempo!
Eis mais uma oportunidade para ressurgirem os flautistas colorados, se é que ainda existem.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A sina de Forlán

Porque uma das maiores contratações do Inter nos últimos anos rende tão pouco
 
Mesmo marcando gol no Gre-Nal e fazendo um bom jogo, Forlán continua em busca da melhor condição física e técnica desde que chegou ao Clube. É notório que ele não encontrou seu melhor futebol e está muito aquém das expectativas criadas ao seu entorno.
 
Mas por quê?
 
Muito simples. Forlán é meia-atacante, um camisa 10! Não tem por característica a velocidade pelas beiradas do campo lançado em profundidade. Na Seleção do Uruguai, por exemplo, forma uma “trinca” média ofensiva com Cavani e Suárez. Neste time, Loco Abreu é banco inclusive.
 
No Atlético de Madrid onde fez muito sucesso também, Forlán jogava aberto pelo lado de campo, mas não ao ponto de receber lançamentos. Ele trabalhava a jogada “vinda de trás” ou “cortando” para o meio, sempre foi assim. O atleta uruguaio é muito técnico, repito, não um velocista.
 
Forlán renderia muito mais atuando como meio-campista
 
Outro fator importante é a fase dele. Lembro todos que se tivesse na “ponta dos cascos” estaria na Inter de Milão ainda ou em outro Clube de ponta na Europa. Com exceção deste período ante-Copa do Mundo que jogador brasileiro assina com times nacionais, quem está em alto nível nem vem para cá.
 
Forlán não é o mesmo que ganhou o título de melhor jogador do último mundial de seleções e isso é muito relevante. Mesmo assim, ainda que não tenha mais o mesmo rendimento de quatro anos atrás, é um jogador que tem vaga em qualquer time do país.
 
Voltando ao ponto de discussão, não sei dizer se Forlán pediu para jogar ao lado da área servindo Damião, concluindo pelas laterais em profundidade as jogadas armadas por D’Alessandro ou são ordens do treinador.
 
Na minha humilde opinião Dunga repete o erro de Fernandão! Dátolo (que fez um bom primeiro tempo no clássico, diga-se de passagem) deveria ficar no banco; D’Alessandro é o meia armador, cérebro do time, abrindo e centralizando as jogadas conforme se faz necessário. Protegido por Willians e Fred (Bolatti e Ygor podem pintar aí), este meio de quatro homens se encerraria com Forlán na 4ª posição, carregando mais a bola na intermediária adversária, abrindo o jogo aos lados do campo também. Ele encostaria em D’Alessandro atrás e faria a parede com Damião na frente. Nesta formação, poderia soltar a jogada no atacante velocista e, esporadicamente, concluir a gol.
 
Neste grupo atual, os recém contratados Vítor Junior e Caio deveriam brigar pela vaga de segundo atacante. O jovem Cassiano corre por fora e tem qualidade para atuar ali também. Todos muito rápidos!!!
 
Nem na várzea jogador aceita tantas partidas fora de posição. Uma coisa é “quebrar um galho” outra é sacrifício. Por isso repito veementemente: ele pediu para jogar deste jeito ou está prejudicando a si próprio e indiretamente seu Clube ao aceitar esta escalação. Como meia atacante Forlán é formidável, como atacante lançado no fundo de campo é só mais um.
 
Abre o olho Dunga!!!
 
Saudações Coloradas
 
Imagem: esporte.uol.com.br

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Colosso da Lagoa 2013

O primeiro Gre-Nal do ano

Começo este pequeno texto com uma afirmação um tanto óbvia: “O Inter tem a obrigação de vencer o clássico”! Claro, “se” o Tricolor tivesse sido eliminado pela LDU na última quarta-feira seria tudo diferente. Digo isso porque o time principal seria chamado às pressas para fazer frente ao Colorado.

Como “se” não entra em campo e o Grêmio está em paz com seu torcedor, o Gauchão passou a ser objetivo secundário para o time azul.

A responsabilidade de vencer vestirá “vermelho e branco” neste Domingo e esta é a mais perigosa das afirmações em um Gre-Nal. Primeiro porque o rival não será um time “B” e sim um misto com dois ou até três reforços da equipe de cima, segundo porque estes garotos terão a chance da vida deles e nada motiva mais um atleta do que um ingrediente desses, um clássico mundialmente reconhecido. Por fim, será a segunda partida oficial do time de Dunga na temporada, uma equipe que ainda está sendo trabalhada, em formação ainda.


 
O Internacional entrou numa verdadeira fria! Vencer é obrigação, perder ou empatar um jogo que historicamente não aponta favorito será um tremendo fiasco.

Eis o “x” da questão.

Matematicamente os gremistas sabem que uma derrota e até mesmo um empate pode complicar muito a situação de seu Clube no primeiro turno do Estadual... mas quem liga? A prioridade é a competição continental, certo?

Gre-Nal ninguém quer perder, nem em jogo de bolita (em outros lugares é bola de gude, quilica, etc.), mas para o novo treinador Colorado será o primeiro grande desafio da temporada.

Vencer é obrigação! Qualquer outro resultado começará “pesar” nas costas logo na largada.

Saudações Coloradas

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

As Tragédias da vida e As desventuras do futebol

Nesse momento difícil para o povo gaúcho e para o público brasileiro, nem gostaria de comentar sobre a tragédia em Santa Maria. No entanto, fica difícil não se pronunciar a respeito, afinal, uma tragédia dessa proporção invade os assuntos que dizem respeito ao futebol, um evento que também envolve grandes multidões, paixões, e o que mais se discute na modernidade: o planejamento urbano
O que vemos nesse momento, é muitas questões sobre quem seria o grande responsável pelo incêndio: teria sido o músico que acendeu o objeto pirotécnico? Teria sido os seguranças que não permitiram a saída? O dono do estabelecimento que não pensou na questão segurança? Os órgãos públicos – do município ou do Estado – que não fiscalizam?
O que eu tenho a dizer não é nada novo em relação ao que se vem debatendo em todo o Brasil sobre a questão da segurança, seja ele nas casas noturnas, nos estádios, nas Universidades, nas escolas, etc.
Tudo gira em torno da falta de planejamento, e na grande ambição de alguns empresários que tem em mente, em primeiro lugar, o lucro, sem se preocupar com algumas questões como a segurança das pessoas, no sentido de manter um ambiente saudável para todos.
É um momento de grande tristeza, mas fica aqui uma reflexão para todos nós que não cobramos das autoridades, seja no Estádio ou numa casa noturna, as condições adequadas do meio em que vivemos para que possamos viver e nos divertir sem riscos de morte.
Quando se vai a um show, uma balada, uma partida de futebol, seja lá o que for, pensamos no prazer do espetáculo, na música, nos artistas, nas pessoas que lá vamos encontrar, não há uma reflexão crítica das pessoas sobre o ambiente mal ventilado, a poluição e os perigos que lá podemos encontrar.
Não adianta lamentar e pensar que foi meramente uma "fatalidade", tudo isso poderia ter sido evitado; universitários ou não, é hora de mudarmos nossa postura, nossa cultura, nossa forma de pensar, e sermos mais exigentes em relação ao que queremos em nossa ambiente social, cultural, etc.
Em muitos aspectos, parece que os humanos não evoluíram, pois não sabemos conviver com os desafios e problemas comuns da vida moderna. O desastre ocorrido envolve planejamento e responsabilidade, não só das autoridades, mas das pessoas que frequentam lugares com esse, com sérios problemas que dizem respeito à saúde e à segurança. Nenhuma "mente brilhante" percebeu os defeitos e falhas de um lugar sufocado e apertado com mais de mil pessoas?
Isso serve de alerta para os clubes.  Já tivemos, por exemplo, um grande debate sobre a questão da "Avalanche" na torcida tricolor. Alguns especialistas consideram que esse gesto da torcida gremista representa um risco na estrutrura das arquibancadas. Não sei exatamente quem inventou esse tipo de comemoração na torcida do Grêmio. É bem provável que na falta do que comemorar, na falta de títulos, alguém inventou a moda em função da falta de novidades das equipes que estiveram em campo nesses últimos anos. A torcida precisava comemorar algo, nem que fosse algo criado por ela própria, já que os profissionais que representam o clube - dirigentes, comissão técnica e atletas -, não tiveram competência para tal.


Em relação ao futebol, mais especificamente, os gremistas temem mais uma tragédia (em menor teor) nas quatros linhas, no jogo de volta contra LDU pela Libertadores. Ela não teria a proporção como o B.O. em Santa Maria, mas não deixaria de ser tragédia.
Não creio que a virada vai ser coisa fácil, o Grêmio vai ter que correr muito para virar a partida e incendiar o jogo. E do jeito que estamos jogando, não será surpresa se o Grêmio encerrar sua participação nesse segundo jogo pela Pré-Libertadores.
Já vi vários jogos do Grêmio, e não entendo os que dizem que Elano e Zé Roberto mudaram a cara do time e são as peças chaves do esquema de Luxemburgo. O velho Zé, como sabemos, é um jogador de extraordinária qualidade com a bola no pé, mas não tem aquele pique e aquela força de outros tempos. Junto com o Elano, que também é outro que não tem arranque e a velocidade, o time fica lento no contragolpe. O Grêmio só consegue êxito, quando, vez ou outra, faz um gol na troca de passes, e na administração do resultado, já que ambos são bons "controladores", ou seja, são bons na posse de bola no meio campo. Muitas vezes, o Grêmio tem dificuldades no primeiro tempo quando precisa imprimir ritmo e atacar o adversário. Na pegada, na velocidade necessária para alguns jogos, nosso time é muito limitado.Troca de passe e posse de bola é nosso forte, mas falta algo mais como o poder de marcação na saída de bola, a marcação sob pressão, e a concentração nos noventas minutos, coisas que geralmente, os times de Luxemburgo não tem. Foi isso que o tornou um eterno perdedor diante do Tite e do Felipão, especialistas nesse tipo de jogo que o mata-mata precisa.

Respondendo à pergunta de meu amigo, Marcão, creio que na função de centroavante, o Kleber é superior ao boliviano e a todos os outros. Só não sei se ele voltará a ser o mesmo, depois dessas lesões. Na minha opinião, a dupla de ataque deveria ser Vargas e Kleber. O Marcelo Moreno é terceira opção, e é aquilo que a gente já sabe. É um jogador importante, um jogador de muita movimentação e de uma certa habilidade, mas não tem o faro de artilheiro muito menos o espírito guerreiro com os zagueiros do qual tanto a torcida tanto exige.
Quanto ao Lucas Coelho, ainda acho muito cedo para avaliar. Seria interessante vê-lo em partidas mais difíceis, mas Luxa tem seus "peixes", e não abre mão de seus nomes preferidos.
Tenho conversado com alguns ex-boleiros sobre o que acontece no futebol, e são muitas as revelações sobre as artimanhas nos "bastidores das quatro linhas".
Uma dessas questões, é sobre o dinheiro que rola por fora, quando o treinador tem que escolher entre um e outro atleta. Existem alguns treinadores conhecidos como "Manager do futebol" a frente dos grandes clubes. Segundo essa tese, profissionais como Luxemburgo, Celso Roth, Dunga, Carlos Alberto Parreira, entre outros, não seriam treinadores propriamente, mas administradores, responsáveis por lançar jogadores, com um cachê na contratação ou na convocação de atletas.
Daí a gente pode até pensar no porque da escolha por um Marcelo Moreno, por um William José ou por um André Lima, quando se tem no banco Lucas Coelho, um jogador com um rendimento muito próximo dos medalhões.
Não que eu considere Lucas Coelho no mesmo nível do boliviano, mas tem muitas coisas estranhas no futebol, como a opção por Alex Telles e Tony. Ora, se era para jogar com um lateral improvisado, e se o lateral que veio do Juventude não estava preparado, não seria melhor manter o Anderson Pico, dando mais tempo para o jogador recuperar a condição física?
Luxemburgo me parece um treinador impulsivo e temperamental em alguns momentos, pior que um aluno ou um jogador indisciplinado. Do alto de seu currículo, todos tendem a considerá-lo como um profissional muito coerente e racional em suas decisões, mas se analisarmos criticamente veremos muitas contradições, brigas, discussões e conflitos entre ele e os outros profissionais que fazem parte de seu meio.
Na defesa, creio que saída de Gilberto Silva se deu em parte pelo desinteresse do próprio Luxemburgo, que não pediu para a direção renovar com o veterano. O assessor já revelou que a não contratação de Lugano teve o dedo de Luxemburgo, que optou pelo Cris, e nem sequer pensou noutros nomes, como o ex-gremista Anderson Polga. A briga com o Vilson me pareceu muito mais uma decisão pessoal do treinador do que um ato de indisciplina do atleta. As seguidas contusões de Bertoglio ainda não estão bem explicadas. E por que o tricolor dispensou o jovem Biteco tão cedo, sem sequer tê-lo aproveitado na equipe B? Por que se insiste na recuperação de um jogador como Fabio Aurélio e não do Anderson Pico? Será que Jean Deretti está acima de todos eles? Por que o Vargas no lugar do Carlos Eduardo? Acaso o chileno tem muito mais qualidade que o grande jogador revelado em 2007?
Na minha percepção, o Luxemburgo é o grande responsável por essa equipe e por tudo que acontecer, seja bom ou ruim, no jogo de volta contra a LDU. Uma eliminação poderia causar uma grande crise, e até mesmo a saída do técnico, como já aconteceu nos últimos anos.
Estou muito desconfiado com o trabalho do treinador, da direção e desse time, nesse início de temporada.

domingo, 20 de janeiro de 2013

2013 para os 12 maiores do país

Uma projeção inicial da temporada

A melhor análise daquilo que o ano “promete ser” se faz no final dos estaduais. No entanto, reuni algumas informações para publicar uma opinião sobre o que os times de massa do Brasil podem esperar nesta temporada:

FLUMINENSE: Já deveria ter sido o campeão da Libertadores no ano passado. Para mim é o time que chega com mais força na competição continental. Não deve priorizar o estadual, mas não ganhando as Américas, chega como favorito nas competições que restam.

ATLÉTICO-MG: Depois de tanto tempo, o Galo Mineiro voltou a jogar e ganhar como time grande. Acho difícil conquistar a América, mas o trabalho da atual gestão deve ser coroado com um grande título neste ano. Ao menos eles merecem!

GRÊMIO: Acertou muito em levar a pré-temporada para a altitude. É a primeira vez na história que um time brasileiro pega um time tão forte nesta fase preliminar da Libertadores. O resultado vai definir quais prioridades o time segue no ano, uma grande incógnita!

SÃO PAULO: Perdeu seu principal jogador, mas contratou bem. O elenco faz do Tricolor Paulista um candidato de peso na Libertadores. Diferente do Grêmio, pega um time menos tradicional na “pré” e deve passar para fase de grupos sem dar muita bola pro Paulistão.

PALMEIRAS: Um time de Libertadores “custa caro”, mas disputar a Série B “deve ser” barato. A solução seria montar dois times no ano? Acho que não, por isso o Clube não chega forte na competição continental, mas deve sobrar na briga pelo acesso.

CORINTHIANS: Um ano de conforto e pouca cobrança. Situação que nunca existiu em Parque São Jorge. Trouxe grandes jogadores, mas acho muito difícil repetir o que fez no ano passado. Deve brigar por grandes títulos, mas não acredito que leva “neste ano” o Bi da Libertadores.

BOTAFOGO: Manteve 90% do time. Com o Fluminense focado na competição continental é o favorito para levantar a taça do Estadual. No decorrer do período, em reforçando o elenco, pode lutar de igual com os demais por um grande título em 2013, maior que o Carioca.

SANTOS: Arriscaria todas as minhas fichas no time da Vila Belmiro para a conquista do Estadual. É o único grande de São Paulo fora da Libertadores e, além disso, já é forte candidato aos maiores títulos nacionais de 2013.
 
INTERNACIONAL: Enxugou a folha e está longe do Beira-Rio. Ano de buscar uma vaga na Libertadores 2014. Creio que priorizará uma Copa (do Brasil ou Sulamericana). No Gauchão é favorito apenas com a eliminação da LDU, do contrário, não há favorito no Rio Grande do Sul.

VASCO: Um clube que se arrasta financeira e administrativamente muito antes da era Dinamite. Depois do descenso, teve o acesso, um vice-campeonato nacional e o título recente da Copa do Brasil “camuflando” as coisas. Se não mudar muito, cai de divisão no Brasileiro.

CRUZEIRO: Depois de muito tempo parece que a “gangorra da rivalidade” virou de lado e o time não emplaca uma boa campanha há três anos. Perder Montillo foi a gota d’água. Mesmo com o Atlético na Libertadores, não vejo o Cruzeiro favorito nem para a conquista do Estadual.

FLAMENGO: Igualmente no Vasco, o Clube administra uma herança maldita. Em ambos havia a impressão que o amadorismo tinha acabado, mas agora parece o contrário. Tem em seu favor um novo presidente influente no BNDES. Mesmo assim é candidato a fiasco em 2013.

Claro, tudo isso são convicções tiradas até aqui. No futebol tudo é improvável e as oscilações mudam tudo repentinamente. Lembro apenas que os resultados são consequências de erros e acertos feitos dentro e fora dos gramados. Pelo que temos, é isso que penso para o ano que se inicia.

Saudações Coloradas

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE!



                                                                          
Ainda vai levar um tempo
Pra fechar o que feriu por dentro
Natural que seja assim
Tanto pra você quanto pra mim
Ainda leva uma "cara"
Pra gente poder dar risada
Assim caminha a humanidade
Com passos de formiga e sem vontade
Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que eu te quero mal
Apenas não te quero mais

Eis uma letra que bem que poderia ser cantada por todos nós, gremistas e colorados como despedida do saudoso ano de 2012.
“Se não foi de todo ruim, também não foi tão bom assim.”
 Perfeitos os versos do grande Lulu Santos!

Nesse período de vácuo de acontecimentos e fatos relevantes dentro do mundo futebolístico, só temos para comentar os comentários dos outros, muita especulação sobre transações de atletas e muito papo furado para encher as colunas e blogs  esportivos, tais como: listas de “melhores e piores do ano”, “micos do ano”, “recordes do ano”, “rankings do ano” e “retrospectivas do ano”.
Isso se não considerarmos as previsões furadas do fim do mundo, e outras besteiras afins! Nossos videntes tão sem moral depois dessa e outras! 
Só com os jogadores envolvidos em transações que não se realizam, pode-se escalar no mínimo três times com potencial para disputar o Brasileirão 2013!
Parece que eram os pedidos dos torcedores para o Papai Noel, que não os atendeu por não terem se comportado direito durante o ano de 2012!

Se para nós gremistas foi mais um ano sem título, tivemos uma campanha de média pra boa no Brasileirão quase chegando a lutar pelo título, se não fosse uma pequena fase braba de perder pontos para times teoricamente mais fracos nas últimas rodadas! Num campeonato que marcou pela quantidade e gravidade dos erros de arbitragem, não se pode almejar um título perdendo pontos considerados fáceis para times considerados inferiores como infelizmente fizemos nessas derradeiras rodadas de 2012!                    Para compensar tivemos o prazer de ver o nascimento de mais uma maravilha tricolor, que é a Arena Grêmio com toda sua beleza e modernidade, abrindo uma nova era em matéria de estádios no Brasil, mais do que na hora!
Temos ainda o retorno do presidente mais vitorioso da existência do tricolor dos pampas, Fábio Koff que pode ser também o presidente da ressurreição da hegemonia gremista no sul, no Brasil e só Deus sabe o limite.
Agora aguardamos que esta nova diretoria trabalhe sério, e tenha como lição os erros cometidos pelas diretorias anteriores para também não cometê-los e não ter que citar os anteriores como desculpa dos seus próprios.
Que Deus lhes dê sabedoria e discernimento para fazer boas escolhas na aquisição de reforços, e competência para administrar o patrimônio e as finanças do nosso querido clube sem prejuízos a ninguém!
E se não for pedir muito, um caneco pra abrir a era Arena também seria muito bom!
Todo ano que começa, é um novo renascer de esperanças para quem não se deixa abater pelas adversidades e sabe que todo dia o sol vai nascer trazendo vida nova para todos!

Para analisar o desempenho do Inter neste ano que acabou, com a palavra os colegas colorados: Acioli (que nunca falta) Adolino, Ramão e Rafael (aí é ooouuutra história!)

Esperanças e saudações gremistas a todos!