segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

As Tragédias da vida e As desventuras do futebol

Nesse momento difícil para o povo gaúcho e para o público brasileiro, nem gostaria de comentar sobre a tragédia em Santa Maria. No entanto, fica difícil não se pronunciar a respeito, afinal, uma tragédia dessa proporção invade os assuntos que dizem respeito ao futebol, um evento que também envolve grandes multidões, paixões, e o que mais se discute na modernidade: o planejamento urbano
O que vemos nesse momento, é muitas questões sobre quem seria o grande responsável pelo incêndio: teria sido o músico que acendeu o objeto pirotécnico? Teria sido os seguranças que não permitiram a saída? O dono do estabelecimento que não pensou na questão segurança? Os órgãos públicos – do município ou do Estado – que não fiscalizam?
O que eu tenho a dizer não é nada novo em relação ao que se vem debatendo em todo o Brasil sobre a questão da segurança, seja ele nas casas noturnas, nos estádios, nas Universidades, nas escolas, etc.
Tudo gira em torno da falta de planejamento, e na grande ambição de alguns empresários que tem em mente, em primeiro lugar, o lucro, sem se preocupar com algumas questões como a segurança das pessoas, no sentido de manter um ambiente saudável para todos.
É um momento de grande tristeza, mas fica aqui uma reflexão para todos nós que não cobramos das autoridades, seja no Estádio ou numa casa noturna, as condições adequadas do meio em que vivemos para que possamos viver e nos divertir sem riscos de morte.
Quando se vai a um show, uma balada, uma partida de futebol, seja lá o que for, pensamos no prazer do espetáculo, na música, nos artistas, nas pessoas que lá vamos encontrar, não há uma reflexão crítica das pessoas sobre o ambiente mal ventilado, a poluição e os perigos que lá podemos encontrar.
Não adianta lamentar e pensar que foi meramente uma "fatalidade", tudo isso poderia ter sido evitado; universitários ou não, é hora de mudarmos nossa postura, nossa cultura, nossa forma de pensar, e sermos mais exigentes em relação ao que queremos em nossa ambiente social, cultural, etc.
Em muitos aspectos, parece que os humanos não evoluíram, pois não sabemos conviver com os desafios e problemas comuns da vida moderna. O desastre ocorrido envolve planejamento e responsabilidade, não só das autoridades, mas das pessoas que frequentam lugares com esse, com sérios problemas que dizem respeito à saúde e à segurança. Nenhuma "mente brilhante" percebeu os defeitos e falhas de um lugar sufocado e apertado com mais de mil pessoas?
Isso serve de alerta para os clubes.  Já tivemos, por exemplo, um grande debate sobre a questão da "Avalanche" na torcida tricolor. Alguns especialistas consideram que esse gesto da torcida gremista representa um risco na estrutrura das arquibancadas. Não sei exatamente quem inventou esse tipo de comemoração na torcida do Grêmio. É bem provável que na falta do que comemorar, na falta de títulos, alguém inventou a moda em função da falta de novidades das equipes que estiveram em campo nesses últimos anos. A torcida precisava comemorar algo, nem que fosse algo criado por ela própria, já que os profissionais que representam o clube - dirigentes, comissão técnica e atletas -, não tiveram competência para tal.


Em relação ao futebol, mais especificamente, os gremistas temem mais uma tragédia (em menor teor) nas quatros linhas, no jogo de volta contra LDU pela Libertadores. Ela não teria a proporção como o B.O. em Santa Maria, mas não deixaria de ser tragédia.
Não creio que a virada vai ser coisa fácil, o Grêmio vai ter que correr muito para virar a partida e incendiar o jogo. E do jeito que estamos jogando, não será surpresa se o Grêmio encerrar sua participação nesse segundo jogo pela Pré-Libertadores.
Já vi vários jogos do Grêmio, e não entendo os que dizem que Elano e Zé Roberto mudaram a cara do time e são as peças chaves do esquema de Luxemburgo. O velho Zé, como sabemos, é um jogador de extraordinária qualidade com a bola no pé, mas não tem aquele pique e aquela força de outros tempos. Junto com o Elano, que também é outro que não tem arranque e a velocidade, o time fica lento no contragolpe. O Grêmio só consegue êxito, quando, vez ou outra, faz um gol na troca de passes, e na administração do resultado, já que ambos são bons "controladores", ou seja, são bons na posse de bola no meio campo. Muitas vezes, o Grêmio tem dificuldades no primeiro tempo quando precisa imprimir ritmo e atacar o adversário. Na pegada, na velocidade necessária para alguns jogos, nosso time é muito limitado.Troca de passe e posse de bola é nosso forte, mas falta algo mais como o poder de marcação na saída de bola, a marcação sob pressão, e a concentração nos noventas minutos, coisas que geralmente, os times de Luxemburgo não tem. Foi isso que o tornou um eterno perdedor diante do Tite e do Felipão, especialistas nesse tipo de jogo que o mata-mata precisa.

Respondendo à pergunta de meu amigo, Marcão, creio que na função de centroavante, o Kleber é superior ao boliviano e a todos os outros. Só não sei se ele voltará a ser o mesmo, depois dessas lesões. Na minha opinião, a dupla de ataque deveria ser Vargas e Kleber. O Marcelo Moreno é terceira opção, e é aquilo que a gente já sabe. É um jogador importante, um jogador de muita movimentação e de uma certa habilidade, mas não tem o faro de artilheiro muito menos o espírito guerreiro com os zagueiros do qual tanto a torcida tanto exige.
Quanto ao Lucas Coelho, ainda acho muito cedo para avaliar. Seria interessante vê-lo em partidas mais difíceis, mas Luxa tem seus "peixes", e não abre mão de seus nomes preferidos.
Tenho conversado com alguns ex-boleiros sobre o que acontece no futebol, e são muitas as revelações sobre as artimanhas nos "bastidores das quatro linhas".
Uma dessas questões, é sobre o dinheiro que rola por fora, quando o treinador tem que escolher entre um e outro atleta. Existem alguns treinadores conhecidos como "Manager do futebol" a frente dos grandes clubes. Segundo essa tese, profissionais como Luxemburgo, Celso Roth, Dunga, Carlos Alberto Parreira, entre outros, não seriam treinadores propriamente, mas administradores, responsáveis por lançar jogadores, com um cachê na contratação ou na convocação de atletas.
Daí a gente pode até pensar no porque da escolha por um Marcelo Moreno, por um William José ou por um André Lima, quando se tem no banco Lucas Coelho, um jogador com um rendimento muito próximo dos medalhões.
Não que eu considere Lucas Coelho no mesmo nível do boliviano, mas tem muitas coisas estranhas no futebol, como a opção por Alex Telles e Tony. Ora, se era para jogar com um lateral improvisado, e se o lateral que veio do Juventude não estava preparado, não seria melhor manter o Anderson Pico, dando mais tempo para o jogador recuperar a condição física?
Luxemburgo me parece um treinador impulsivo e temperamental em alguns momentos, pior que um aluno ou um jogador indisciplinado. Do alto de seu currículo, todos tendem a considerá-lo como um profissional muito coerente e racional em suas decisões, mas se analisarmos criticamente veremos muitas contradições, brigas, discussões e conflitos entre ele e os outros profissionais que fazem parte de seu meio.
Na defesa, creio que saída de Gilberto Silva se deu em parte pelo desinteresse do próprio Luxemburgo, que não pediu para a direção renovar com o veterano. O assessor já revelou que a não contratação de Lugano teve o dedo de Luxemburgo, que optou pelo Cris, e nem sequer pensou noutros nomes, como o ex-gremista Anderson Polga. A briga com o Vilson me pareceu muito mais uma decisão pessoal do treinador do que um ato de indisciplina do atleta. As seguidas contusões de Bertoglio ainda não estão bem explicadas. E por que o tricolor dispensou o jovem Biteco tão cedo, sem sequer tê-lo aproveitado na equipe B? Por que se insiste na recuperação de um jogador como Fabio Aurélio e não do Anderson Pico? Será que Jean Deretti está acima de todos eles? Por que o Vargas no lugar do Carlos Eduardo? Acaso o chileno tem muito mais qualidade que o grande jogador revelado em 2007?
Na minha percepção, o Luxemburgo é o grande responsável por essa equipe e por tudo que acontecer, seja bom ou ruim, no jogo de volta contra a LDU. Uma eliminação poderia causar uma grande crise, e até mesmo a saída do técnico, como já aconteceu nos últimos anos.
Estou muito desconfiado com o trabalho do treinador, da direção e desse time, nesse início de temporada.

domingo, 20 de janeiro de 2013

2013 para os 12 maiores do país

Uma projeção inicial da temporada

A melhor análise daquilo que o ano “promete ser” se faz no final dos estaduais. No entanto, reuni algumas informações para publicar uma opinião sobre o que os times de massa do Brasil podem esperar nesta temporada:

FLUMINENSE: Já deveria ter sido o campeão da Libertadores no ano passado. Para mim é o time que chega com mais força na competição continental. Não deve priorizar o estadual, mas não ganhando as Américas, chega como favorito nas competições que restam.

ATLÉTICO-MG: Depois de tanto tempo, o Galo Mineiro voltou a jogar e ganhar como time grande. Acho difícil conquistar a América, mas o trabalho da atual gestão deve ser coroado com um grande título neste ano. Ao menos eles merecem!

GRÊMIO: Acertou muito em levar a pré-temporada para a altitude. É a primeira vez na história que um time brasileiro pega um time tão forte nesta fase preliminar da Libertadores. O resultado vai definir quais prioridades o time segue no ano, uma grande incógnita!

SÃO PAULO: Perdeu seu principal jogador, mas contratou bem. O elenco faz do Tricolor Paulista um candidato de peso na Libertadores. Diferente do Grêmio, pega um time menos tradicional na “pré” e deve passar para fase de grupos sem dar muita bola pro Paulistão.

PALMEIRAS: Um time de Libertadores “custa caro”, mas disputar a Série B “deve ser” barato. A solução seria montar dois times no ano? Acho que não, por isso o Clube não chega forte na competição continental, mas deve sobrar na briga pelo acesso.

CORINTHIANS: Um ano de conforto e pouca cobrança. Situação que nunca existiu em Parque São Jorge. Trouxe grandes jogadores, mas acho muito difícil repetir o que fez no ano passado. Deve brigar por grandes títulos, mas não acredito que leva “neste ano” o Bi da Libertadores.

BOTAFOGO: Manteve 90% do time. Com o Fluminense focado na competição continental é o favorito para levantar a taça do Estadual. No decorrer do período, em reforçando o elenco, pode lutar de igual com os demais por um grande título em 2013, maior que o Carioca.

SANTOS: Arriscaria todas as minhas fichas no time da Vila Belmiro para a conquista do Estadual. É o único grande de São Paulo fora da Libertadores e, além disso, já é forte candidato aos maiores títulos nacionais de 2013.
 
INTERNACIONAL: Enxugou a folha e está longe do Beira-Rio. Ano de buscar uma vaga na Libertadores 2014. Creio que priorizará uma Copa (do Brasil ou Sulamericana). No Gauchão é favorito apenas com a eliminação da LDU, do contrário, não há favorito no Rio Grande do Sul.

VASCO: Um clube que se arrasta financeira e administrativamente muito antes da era Dinamite. Depois do descenso, teve o acesso, um vice-campeonato nacional e o título recente da Copa do Brasil “camuflando” as coisas. Se não mudar muito, cai de divisão no Brasileiro.

CRUZEIRO: Depois de muito tempo parece que a “gangorra da rivalidade” virou de lado e o time não emplaca uma boa campanha há três anos. Perder Montillo foi a gota d’água. Mesmo com o Atlético na Libertadores, não vejo o Cruzeiro favorito nem para a conquista do Estadual.

FLAMENGO: Igualmente no Vasco, o Clube administra uma herança maldita. Em ambos havia a impressão que o amadorismo tinha acabado, mas agora parece o contrário. Tem em seu favor um novo presidente influente no BNDES. Mesmo assim é candidato a fiasco em 2013.

Claro, tudo isso são convicções tiradas até aqui. No futebol tudo é improvável e as oscilações mudam tudo repentinamente. Lembro apenas que os resultados são consequências de erros e acertos feitos dentro e fora dos gramados. Pelo que temos, é isso que penso para o ano que se inicia.

Saudações Coloradas

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE!



                                                                          
Ainda vai levar um tempo
Pra fechar o que feriu por dentro
Natural que seja assim
Tanto pra você quanto pra mim
Ainda leva uma "cara"
Pra gente poder dar risada
Assim caminha a humanidade
Com passos de formiga e sem vontade
Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que eu te quero mal
Apenas não te quero mais

Eis uma letra que bem que poderia ser cantada por todos nós, gremistas e colorados como despedida do saudoso ano de 2012.
“Se não foi de todo ruim, também não foi tão bom assim.”
 Perfeitos os versos do grande Lulu Santos!

Nesse período de vácuo de acontecimentos e fatos relevantes dentro do mundo futebolístico, só temos para comentar os comentários dos outros, muita especulação sobre transações de atletas e muito papo furado para encher as colunas e blogs  esportivos, tais como: listas de “melhores e piores do ano”, “micos do ano”, “recordes do ano”, “rankings do ano” e “retrospectivas do ano”.
Isso se não considerarmos as previsões furadas do fim do mundo, e outras besteiras afins! Nossos videntes tão sem moral depois dessa e outras! 
Só com os jogadores envolvidos em transações que não se realizam, pode-se escalar no mínimo três times com potencial para disputar o Brasileirão 2013!
Parece que eram os pedidos dos torcedores para o Papai Noel, que não os atendeu por não terem se comportado direito durante o ano de 2012!

Se para nós gremistas foi mais um ano sem título, tivemos uma campanha de média pra boa no Brasileirão quase chegando a lutar pelo título, se não fosse uma pequena fase braba de perder pontos para times teoricamente mais fracos nas últimas rodadas! Num campeonato que marcou pela quantidade e gravidade dos erros de arbitragem, não se pode almejar um título perdendo pontos considerados fáceis para times considerados inferiores como infelizmente fizemos nessas derradeiras rodadas de 2012!                    Para compensar tivemos o prazer de ver o nascimento de mais uma maravilha tricolor, que é a Arena Grêmio com toda sua beleza e modernidade, abrindo uma nova era em matéria de estádios no Brasil, mais do que na hora!
Temos ainda o retorno do presidente mais vitorioso da existência do tricolor dos pampas, Fábio Koff que pode ser também o presidente da ressurreição da hegemonia gremista no sul, no Brasil e só Deus sabe o limite.
Agora aguardamos que esta nova diretoria trabalhe sério, e tenha como lição os erros cometidos pelas diretorias anteriores para também não cometê-los e não ter que citar os anteriores como desculpa dos seus próprios.
Que Deus lhes dê sabedoria e discernimento para fazer boas escolhas na aquisição de reforços, e competência para administrar o patrimônio e as finanças do nosso querido clube sem prejuízos a ninguém!
E se não for pedir muito, um caneco pra abrir a era Arena também seria muito bom!
Todo ano que começa, é um novo renascer de esperanças para quem não se deixa abater pelas adversidades e sabe que todo dia o sol vai nascer trazendo vida nova para todos!

Para analisar o desempenho do Inter neste ano que acabou, com a palavra os colegas colorados: Acioli (que nunca falta) Adolino, Ramão e Rafael (aí é ooouuutra história!)

Esperanças e saudações gremistas a todos!


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Da segunda divisão ao título mundial

Porque o Corinthians se sagrou campeão do mundo?
 
Tudo começou em 2005! A parceria furada com a MSI e todos os reflexos (favoráveis) que o time paulista soube aproveitar com o episódio conhecido por “Máfia do Apito” foi o ponto de largada para a maior conquista da história corintiana. Andrés Sanches foi o principal articulador da parceria. Tevez, Mascherano, Sebá e mais uns dois pares de jogadores badalados foram contratados e o time despontou forte na mídia. Foi medida de curto prazo que saiu pela culatra e o Corinthians acabou rebaixado logo depois.
 
O fim da parceria e os fortes indícios de lavagem de dinheiro no Clube fizeram Andrés virar a casaca, tornando-se ferrenho e contrário a MSI no Timão. Começaram as medidas de longo prazo, logo após Andrés ter sido eleito presidente! O sonho tão distante do estádio próprio, a construção de um CT com padrões "primeiro mundo", um fortalecimento do trabalho de base e a majoração significativa do quadro societário foram implantados. Trabalhou-se (e se trabalha até hoje) para que estas medidas dêem o suporte que uma "instituição" futebolística tão necessita para vencer.
 
Mas tinha a Série B pela frente. Lá foi montado um grupo modesto, mas muito forte para o nível da competição. Com um time barato, estádios cheios e a mídia toda em cima, foi fácil reerguer as contas.
 
Betão chora o rebaixamento do Corinthians
 

Marketing!
 
Andrés descobriu como poucos que a alma do negócio envolve três fatores primordiais em uma pirâmide homogênea: 1º - formar um time competitivo; 2º - ser politicamente atuante extra-campo; e 3º - desenvolver o marketing como intensa fonte de receita.
 
O Flamengo deu bobeira e Ronaldo Fenômeno assinou contrato com o Corinthians. O Clube adotara sua principal medida de médio prazo e no ano de estréia dele com a camisa alvi-negra vieram as taças do Paulista e da Copa do Brasil. No ano seguinte, o projeto Libertadores não decolou, mas até ali os quase meio bilhões de reais que o Corinthians devia estava 55% pago, tendo conseguido avançar muito nas medidas de longo prazo também.
 
Torcida é paixão, mas corintiano extrapola. Pedrada em ônibus, em carro de jogador e perseguição fazem(iam) parte da rotina do Clube. Quem é Colorado de antigamente lembra bem do Portão 08, depois dos grandes títulos isso acabou e creio que o mesmo será no Parque São Jorge daqui pra frente e por um bom tempo. Retomando o raciocínio, vencedores com a camisa do Timão como Edilson, Tevez e Ronaldo foram hostilizados em momento ruins, mas Andrés conhece bem essa situação e sempre soube tratar das derrotas com naturalidade. Quantas vezes ouvimos ele falar que Libertadores é seqüência e somente a disputa de várias edições fariam o time campeão? No Inter o vestibular foram as duas eliminações na Sulamericana para o Boca Juniors, serve de exemplo aqui.
 
Daí, a GRANDE CARTADA de mestre! O rompimento com o Clube dos 13 e a aliança com a CBF de Teixeira... Quando o Corinthians caiu houve corporativismo para que isso não acontecesse? Pelo contrário, nos bastidores houve muita coisa que conspirou a favor disso inclusive. O São Paulo deitado na soberba de se achar o único Clube de futebol descente e de verdade do estado caiu dentro de suas convicções. Fechar o Morumbi para seus adversários foi a pior burrada que já cometera em sua história. Com isso, Andrés conseguiu os investimentos, a força adquirida junto à CBF foi fundamental e o estádio corintiano saiu do papel, ganhando status de sede do Mundial de Seleções em 2014.
 

Mário Gobbi e Andrés Sanches, o durante e o antes mais vencedor do futebol brasileiro atualmente



Por várias e várias vezes (Romário tenta retomar agora) se tentou criar a CPI da CBF ou do futebol, mas articulações sempre impediram o processo no Congresso Nacional. Não que o Corinthians tenha feito parte disso, mas estar ao lado da CBF apoiando a entidade desde o dia em que Andrés assumiu o cargo de presidente, ajudou e muito manter as coisas como estão.
 
Andrés Sanches errou? Foi antiético?
 
Óbvio que não! Ele viu o melhor para SEU CLUBE e não quis saber do interesse daqueles que lhes viraram as costas no eminente rebaixamento na segunda metade da década passada. Se era um fim (ou um começo) anunciado eu não sei, mas que descer para a segunda divisão foi importante neste processo, isso foi.
 
A cúpula de Andrés foi coerente novamente... a segunda eliminação seguida na Libertadores (justamente em sua fase “pré” diante o Tolima) foi tratada com naturalidade e as “pedras da torcida” afugentaram poucos (Roberto Carlos, por exemplo). Mas Tite foi mantido! Esse foi o acerto primordial... no mesmo ano conquistara o brasileirão de forma inconteste, tal qual foi na Libertadores e o Mundial agora!!!
 
O Corinthians ganhou na bola e ninguém pode dizer o contrário. Conseguiu registrar também a principal verdade do futebol que muita gente sabe, mas poucos conseguem lidar: “o jogo se começa a ganhar antes de começar!” Para ser o melhor dentro de campo, precisa ser o melhor também fora dele. Andrés, Gobbi e todos que erraram nesta caminhada, aprenderam com seus próprios erros, trataram a derrota com naturalidade e não se deixaram se levar pela emoção nunca. Esses dirigentes ensinaram o Brasil como se comanda um Clube vencedor.
 
Um  título mais que merecido!!!

MSI no Corinthians, Parmalat no Palmeiras, ISL no Grêmio e tantas outras parcerias que tivemos em nosso futebol deixam títulos, mas inibem o crescimento institucional. Quando saem, os times ficam a mercê de tudo que é básico para administrar o futebol no Brasil. O Fluminense com a Unimed vai no mesmo caminho... mas no Corinthians não! A melhor e mais eficiente parceria se faz com torcedores, aqueles que se tornam sócios!
 
Pode ser que em 2013 o time não ganhe nada, caia numa zona de conforto natural após uma seqüência tão impressionante de títulos. No Inter foi a mesma coisa, mas lembro que quatro anos depois veio o Bi da Libertadores. A diferença é o potencial do Corinthians, a força na mídia que ele tem, seu grande número de torcida e a administração coerente à frente da gestão atual. Isso tudo junto vai tornar o Timão a maior força do futebol latino americano, um veradeiro papa títulos. Para que isso não ocorra os outros que se cuidem, senão o Brasil se trnsforma em uma Espanha, com dois times que ganham tudo e ficam muito à frente dos demais... sem graça!

Saudações Coloradas e parabéns ao Corinthians, especialmente ao meu amigo Ricardo Simões Prado Junior, campeão mundial merecedor desta conquista!

sábado, 8 de dezembro de 2012

ESPERANÇA! ANO NOVO, VIDA NOVA!












O que seria um homem sem esperança, sem nenhum objetivo na vida? Que acha que já ganhou tudo o que podia ganhar na vida?
Olhando pela janela numa tarde de ventos que prenunciavam uma pancada de chuva de verão, vi um saco plástico transparente vazio que voava sem rumo, subia e descia no comando do vento que lhe empurrava. Então achei a definição e a resposta para a indagação acima.
Mas quem quer ser igual ao saco plástico? Eu que não.
 Eu quero é fazer meu próprio destino! “Compor a minha própria história, pois cada ser em sí carrega o dom de ser capaz, de ser feliz”, como diz o poeta Renato Teixeira na canção maravilhosa chamada Tocando em Frente!
E estamos sempre tocando em frente, a cada ano que entra! 
Hoje é uma data histórica no calendário gremista, oito de dezembro de 2012, dia da inauguração da Nova Arena Gremista. O jogo inaugural será um “revival” da final do Mundial de 1983 em Tóquio, onde os torcedores dos oponentes deverão estar recordando a grandeza do passado de seus clubes e renovando as esperanças para o futuro que vem por aí.
Trata-se de um jogo festivo, amistoso sem nenhum compromisso com o placar ou com resultado. Ideal para se comemorar um novo local de trabalho, e futuro palco para maiores comemorações de títulos que certamente virão com esta nova visão de administração que deve vigorar no Tricolor dos Pampas de agora em diante!
Até mesmo o sr. Presidente do arqui rival mandou uma carta parabenizando o Grêmio de Futebol Porto Alegrense pela data e pela bela obra de engenharia e de arte também que é este novo e moderníssimo estádio. Provando que a rivalidade pode conviver pacificamente com a educação e a civilidade entre os clubes do RS! Parabéns sr. Luigi!
É óbvio que terão muitos torcedores colorados que farão comentários depreciativos sobre o espetáculo, o jogo, o adversário, o estádio, etc.... falarão mal do bairro, do contrato de participação da construtora,  do cocô do cachorro do vizinho e outras besteiras,  mas sabemos que é pura frustração de quem não tem cultura para reconhecer o que seu rival faz de bom, e que se é bom para  nós pode ser feito por eles também e talvez até mesmo melhor,  pois quem já tem um exemplo pronto pode facilmente evitar os erros e aperfeiçoá-lo!
Oxalá o Sport Club Internacional também faça uma linda obra sobre os hoje escombros do Beira Rio e teremos uma cidade com dois estádios dignos de primeiro mundo para o orgulho de todos os rio-grandenses!
Só não vamos perder a esperança,  senão daí só vai restar o passado para todos!
E não é assim como disse o colega: “A esperança é a última que morre.”    Não!
A esperança não morre, é imortal!

Para ilustrar, cito abaixo dois dos maiores frasistas deste mundo.

A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança.
Mahatma Gandhi

Veja!  Não diga que a esperança está perdida.
Tenha fé em Deus, tenha fé na vida!
Tente outra vez!”
Grande Raulzito, em sua versão poética de: “Não tá morto quem peleia!
 






domingo, 28 de outubro de 2012

PRÉ BALANÇO DO BRASILEIRÃO 2012






TODO MUNDO TÁ FELIZ MESMO?                                
Como diria a loirinha mais querida do Brasil, a Rainha dos baixinhos: “Todo mundo tá feliz!”                      (E como solene e sarcásticamente endossaria nosso amigo Acioli.)
A imprensa esportiva agora do Brasil inteiro, já dá como favas contadas o título para o tricolor das Laranjeiras, e pelo andar da carruagem (e da arbitragem), só o milagre do milênio pode tirar este caneco do Fluminense!
A apenas cinco rodadas do final, eu não chegaria ao ponto de afirmar levianamente que foi só pelas ajudas do apito ou pelas (não) convocações da “selecinha” que eles ganharão, pois até a maior rede de TV do Brasil tem feito campanha para convencer a todos que eles são os maiores merecedores deste título, exaltando-os como única equipe que não contratou nenhum reforço para este ano durante o campeonato, e é verdade. Mas apenas isto não é fator com peso suficiente para determinar favoritismo entre tantos clubes da mesma grandeza e qualidade de elenco.
Mas os adversários mais próximos têm tropeçado e perdido os pontos importantes em situações semelhantes às que o “pó de arroz” tem superado aos trancos e barrancos, mas tem levado ponto a ponto que agora no final fazem a diferença! Então conclui-se que se há o merecimento, é pelo contexto da obra e não por um ou outro fator específico.

O Atlético Mineiro tem feito uma bela campanha, mas dá umas vaciladas que tira a seqüência e o foco do título esperado a mais de vinte anos!

O Grêmio, vem se acertando em campo em alguns jogos e se perdendo totalmente em outros, numa falta de constância que chega a dar medo principalmente nos jogos teóricamente mais fáceis! A crise de “empatite aguda” no segundo turno foi fatal para nossos planos de Brasileirão de pontos corridos! E maioria destes foi em jogos em que o chamado domínio de jogo foi favorável a nossa equipe, mas volto a repetir: Domínio de jogo pra mim é bola na rêde, não importa muito a estatística do jogo. Um chute a gol certeiro é melhor que cinco oportunidades claras perdidas.
O próprio líder do campeonato tem comprovado esta minha teoria (que acredito ser também da maioria dos torcedores de futebol do mundo inteiro).
Neste último jogo em Pituaçú, ao ver o Leandro perder dois gols em lances imperdíveis, tive um desejo enorme de manda-lo fazer uma rima com o nome do estádio!

O São Paulo só nos últimos jogos tem se encontrado e apresentado bola pra merecer uma vaga na Libertadores.

O Vasco foi o maior “cavalo paraguaio” deste ano, acho até que nem consegue mais lutar pela vaga que todos querem, mas fingem que não estão nem aí!

O Inter pode até pensar em vaga, mas com a instabilidade que reina no Beira Rio fica bem difícil de fazer previsões otimistas neste final de campeonato.

O Botafogo é outro que vai se arrastando e não deve passar disto que apresentou até agora.

O Corinthians tá com o “burro na sombra”, e não tem mais nenhuma pretensão além de definir e treinar o time para o Mundial. ricamente mais fs jogos teros, numa falta de constdos tuaçe elenco.: "

Os demais (exceto o Santos que pra mim foi a decepção do campeonato),  não poderíamos  esperar muito mais do que se viu até agora!

A turma do Z4 também não foi nenhuma surpresa, e alguns agora que a água tá batendo na bunda, tem esboçado aprender a nadar, mas parece que já era!  

Pra fechar o post:
Que belo deserto ficou este blog, depois de postagens quase diárias do Rafael, novamente ficou no abandono. Tá parecendo os times da dupla, num jogo arrebenta e depois passa vários sem apresentar nada!
Reajam colegas, ou vamos acabar com o blog?????

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Fluminense na área: Se cair, é Penalti

O empate entre Grêmio x Bota Fogo não é algo para se lamentar, pois não é a primeira vez que o tricolor deixa escapar a vitória dentro de seus domínios. Além do mais, com cinco desfalques, o tricolor se torna um time na média dos demais, como o próprio "Foguinho", que não aspira nada no campeonato, e só veio para tirar pontos. Nessa série de três jogos sem titulares importantes, foi a partida mais difícil porque não tivemos força ofensiva. Nas duas anteriores, Kleber ou Moreno se fizeram presente. Nessa, o Andre Lima atrapalhou o time. O jovem Leandro jogou sozinho no ataque, porque André Lima, definitivamente, atrapalha os companheiros com essa a bola na canela toda vez que recebe um passe ou um lançamento. No jogo contra o Cruzeiro, foi o Marcelo Moreno que fez a diferença ao entrar no segundo tempo; no jogo contra o Sport, ainda tínhamos o Kleber, e o tricolor gaúcho jogou no erro e na apatia do adversário que não teve ânimo para pressionar o visitante.
O que é lamentável e até certo ponto fora do comum, não são os empates do tricolor, mas as vitórias do Fluminense, que joga com as mesmas dificuldades e problemas que o Grêmio e o Atlético-MG tem contra os times fora do G4, mas, mesmo assim, consegue três pontos em lances esquisitos e polêmicos.
A regra a ser seguida pelos árbitros é muito clara: se um jogador do Flu cair, não importa se tropeçar ou se fizer falta nos adversários, será falta ou penalti, caso esteja dentro da área. A regra não vale para outras equipes. E assim Abelão vai construindo uma vantagem de nove ou onze pontos para os demais concorrentes ao título. O penalti com bola tocando na mão do jogador do Ponte, e aquela faltinha de atacante na entrada da área, são lances daquilo que os analistas chamam de "pura interpretação do árbitro", a mesma daquele lance em que o juiz não marcou um penalti para o Nautico.
O curioso é que essa dita "interpretação" é sempre favorável ao mais forte, no caso, o tricolor carioca.
O Fluminense não tem toda essa superioridade para estar a onze pontos do Grêmio. Recuso-me a aceitar essa vantagem, incomum diante de tamanha prepotência de Abel Braga. Se o Fluminense bater o tricolor gaúcho com autoridade e mostrar que é superior jogando futebol, sem interferência de uma "interpretação do árbitro", aí então me calarei e não questionarei mais a superiodade do time do Abelão-sapo-pançudo. Enquanto o tricolor carioca vencer suas partidas com lances duvidosos, podemos questionar os homens do apito e levantar cada vez mais a suspeita de uma conspiração em favor dos cariocas.
Paulo Pelaipe, que entrou numa polêmica com Abelão na semana passada, não quis se pronunciar sobre o assunto, talvez, tentando evitar mais polêmicas no jogo do meio da semana. O fato é que coisas estranhas conspiram a favor do Fluminense, e na minha percepção, embora tenha um elenco melhor que o Grêmio, não tem essa bola toda para tantos pontos a frente das demais equipes.
Mesmo com os titulares, creio que o tricolor não terá forças para vencer o líder, primeiro porque Luxemburgo não terá força máxima em função das lesões: uns voltam de contusão, ainda não estão 100 por cento, como Gilberto Silva e Elano. Em segundo lugar, pela dificuldade de se buscar um resultado contra um time que, além das "interpretações do árbitro", marca muito forte e joga com velocidade no ataque. O Fluminense tem lá seus méritos, não para onze pontos, talvez três ou quatro, se o juiz não fosse o décimo segundo em campo.

INTERNACIONAL
Sobre o nosso rival, dá até um pouco de dó, ver tanta apatia pelas bandas do Beira-Rio. Estamos decepcionados, até mesmo os gremistas ficam chateados com essa campanha ridícula. Esperávamos um pouco mais de ânimo no "Campeão de Tudo", que mais um vez deixa os torcedores no muro das lamentações, na era dos pontos corridos.