Existe vida após a eliminação, mas o Gremista precisa levantar a cabeça!
Nem o Colorado mais secador acreditava no que aconteceu ontem. Não digo isso em relação a eliminação do rival propriamente dita, mas pelo jeito que as coisas aconteceram na Arena.
Nem o Colorado mais secador acreditava no que aconteceu ontem. Não digo isso em relação a eliminação do rival propriamente dita, mas pelo jeito que as coisas aconteceram na Arena.
Primeiro que a bola teimou em não entrar, ela batia na trave, parava em cima da linha, e por aí vai. Aí voltamos aquele ponto discutido no outro debate sobre o “momento” do time Tricolor, oscilação comum no futebol e que ficou evidente no fim da partida. Depois, mais surpreendente tivemos a “baita partida” da dupla de zagueiros do Atlético-PR, Manoel e L. Alberto. Todo o setor defensivo estava muito compactado.
Porém, o principal “veneno” disso veio do vestiário. Se o Grêmio entrou com tudo para garantir a vaga, os visitantes vieram com a faca nos dentes, sentimento muito mais forte e acima da vontade de vencer.
Abatimento é normal, mas não há tempo para lamentos
Aí eu critico a imprensa gaúcha! Vagner Mancini utilizou-se das barbaridades que falaram antes deste jogo em sua preleção. O time dele entrou mordido, ligado, se defendendo como não faz normalmente!!! Por isso surpreendeu tanto: o time da velocidade e do ataque fechado como uma equipe gaúcha, ao estilo Felipão, Muricy e Tite... méritos do treinador.
Mas a imprensa do Rio Grande (não a torcida, a direção ou os jogadores do Grêmio) falaram demais. Todos os técnicos que passam pelo futebol daqui reclamam da forma como estes jornalistas conduzem suas atividades. Diminuíram o time do Furacão ajudando a transformar aquela vontade de classificar em uma “questão de honra”.
Da mesma maneira que apagam crises jogando álcool no fogo, a imprensa RS provoca nossos adversários de forma totalmente desproporcional. Alguém lembra daquela narração pela Rádio Gaúcha no primeiro jogo final da Libertadores em 2006? Uma tremenda falta de respeito com a instituição são-paulina.
Kleber briga muito, mas como jogador não possui títulos de expressão na carreira
Os motivos são vários, porém, no meu ver foi a entrega do time de Curitiba que levou-os à final. Faltou um pouco de sorte para o Grêmio.
Renato precisou ser mais ousado? Vamos ser coerentes e ressaltar que falar agora é fácil. Imaginem o treinador abrindo seu time antes e tomando o gol (um golpe de misericórdia) antes? Difícil julgar.
Lembro que o ano não acabou para o Tricolor!
Pior que passar mais uma temporada sem levantar uma taça será flertar o título nacional por quase o campeonato brasileiro inteiro e depois não obter sequer uma vaguinha na pré-Libertadores 2014.
Não dá pra amolecer! A missão deste fim de semana em Minas é dura. Pegar o líder com o estádio lotado, todos sedentos pela conquista matemática do troféu transformará o embate em um verdadeiro drama. Os adversários diretos do G-4 seguem firmes enquanto o São Paulo (sem menosprezar a Ponte, que pode aprontar também) parece estar convicto em priorizar a Sulamericana. Isso pode transformar a briga por quatro vagas em G-3 no Brasileirão caso um brasileiro seja campeão.
O Botafogo pega um Inter que, para mim, luta para não cair. Francamente eu não acredito que o time de Clemer tenha forças para vencer os cariocas.
A "flauta" tomou conta das redes sociais após a eliminação do Grêmio
Contra um desesperado Vasco em casa e o misto do Flamengo também em Porto Alegre, o time gremista vai à Campinas encarar a Ponte Preta em ascensão, tudo na sequência. Dependendo destas partidas, o jogo contra o Goiás na Arena será uma final! No fim, o time encerra sua participação no campeonato na capital paulista diante a Portuguesa que pode estar lutando para não cair. Os próximos quatro jogos são fundamentais para que a equipe gremista chegue forte contra o Esmeraldino, seu adversário mais direto agora.
Por isso e por tudo que já falamos aqui no Blog, o Grêmio vai precisar mais do que nunca esfriar a cabeça. Seguir firme e continuar recebendo apoio da torcida é o ponto chave. Por mais difícil que seja um voto de confiança neste momento, a torcida precisa entender que não há mais tempo de mudar as coisas. Do contrário, a maionese desanda de vez.
No Inter, Clemer testa uma formação com cinco alterações em relação ao último jogo. Diferente do Grêmio, o Inter chega em Novembro sem um padrão definido.
Saudações Coloradas
Imagens: Globo.com










