quinta-feira, 24 de maio de 2012

COPA DO BRASIL E LIBERTADORES 2012




COPA DO BRASIL

Coritiba é favorito diante do São Paulo. O tricolor paulista só tem uma chance de derrotá-los, e essa chance será no Morumbi, de preferência com placar muito bom. No Couto Pereira, não tem a mínima chance, o Coxa é um time caseiro, a única chance de derrotá-los, é aproveitar quando estão fora de seus domínios. Com relação ao Palmeiras, o técnico Luis Felipe, por sua vez pensa que nos engana, dizendo que vai embora no fim do ano. Trata-se de uma estratégia para aliviar as críticas em torno de seu trabalho na reta final da Copa do Brasil, além de tentar sensibilizar jogadores e torcida, em torno do seu nome, no comando técnico do clube.




LIBERTADORES
Gostaria de saber, onde anda o mestre Acioli, que mais uma vez, falhou em suas profecias, ao dizer que o Fluminense seria o Campeão da Libertadores. Tem time brasileiro, que só começou a disputar Libertadores nos últimos 6 anos, e pensa que tem tradição.
Time de tradição é o Boca, o único, talvez, capaz de derrubar o Santos de Neymar. O time do coração de Diego Maradona é um dos maiores vencedores do futebol mundial.
Nas decisões contra brasileiros, só perdeu aquela semifinal para o Florminense, em 2008, porque estava cansado de ganhar títulos. O Inter conseguiu derrotar seus reservas, na Sulamericana de 2009, e o colorado ficou "se achando" até hoje. Queria ter visto o Inter ser eliminado no lugar do Flu, mas nem para isso o time de Dorival teve competência.

BAHIA DE FALCÃO

Do jeito que o tricolor é vulnerável, o Falcão merece respeito e muita cautela com seu time no jogo de hoje à noite. Além do mais, sabemos que a sorte não está do nosso lado nessa temporada. Quando jogamos bem, perdemos. Quando jogamos mal, então, aí é que a vaca vai pro brejo, mesmo! Mesmo assim, vai ser impossível entrar em campo hoje sem pensar no Palmeiras de Felipão, nosso próximo adversário.  Palmeiras e Grêmio, a meu ver, farão a final antecipada desse torneio. Ambos tem história parecida, ambos vivem o mesmo jejum, ambos não tem um grande time, mas na final, pela tradição, serão adversários muito difíceis de ser batidos, mesmo que do outro lado tenhamos o tricolor paulista, o maior vencedor da década, caso passe pelo Coxa, o que eu, particularmente, considero pouco provável.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

DÚVIDAS E DÍVIDAS



Esta semana tivemos uma excelente notícia para os tricolores do Olímpico e da Arena também, porque refletirá no futuro do clube! Passou meio na surdina sem muito alarde, mas foi finalizado o processo do Banco Central contra o Grêmio a respeito da não informação ao BC dos valores das transações com jogadores nas

décadas de 80 a 90, que levaria à penhora do Estádio Olímpico e de muitas rendas da Arena no futuro, e foi no STF de onde não há mais possibilidade de recurso. Bem ou mal, são recursos em torno de mais de 80 milhões de reais que deixam de escoar no ralo da mal administrada diretoria financeira gremista.


Isso significa que a atual e as futuras diretorias terão mais condições de planejar melhor a utilização dos recursos financeiros sem o risco de nenhum confisco patrimonial ou monetário por parte do BC. Isto na teoria, porque a cabeça dos nossos dirigentes parece aquele famoso docinho infantil o Kínder Ovo, de cada um é uma surpresa o que sai de dentro!
A minha maior esperança são os novos tempos que vem por aí, com a nova Arena e com novos diretores com cabeça mais arejada, e com mais profissionalismo para administrar um gigante como é nosso clube!
     
Bem, dívidas a menos e dúvidas cada vez mais.
A minha principal dúvida é sobre o time titular do Luxemburgo, que não lembro de ter repetido uma escalação completa até agora, por pelo menos dois jogos seguidos.
Sei que as contusões tiveram muito peso nessa estatística, mas é muita mudança pra um elenco nem tão grande assim.
E quando o Zé Roberto chegar, quem vai esquentar o banco?
E quem vai ser o zagueiro contratado para ser titular?
E vem mais alguém para o meio de campo?
E quem vai ser preparado na base para subir e ser vendido ano que vem?
E a Copa do Brasil vem ou não vem?  





segunda-feira, 23 de abril de 2012

Os Limites do Grêmio


O técnico Vanderlei Luxemburgo e a diretoria tricolor promovem um discurso estranho, quando aparecem na imprensa cobrando os jogadores por melhores resultados, mesmo sabendo que o time joga no seu limite. Parece mais um discurso que visa transferir e isentar-se da responsabilidade em cima dos jogadores. Marco Antonio joga no limite; André Lima joga no limite, só para citar dois exemplos. Não discordo totalmente da ideia de que o time tem jogar com espírito de luta e de superação, como em outros tempos, quando lutávamos contra todas as dificuldades. Todas as grandes conquistas do velho tricolor de guerra foram na base do esforço mútuo, lutando contra todo tipo de obstáculo. Mas dessa vez, Odone e Luxemburgo exageram.
Luxemburgo nunca admite suas falhas, assim como Odone não quer admitir que houve erro de planejamento, mais uma vez.
O time joga no limite, e a comissão técnica e a diretoria exige mais, porque sabe que só a superação poderá vencer o Inter ou um São Paulo ou um Cruzeiro, numa decisão. Além disso, na derrota, nunca irão admitir que o problema é deles. É sempre problema dos outros.
Sem Gladiador para lutar na frente, sem o Moreno em cem por cento das condições, o tricolor ficou sem o referencial no ataque, obrigando aos dirigentes virem com esse discurso falastrão e um tanto covarde, na reta final do Gauchão e da Copa do Brasil.
A diretoria sabe que errou em gastar demais com apenas dois jogadores, que não estão jogando. Poderia ter montado um time médio, igual ou superior a esse, sem gastar muito. Quanto ao Luxemburgo, esse também sabe que será cobrado pelo alto salário que recebe. Sempre foi um inimigo do tricolor nos últimos tempos. Hoje, assim como o Felipão, Luxa mudou de lado. Mas será cobrado por resultados, muito mais do que os jogadores.
Também há uma tentativa de se livrar da "mea culpa", por não ter conseguido mais reforços. A diretoria foi mal sucedida, em sua tentativa de trazer um zagueiro e um meia esquerda do exterior. Então só restou a ideia de buscar alternativas no grupo, mesmo que na base do improviso e do sacrifício. Daí a necessidade de se jogar com Gilberto Silva na zaga e de Léo Gago na meia esquerda. São jogadores de bom nível técnico, a meu ver. Mas jogam no seu limite. Dentro de determinados jogos, conseguem se destacar. Só não sabemos se podem ir além disso. O que podemos esperar desses atletas? "Não sois máquina. Homem é que sois"(Chaplin).
Mário Fernandes está vendido, porque o clube precisa de grana em caixa. Do ponto de vista financeiro, do ponto de vista utilitarista e do ponto de vista da necessidade, a venda é a melhor solução. Impossível mantê-lo. Chegou a hora. Certamente, a diretoria se mobiliza para trazer reforços para o Brasileirão, visto que, o time ainda não está pronto para a disputa.
Na bola, o Grêmio não tem a menor chance contra o Inter no Gauchão. Na Copa do Brasil, nossos maiores rivais são os "bambys", o Cruzeiro. Esses seriam os de maior tradição.
Mas existem outros, de menor expressão, jogando no mesmo nível ou até melhor. No Brasileirão, não ficaríamos entre os quatro primeiros, de jeito nenhum.
Podemos superar Corínthians, Vasco, Fluminense, na base da estratégia, na base da garra, da união e na força do grupo, mas no futebol, em termos técnicos, o tricolor ainda é inferior a todos esses clubes. Esse discurso de que devemos ter mais aplicação já não nos convence mais. No passado, para ser vencedor, o tricolor não teve somente garra, teve também qualidade, inteligência, sorte (no sentido de imortalidade), e competência, que é o que parece que está faltando agora não só nos jogadores, mas na atitude dos dirigentes e do técnico.







terça-feira, 3 de abril de 2012

Luto tricolor


Hoje mais uma estrela brilha no céu azul do Rio Grande, vencido pela doença e pela idade, nosso maior zagueiro de todos os tempos subiu para encontrar Everaldo, Foguinho, Gessy, Luis Carvalho e outros que vestiram e honraram o manto sagrado tricolor porto alegrense. Zagueiro de alta categoria que nunca usou de violência e segundo quem o conheceu e o viu jogar, acabava desmoralizando os atacantes adversários com seus dribles clássicos, um deles era um passe de letra que costumava dar para seu goleiro, atrasando a bola de forma arriscada. Só ele tinha coragem de fazer isso devido a sua habilidade acima da média até mesmo de atacantes, imaginem de zagueiros. Foi tão bom que além do Grêmio que era uma potência nacional na época, jogou também no fenomenal Santos do Pelé, que era base da seleção Brasileira onde foi campeão mundial em 1962.
E que ironia do destino, exatamente quando se vai nosso ídolo Airton “Pavilhão” o melhor dos melhores zagueiros que vestiram nossa camisa, estamos há quase dois anos extremamente carentes de zagueiros que dêem segurança a nossa defesa. Seria o desgosto que minou suas forças para resistir à infecção generalizada que o abateu?
Airton Ferreira da Silva descansa em paz! Um zagueiro que não fazia faltas, quanta falta tu nos faz!

domingo, 11 de março de 2012

DESENCANTOU, OU AINDA NÃO?


Hoje fiquei feliz com meu time, não apenas por uma vitória com placar elástico, mas pela evolução demonstrada por alguns nomes novos, e pela recuperação de outros antigos que demonstram ter recuperado a segurança e a qualidade técnica que estava escondida, talvez no medo novas vaias ou de possíveis cobranças públicas pelos dirigentes de “alto profissionalismo”!
Embora a zaga não tenha sofrido muita pressão, o que dificulta uma avaliação mais qualificada, também não cometeu as falhas grotescas que vinham se tornando habituais.
Parece estar chegando a uma formação mais uniforme que, com o retorno do Mário Fernandes e uma possível contratação na zaga central com mais qualidade que os atuais disponíveis no elenco, poderá estar muito próxima de uma defesa com a qualidade necessária para chegar aos títulos que serão disputados no segundo semestre! Eu apenas daria maiores oportunidades ao Marcelo Grohe, mesmo com a boa atuação do Victor que até já recuperando a auto-confiança, ainda continua cometendo pequenas falhas inadmissíveis para um goleiro de seleção brasileira!
No meio de campo, temos um congestionamento de nomes que praticamente se equivalem em qualidade, com alguma vantagem na parte física para os mais jovens que não é compensada na parte técnica pelos mais experientes, deixando a disputa interessante e criando pretextos para reclamações dos pseudo-treinadores de plantão, que sempre acharão um nome escalado errado para criticar o responsável pela escalação oficial! Destaque para o Facundo Bertoglio que vem entrando aos poucos e demonstrando ter as qualidades necessárias para dar mais dinâmica ao time, tais como velocidade, toque de bola qualificado e progressão sempre vertical com efetividade nas finalizações e assistências!
No ataque até o desprestigiado André Lima tem melhorado o rendimento, tanto individualmente como no jogo coletivo, mesmo com suas indisfarçáveis limitações técnicas, que procura compensar com sua dedicação e disposição física.
Os novos atacantes Kleber e Marcelo Moreno têm correspondido plenamente ao investimento que se foi alto ou não, tenho a convicção que se ganharmos pelo menos um título no segundo semestre, ninguém mais lembrará, e os mesmos que criticaram ontem, estarão exaltando e babando os ovos deles nas comemorações amanhã!
Se esta boa fase que ora inicia se prolongar por pelo menos até o fim da temporada, sem os altos e baixos, oscilações e turbulências nas atuações que até agora ocorreram, dando uma regularidade razoável, ficará mais fácil reforçar pontualmente a equipe, com as “janelas” no meio do ano que novamente irão aquecer o mercado da bola.
Agora basta dispensar alguns nomes que estão sem utilidade no elenco e só contratar jogador pra ser titular, pois pra compor elenco e disputar posição já temos o que chega por enquanto!
Não podemos nos empolgar por um placar de impacto, mas ninguém goleia ninguém por acaso, ou o derrotado estava numa infelicidade tremenda, ou o vencedor estava num dia impecável ou a mistura dos dois casos. E não podemos dizer que foi uma atuação individual exuberante de alguém, o conjunto funcionou direito e não houveram os antigos “apagões” e a vitória foi buscada do primeiro até o último minuto, como deve ser sempre nas equipes vencedoras, que tem sêde de títulos! E isso nós temos muito!
Que os Deuses da bola nos permitam evoluir o suficiente para retornarmos ao nosso verdadeiro lugar, que é estar sempre nas cabeças, disputando os títulos e se nem sempre ganhando pelo menos nem sempre perdendo, jogando e aprendendo a jogar!
Mas o mais importante mesmo, é que como há muito não fazia, meu time me fez feliz hoje!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Inter 1 x 2 Grêmio

























Peço licença dos senhores, para publicar um texto que achei interesantíssimo, além de muito engraçado, a respeito do último grenal. Creio que foi a visão de todos os colorados. O texto foi escrito por DOUGLAS CECONELLO, e pode ser acessado aqui: http://impedimento.org/2012/02/23/o-vinho-e-o-vinagre-da-juventude/

Em frente à televisão, talvez ainda morando no hotel em que o Grêmio se concentra, atitude que pode ser encarada como um masoquismo quase santo ou simplesmente a espera para acordar de seu pesadelo de Carnaval, Caio Jr deve ter chorado, ganido e talvez sentido uma pontinha de orgulho da retumbante atuação tricolor no Beira-Rio e da consequente vitória de 2 a 1 que garantiu a equipe nas semifinais do primeiro turno do Gauchão. Também é possível que o final do jogo o tenha feito cuspir certas convicções, já que em dois treinos Roger mostrou-se capaz de fazer o time jogar de uma forma que sob o comando de Caio Jr. parecia impossível.

Pois diante dos olhos de Van der Burgo de Luxerleia, o Grêmio subitamente remontado por Roger – com uma zaga formada por Naldo e Gilberto Silva e uma meia-cancha onde desfilavam Fernando, Leo Gago, Souza e Marco Antônio – encaixotou o Inter num saco por onde nem luz passava ao longo de todo o jogo, com raríssimos lapsos de tempo em que o sufocado HOMÚNCULO vermelho tentava se debater, sendo logo novamente combalido pela sonolência.

Se o grande TRUNFO vermelho supostamente estava em administrar a posse de bola no meio-campo, o treinador instantâneo do Grêmio conseguiu combater justamente este aspecto ao permanecer o máximo possível com a bola nos pés, com toques rápidos e partindo para uma marcação agressiva quando os tricolores perdiam a pelota. O triunvirato composto por Fernando, Leo Gago e Souza promoveu um trabalho magistral, que impediu D’Alessandro e Oscar de fazerem o Inter jogar.

Na frente, Kléber deslocava-se como uma POMBA-GIRA por todos os lados do campo, criando as melhores chances e assumindo uma condição de ator principal que ainda não tínhamos visto neste picoteado roteiro gremista de 2012. O centroavante Marcelo Moreno, apesar de não ter mostrado uma apresentação VISTOSA, fazia um papel secundário importante, saindo da área para receber a bola de costas e poupando parte do trabalho do setor de armação tricolor. Quando o Grêmio já tinha colocado LOS DEMENTES DE DORIVAL completamente no bolso, marcou seu primeiro gol. Após cobraça de bola parada, Muriel usou toda sua descoordenação motora para rebater ao meio da área, nos pés de Gago, que chutou na trave e a bola RICOCHETEOU nas azaradas paletas do arqueiro para atravessar a linha.

O ímpeto gremista diminuiu, mas não por qualquer melhora dos colorados. Impressionou a bagunça generalizada que reinou em todos os setores do time, culminando com o supremo nonsense de Dorival Júnior conseguir levar um incontestável nó tático de alguém que ainda nem é treinador de fato. Para começar, este senhor que frequenta a casamata do Inter não conseguiu sequer posicionar seus dois volantes, que pareciam dois lunáticos hippies correndo de mãos dadas e tentando chegar a Woodstock pela Estrada do Mar. Disso resultou que o Grêmio chutou mais ou menos umas dezenove bolas de dentro da meia-lua da área. Este senhor cujo nome proporcionaria rimas PICANTES também conseguiu deslocar Oscar para todos os QUADRANTES do campo, sempre procurando um lugar onde ele conseguisse render menos.

(Uma das belezas de ser colorado é poder soar velho carregando no lombo apenas cerca de três décadas de vida. Pois saibam que cada torcedor colorado que manifestava sua crença em uma vitória avassaladora no Gre-Nal durante a quarta-feira destruía um pouco meu caráter forjado nos anos 90 – e foram muitos, quase tantos quanto os passes que Élton errou. Porque não é possível que alguém com o mínimo de conhecimento sobre o FABULÁRIO vermelho tenha realmente acreditado que o Inter venceria pelo simples fato de estar em uma fase RAZOÁVEL, enquanto o Grêmio anda numa situação tão calamitosa que aproveita até o RECUO DA BATERIA para subistituir o treinador.)

Também causa espanto que alguém tenha considerado favorito um time que entrou em campo com um goleiro que espalma todas as bolas para o meio da área, um improvisado lateral-direito que teve a pior atuação de um ser vivo calçando chuteiras e Sandro Silva, que passou o jogo inteiro se achando um ZIDANE DE ÉBANO. Mesmo assim, com a desenvoltura de um gambá atropelado por uma VARIANT, o Inter conseguiu empatar, quando Dagoberto aproveitou passe MANCO de Fernando, correu algumas léguas e largou para Damião encobrir Victor.

O que aconteceu no vestiário do Inter nos quinze minutos de intervalo é algo que, segundo EMENDA no regulamento do clube, só poderá ser divulgado daqui a 180 anos. Porque surpreende que o time colorado tenha voltado absolutamente igual, com uma marcação frouxa diante do OUSADO toque de bola gremista, nenhuma articulação e uma insistência inexplicável em jogar apenas pelo lado direito, aquele onde estava Elton, O AIPIM. Aliás, este senhor cujo nome inclui DOR e RIVAL ainda conseguiu azedar ainda mais nosso intragável CABERNET tirando Sandro Silva para colocar João Paulo em vez de sacar o improvisado lateral e deslocar o Sandro “EUSÉBIO” Silva para lá – ou tirar os DOIS de campo, ou jogar um carrinho de mão no gramado para parar o jogo. Qualquer coisa.

O gol do Grêmio era uma questão de tempo, o que nos levava àquele supremo DELÍRIO de querer que acontecesse logo para ver se algum rebuliço sucedia na cancha. Pois foi só Caio Jr sair que o Grêmio começou a mostrar MATIZES de Barcelona, o que mostra que o treinador estava no caminho certo. Com um toque de bola envolvente, o segundo gol saiu após Marco Antônio, talvez um dos mais apagados da AZURRA DE AZEÑA, deixar Kléber à vontade na cara de Muriel, e daí para os barbantes. O mais constrangedor, motivo de demissão ainda durante o jogo, aconteceu nos dez minutos seguintes. Mesmo perdendo, o Inter foi SOTERRADO pelo time de Roger, O NOVIÇO, que criou algumas chances, teve trinta e sete escanteios e merecia ter deixado o placar tão esticado quanto a minha vergonha. O Inter ainda perdeu duas chances, uma com Damião, apenas para que Victor também tivesse sua vitória pessoal, e outra com Oscar, lance que fez arregalar os olhos de todos os advogados do Brasil.

Uma vitória irretocável do Grêmio, que só poderia acontecer em um clássico e diante do turbilhão de pequenas infelicidades que vem reinando na caminhada de uma década dos tricolores. Quanto ao Inter, uma derrota em clássico não é tão perturbadora quanto a atuação absolutamente lamentável, onde aquele senhor, que deveria pagar alguel para ficar no banco de reservas e que conseguiu parar o jogo para ser expulso faltando um minunto para o fim, teve o demérito de ser um dos principais responsáveis. Claro motivo para demissão. Mas nós que torcemos somos amadores. Os profissinais refletem até o momento em que até o cavalo já desistiu da carroça.

Saudações,

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

NO LIXO


Celso Roth deixou o sofrimento e as contestações a beira do gramado para se tornar um dos melhores comentaristas do meio jornalístico esportivo. Para Roth, o goleiro, o meia de criação e o centroavante são os mais cobrados, são personagens que para o público e para os analistas de plantão, pagam um alto preço caso não correspondam às expectativas. Em situações em que um atleta comete erros, afirma ele, o treinador tem que saber lidar com o problema, tem que compreender o real valor do jogador para a equipe, verificar se não é uma uma dificuldade momentânea, enfim ver o atleta como ser humano, que pode errar em determinados momentos. Num de seus textos, no blog da RBS, comenta: "Quem olha de fora, não tem noção do que é um elenco de clube grande. O caminho mais fácil e comum para quem não vive o dia a dia é jogar fora no lixo (como diz a Sandra de Sá) quem está mal, e elevar às nuvens quem está indo bem".
Os formadores de opinião e o público em geral tanto podem falar mal hoje, como podem falar bem amanhã, e tudo muda conforme as circunstâncias, conforme o ponto de vista. Segundo Roth, os atletas até sabem bem lidar com essa situação, mas podem ser afetados nos momentos de crise. O que hoje é "ouro", amanhã pode ser um "lixo". E tudo muda conforme os ventos.
Deixando o mais novo grande comentarista do meio esportivo de lado, vemos nos poemas de Shakespeare a seguinte reflexão: "Se os homens sei que como plantas arborecem E o céu que lhes dá aplauso é o céu que os vem vaiar; Gloriam-se da seiva e no ápice decrescem, Para afinal esse auge esplêndido olvidar (SONETOS, XV)".
Se observarmos bem o mundo do esporte, sobretudo, o mundo do futebol, perceberemos o quanto a vida como profissional, seja do jogador ou do técnico, é marcada por bons e maus momentos, em que os seres humanos estão cercados de hipocrisia por todos os lados, e a sorte os poderá tornar tanto ídolos hoje, como vilões, amanhã.
O que separa o craque do perna de pau? Atualmente, basta um jogador viver um bom momento para a imprensa o transformá-lo num craque. O contrário também pode acontecer com profissionais que não suportam a pressão, o estresse, a cobrança por resultados imediatos.
Existe o craque, o bom jogador, o jogador mediano e o pereba, que conhecemos como "perna de pau", aquela figura que não entendemos como chegou ao profissional. A palavra craque, segundo o dicionário, significa uma onomatopeia de algo que se quebra(crack!). Daí vem talvez o sentido de que craque, no futebol, é aquele que arrebenta, aquele que "quebra" o adversário. Na mitologia grega, Crack é um monstro sedutor e perigoso, cheio de tentáculos, que devorava seus adversários, a serviço do Deus Hades, no reino dos mortos. Sem levar em conta o sentido atribuído a droga mais famosa, e voltando para o futebol, O que é um craque?
O craque é um jogador que desequilibra, que faz a diferença. Como a onomatopeia da língua portuguesa, pode significar aquilo que quebra o adversário, ou como na mitologia, seria aquele que destroi e vence o adversário dentro de campo. O craque é craque porque prova isso dentro das quatro linhas. Em outras palavras, o que podemos entender por craque, é que ele seria um jogador que já levantou a taça de campeão do mundo ou já foi eleito melhor do mundo e é reconhecido e temido por todos.
Todos concordam que Messi é craque. Alguns argentinos o consideram, tecnicamente, melhor que Maradona, exceto no quesito seleção argentina. Messi ainda não teve o mesmo desempenho na sua seleção. Ele alternou boas e más atuações e não conseguiu ser campeão do mundo pela seleção de seu país. Alguns justificam o fato, por ele, jogar num time muito bom, que é o Barcelona. Na seleção argentina, ele não tem os mesmos jogadores qualificados como no time Catalão. Mas e o Maradona? Maradona foi craque na Seleção e Maradona foi craque nos clubes por onde passou. A ideia de que Messi não joga bem na seleção por causa da pouca eficácia de seus companheiros se torna uma falácia, quando lembramos que Maradona também jogava praticamente sozinho na época em que atuou.
Então de novo volta a questão? Messi é craque assim como Maradona? Ou teria sido Maradona um gênio, um gênio entendido como um personagem acima do próprio craque, acima do normal?
Neymar é craque no Santos, ou seja, para os santistas, no campeonato paulista, e em alguns jogos do Brasileirão! A nível mundial está longe de ser craque, pois ainda não foi campeão do mundo nem sequer pelo seu clube, muito menos pela Seleção. De modo geral, se o craque é aquele que já provou que é craque com títulos, então Neymar ainda não é craque, é uma historinha que nos contam na televisão. Ronaldo Nazário, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Romário já foram craques.
Renato Gaúcho foi craque do Grêmio, do Flamengo, do Fluminense, do Bota-Fogo, do Cruzeiro. Na seleção brasileira, contudo, não era craque, era apenas mais um entre tantos bons jogadores.
Existem outros grandes jogadores que atuam no futebol brasileiro, que podem ser considerados como grandes jogadores ou bons ou excelentes jogadores, mas não são craques.
Assim, por exemplo, D'Alessandro pode ser classificado como excelente ou ótimo jogador, mas não é craque. Jogadores revelados pela dupla, como Anderson e Pato, eram considerados "novos craques", hoje seriam bons jogadores, atuando em grandes clubes da Europa, porém, não são craques, pois não estouraram no maior futebol do mundo e nem sequer na Seleção tem lugar entre os titulares, o que nos leva a duvidar se estariam no pelotão de elite, por assim dizer. Jonas provocou uma grande crise na falta de gols, a partir do momento em que deixou o Olímpico. Era um excepcional atacante, mas não podemos chamá-lo de craque. Para os gremistas, Tarciso, sim, foi craque. O Paulo Nunes de 95 e 96 fazia a diferença e podemos dizer que, no Olímpico, foi craque. O lateral esquerdo Roger, hoje auxiliar técnico, e treinador titular no próximo Grenal, era de médio para bom lateral. E no entanto, desde a sua saída em 2001, o tricolor não encontrou estabilidade na lateral esquerda.
No time atual do Grêmio, Victor é um bom goleiro, está longe de ser apenas um médio. Gabriel e Mário Fernandes são bons jogadores, longe de serem apenas médios. Julho César também é bom jogador, um pouco acima da média. Ninguém nega que Fernando é um bom volante, provavelmente, um dos próximos a figurar na seleção brasileira. Kleber e Marcelo Moreno já provaram que são ótimos atacantes, resta manter essa escrita. No mais, jogadores como Marco Antônio, Marquinhos, Léo Gago, são jogadores de nível médio, considerados, bons jogadores para os seus clubes de origem, como a Portuguesa de Marco Antonio, o Coritiba de Leo Gago e o Avaí de Marquinhos. No tricolor, no entanto, estão longe de ser os melhores, são considerados jogadores de nível médio.
Outras figuras desconhecidas ainda são incógnitas, difíceis de qualificar, muito cedo para termos uma avaliação, como é o caso de Grolli, Naldo, Pablo, Felipe Nunes, etc. Não será surpresa se daqui a algum tempo, esses atletas não sejam destaques por outros clubes, em outras circunstâncias, em outra fase da carreira, como já aconteceu.
Bolívar foi dispensado pelo Grêmio por ser considerado muito limitado como lateral direito. Pouco tempo depois, teve a oportunidade de entrar para história do Inter, como um dos zagueiros mais vitoriosos com a camisa colorada. Guiñazu atuava com meia esquerda avançado, e era horrível de se ver. Tite alterou seu posicionamento para a segunda função do meio campo e ele se tornou um dos melhores volantes da América do Sul. Damião rodou por times da segunda divisão do futebol catarinense, e nem o Paraná Clube apostava um vintém. Hoje está supervalorizado, cotado para jogar no melhor time do mundo.
A sorte, a fama, a glória, é momentânea e passageira. E o que entendemos pela palavra craque hoje, pode não ser a mesma amanhã. Os vilões de hoje, podem ser os heróis de amanhã, como Luxemburgo, que nos tempos de Parmalat era vilão dos gremistas. Hoje, porém, não se tem outra alternativa para os gremistas a não ser torcer para que seja o salvador. O futebol como a vida é cheia de ironias, cheia de surpresas e mudanças.
Alguns críticos consideram a demissão de Caio Júnior precipitada, pois com a fragilidade do elenco atual, a responsabilidade não poderia ser atribuída somente ao técnico, que não é capaz de fazer milagres. Joguem o time no "lixo", não se pode fazer nada com essa equipe! Mas será mesmo impossível extrair algo de bom desse grupo? Já vi o tricolor com time pior que esse, dando melhores resultados!
No geral, o time do Grêmio, a meu ver, está de médio para bom, muito acima dos times do interior, e mesmo assim Caio Júnior não conseguiu dar padrão à equipe. Celso Roth pode ser contraditório por nos trazer em seu blog grandes ideias, contrariando aquilo que fazia na prática quando estava à beira do gramado. No entanto, ele está absolutamente certo em afirmar que o treinador tem que administrar os conflitos, quando a opinião comum joga contra, quando a multidão julga pelo momento. Conceitos de "craque", de "bom" e de "mau" jogador são relativos e mudam conforme o tempo e conforme o contexto. Não há uma "verdade absoluta" ou uma conotação que nos livre de equívocos de julgamentos preconcebidos, sem a influência do meio em que nos rodeia, sem influências externas, que possam fazer com que tenhamos um ideia descompromissada e desinteressada.
Quem garante que Grolli não será o herói com a camisa do Inter amanhã, já que foi colorado na infância?