terça-feira, 30 de novembro de 2010

E a lista dos 23 saiu

Ontem o Internacional divulgou a lista dos 23 atletas que disputarão o Mundial de Clubes agora em dezembro em Abu Dhabi. São eles:

1 - Renan (goleiro)
2 - Bolívar (zagueiro)
3 - Índio (zagueiro)
4 - Nei (lateral-direito)
5 - Guiñazu (volante)
6 - Kleber (lateral-esquerdo)
7 - Tinga (meia)
8 - Giuliano (meia)
9 - Alecsandro (atacante)
10 - D'Alessandro (meia)
11 - Rafael Sobis (atacante)
12 - Derley (volante)
13 - Rodrigo (zagueiro)
14 - Ronaldo Alves (zagueiro)
15 - Glaydson (volante)
16 - Juan (zagueiro)
17 - Andrezinho (meia)
18 - Oscar (meia)
19 - Leandro Damião (atacante)
20 - Wilson Matias (volante)
21 - Daniel (lateral-direito)
22 - Pato Abbondanzieri (goleiro)
23 - Lauro (goleiro)

Algumas surpresas nesta lista, como a presença de Ronaldo Alves, Daniel e Oscar (acreditam que este ser uma “versão 2010” do Pato), e outras surpresas de ausências (todas justificadas) como Sorondo, Edu, e a mais sentida entre muitos colorados, Muriel.

Não achei nada de anormal nesta lista, temos muito bons jogadores, e alguns desacreditados como em 2006. A minha verdadeira surpresa encontra-se na definição da numeração dos jogadores. Quando um treinador de futebol pensa um time titular, a formatação ideal de numeração é do 1 ao 11 (exceto em algumas aberrações em homenagens).

Reparem bem. Tem um jogador que vem sendo titular sempre, a não ser quando está suspenso, e que está com a camisa 20. Wilson Mathias. Analisando do 1 ao 11, o time do Inter ficaria:

Renan

Nei Índio Bolívar Kleber

Tinga Guinazu

Dalessandro Giuliano

Alecsandro Sóbis

Leiam o comentário que fiz na postagem do amigo Rafael. É exatamente o time que gostaria de ver escalado, e citei algumas das vantagens que na minha modesta análise, melhoraria o setor ofensivo do time sem desproteger (mais !!) o sistema defensivo.

Indagado sobre a escolha da numeração, Carvalho disse que isso é apenas um detalhe, que não tem relevância alguma. Pode ser. Mas, porque somente nesta posição Roth fez isso ?

Em jogos, esta formatação nunca foi a campo. Também não sabemos se alguma vez foi treinada. Poderia muito bem dar certo. Apesar da relevância, são apenas 2 jogos. Também é apenas uma suposição. Roth é muito conservador, acho difícil ele promover uma alteração destas sem nunca ter testado em algum jogo. Não há nenhuma regra que obrigue um treinador iniciar o jogo com os jogadores do 1 ao 11, mas.......................................................onde há fumaça, há fogo.

E espero que neste caso seja um incêndio !

Saudações coloradas !

domingo, 28 de novembro de 2010

Pula que é Gol do Sóbis!


A banda "Ataque Colorado" tem um repertório musical repleto de homenagens, principalmente para lembrar ídolos das conquistas mais recentes do Inter. Em uma destas canções, intulada "Pula que é Gol do Sóbis", a letra reproduz toda a admiração que a torcida Colorada tem pelo atacante, em versos assim cantados:

"Um, dois, só três toques, driblou a zaga inteira/
Pela velocidade, só pode ser o Sóbis/"

"Pula que é gol do Sóbis/
Pula que é gol do Sóbis/"

V-E-L-O-C-I-D-A-D-E!!!

Em um time que precisa respeitar seu adversário maior que é a Internazionale, não cabem erros, tal qual foi em 2006 quando o time se sagrou campeão do mundo ao derrotar o todo poderoso Barcelona SEM ERRAR.

Mas e o Pachuca?

Tá certo que eles tem que passar pelo campeão africano primeiro, mas este confronto Brasil x México é quase certo nas semi-finais... daí se defender para jogar nos contra-ataques com este adversário também???

Bom, pelo que me lembro nesta temporada, as duas principais atuações do Colorado no ano foram nas vitórias contra o Chivas no México pela Libertadores e diante o São Paulo no Morumbi pelo Brasileirão. Envolvendo o adversário e tocando a bola, precisamos de um "centro-avante nato" dentro da área, com cinco jogadores atuando pelo meio, dos quais três chegam forte na frente. Desta forma, os alas também apóiam e o time ganha MUITO em volume.

Será que o Roth quer repetir a cartada de Abel de 2006?

Sim, porque naquela oportunidade o então centro-avante Fernandão foi recuado para a meia, lançando Pato e Iarley no ataque. Dois velocistas em um time muito bem aplicado taticamente que se defendia muito bem.

Mas 2010 foi e é diferente! Nossa força está no conjunto da meia cancha e não na parte defensiva. Sem aquele volume de antes, Alecssandro (vindo de contusão, bem é verdade) perdeu espaço e o jovem Leandro Damião aproveitou para mostrar sua qualidade.

Como montar este time com dois atacantes se a meia sempre foi à campo com dois volantes (Guiñazú e W. Mathias, que entrou no lugar do Sandro), D'Alessandro por um lado, Giuliano pelo outro e Tinga mais centralizado?


Somando dois zagueiros e dois alas sobra uma única vaga na frente! E agora Roth?

"É viável sim (4-2-3-1), em uma situação bem interessante. O Sobis tem força, velocidade e finalização. O grande ponto é de ele readquirir todo aquele equilíbrio, que infelizmente perdeu por ir para um país com outra cultura tática e também pelas cirurgias"

"Com essa formação, temos posse de bola, movimentação e penetração (...) O Alecsandro não conseguiu achar sua forma. Está abaixo daquilo que pode fazer. Isso é nítido"


Palavras dele mesmo!


Fonte ClicRBS (27/11)


Na minha humilde opinião, a saída de Sandro MATOU o 4-2-3-1 de antes, com um centro-avante de área empurrando a bola para o gol. Além disso, não foi apenas Alecssandro que caiu de rendimento... Kleber não apóia mais como antes e o time sentiu muita falta daqueles cruzamentos milimétricos para a área que só ele sabe fazer.


Desta forma, o jeito é encarar o mundial com Giuliano no lugar de Alecssandro mesmo, forçando os lançamentos em profundidade para Sóbis ou jogar constantemente com a bola de pé em pé. W. Mathias não tem condição alguma de substituir Sandro à altura, mas Derley ainda não está pronto para uma bronca dessas.


Vai o "espetacular" mesmo!!!


Passando pelas semi-finais, temos uma chance com este esquema, mas considero o jogo contra os mexicanos MUITO mais perigoso, justamente pelo fato de que eles não vão se atirar pra cima como seria diante a Inter da Itália, que é TUDO que o Inter precisa para abrir os espaços ao Sóbis.


Então... vamos manter as esperanças para cantar ao fim do ano "Pula que é gol do Sóbis".


Saudações Coloradas

sábado, 27 de novembro de 2010

O bom e barato!


Na sua opinião, quem são os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro 2010? Conca, Jonas, D'Alessandro, Dedé, Loco Abreu, Elias, Montillo???

Pois bem...

E no time virtualmente campeão, você sabe quem foi o atleta que atuou em TODOS os jogos deste Brasileirão? Sim, ele mesmo! O argentino Darío Conca é o grande destaque da competição.

Mas se falarmos de Fluminense, qual atleta tem o maior salário? Não, não é o Conca. Antes dele vem, Fred e Deco, com mais um par de medalhões por aí.


Eis o ponto de debate... os "hermanos" da América Latina tomaram conta do nosso futebol e naquela lista acima notamos que eles são hoje a "menina dos olhos" nas equipes de ponta no Brasil.

Inter e Grêmio não foram necessariamente os precursores de contratações estrangeiras no país, mas sem sombra de dúvida foram os que mais usaram deste recurso no futebol nacional, somando uma penca de ídolos nos mais diversos tempos e épocas de sua história.

Não seria a hora de, tal qual é na Europa, tratar atleta registrado na Conmebol sem barreiras ou limites? Acredito que jogadores sul-americanos não deveriam ser entendidos como estrageiros para atuar por aqui, devendo tão somente ser impostos limites aos jogadores vindos de outras localidades, outros continentes.

A vantagem disso?

Simples... seria ofertada aos Clubes uma alternativa boa e barata de fazer futebol, além de ajudar na evolução de nossos atletas. Convivendo com a raça "porteña" constantemente, os boleiros "tupiniquins" perderiam um pouco daquela "balaca", "marra", "malagem", "chinelagem" e tantas outras gírias que resumem esta malandragem culminada com desdenho de boa parte dos profissionais da bola daqui, tendo em vista que os gringos se dedicam ao extremo, no limite, fazendo correr sangue de verdade nas veias o tempo inteiro. Nossa habilidade infinitamente superior, alienada a esta forma de jogar, mesclando o que tem de bom no futebol brasileiro com este jeito "gringo", poderiamos ter um futebol mais rico e dinâmico, servindo inclusive para que nossa Seleção tivesse uma equipe ainda mais forte.

Saudações Coloradas

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Trio Alviverde no caminho do tricolor

Meus caros, FJC não disse nada antes, porque tinha um excesso de confiança no General Felipão, mas no fundo estava desconfiado com esse jogo de volta em São Paulo. O Palmeiras de Luís Felipe só tem uma jogada perigosa: as cobranças de falta de Marcos Assunção – muito pouco para quem quer ser campeão e disputar uma Libertadores. O Goiás é um time que foi judiado e desfigurado durante o Campeonato Brasileiro, primeiro pelas loucuras de Leão, e depois, pela incompetência do auxiliar de Dunga, Jorginho.

Nosso Felipão, por sua vez, é ainda o rei no Olímpico, mas creio que mereceu essa eliminação pela sua postura covarde que tem adotado no campeonato, entregando jogos importantes e decisivos e, mudando o rumo da competição.

Quando veio ao Olímpico foi recebido como um Deus, teve festa e homenagem em seu nome. Em campo, fez dois golzinhos, colocou o time numa retranca ao estilo Brasil de Pelotas de 84, e tirou três pontos do time que se diz torcedor de coração. Ele não poderia facilitar as coisas? Ou jogar de modo um pouco mais aberto? Aquela derrota foi uma das que tiraram a chance de disputar o título.

A derrota do Palmeiras é um alívio, de certo modo. Numa decisão, Felipão seria mais que favorito. No entanto, depois da chegada de Artur Neto, o Goiás tem praticado um futebol, digno de qualidade de G4 e, só vai para a segunda divisão porque não há mais tempo para uma recuperação no certame. O Goiás tem muitas chances de levar a Sul-americana e esse alívio momentâneo pode ser mera ilusão. Por outro lado, é certo que o Goiás não tem tanta tradição quanto LDU e Independiente, tornando-se menos perigoso de levar a vaga na Libertadores, destinada ao G4.

Por outro lado, essa derrota do Palmeiras nos serve como alerta no jogo com o Guarani, comandado por Vagner Mancini, eternamente magoado por ter sido demitido ano passado depois de cinco ou seis partidas. Vai ser uma guerra. Guarani, assim como o Goiás, não tem nada a perder e vai jogar solto, tornando essa partida perigosa. Se o Grêmio entrar de salto alto e vacilar, poderá cair em Campinas, o que seria uma desastre para o melhor do segundo turno. Não podemos esquecer, que o Grêmio precisa vencer, obrigatoriamente. Um empate e, adeus quarto lugar.

Está bem evidente que o sistema de disputa por pontos corridos adotado no Brasil, não funciona igual ao que acontece na Europa. Essa fórmula permite que aqueles que não tem mais chances na competição “entreguem” a partida, em função de alguma rivalidade ou dinheiro. Lamentavelmente, nossa cultura ainda é atrasada, e os dirigentes dos clubes, cedem a pressão das próprias torcidas. Por mais que nós, gremistas, dissermos que não houve entrega, ano passado, está claro que não gostaríamos que o Inter fosse campeão. Da mesma forma, pode se dizer do colorado contra o São Paulo, em 2008. Já esse resultado do Intercontra o Bota-Fogo não pode ser aceito como exemplo. É uma farsa montada e descarada dizer que o “digníssimo” Inter não se importa com o Grêmio na Libertadores.

Mas com relação a 2008 e 2010, se não houve uma entrega total do jogo, pelo menos, nenhum da dupla teve interesse em jogar futebol.

O São Paulo entregou para o Fluminense, atendendo um pedido que vinha das arquibancadas. Está mais do que evidente. Basta ver o jogo. O Fluminense é um campeão sem méritos. Se o campeonato fosse disputado na antiga fórmula de mata-mata com oito classificados, a história do Brasileirão seria outra. Certamente, teríamos um campeonato mais disputado, com as equipes motivadas e os estádios lotados. Pontos corridos é mais um fracasso do nosso futebol, assim com o os vários clubes que vão ficar nas mãos das impreiteiras para construir estádios novos para a Copa. Viva o Brasil!


domingo, 21 de novembro de 2010


Até que enfim o colorado, para surpresa nossa, conseguiu uma vitória fora de casa depois de tanto apanhar no Brasileiro 2010. E como não poderia deixar de ser, os colorados voltaram a falar grosso e à velha soberba – como a declaração de Fernando Carvalho. http://globoesporte.globo.com/futebol/times/internacional/noticia/2010/11/carvalho-exalta-tradicao-do-inter-e-provoca-o-gremio-apos-vitoria.html

O Inter permaneceu, durante vinte anos – décadas de 80 e 90 - vendo o tricolor desfilar faceiro na Libertadores.

Conseguiu dar a volta por cima na competição internacional nessa última década, mas já se acha o dono do Rio Grande e da América. Que falta de bom senso e de humildade do presidente colorado! Esqueceu que em sua administração pelo Inter nunca conseguiu derrotar o Grêmio numa decisão – mesmo em regional - como em 2006 e 2010.

Mas se os deuses do futebol permitirem, Renato e o presidente Odone vão calar a boca desse ser no início da nova década, em 2011, com a reconquista do espaço tricolor na maior competição das Américas.

O Inter só conseguiu vencer porque o Bota-Fogo mergulhou numa série de problemas internos nas últimas semanas e abdicou da briga pelo G4 nessas últimas rodadas. Não tem dinheiro nem para pagar seus próprios atletas, imagine o suborno ao colorado no caso de uma necessidade de “mala-preta”.

Ver o Grêmio e o Inter numa Libertadores é sonho de todos. Seria um lucro para todo o futebol gaúcho. O que é lamentável, sujo e absurdo é declarações equivocadas como essa do chefe dos colorados. Por ora, Infelizmente, o Inter tem grandes chances de ser campeão do mundo pela segundo vez e, nós, gremistas, vamos ter suportar os colorados e nos conformar desde já com a ideia do Bi.

Já o nosso segundo rival no Paraná, o Atlético, não se conformou com a derrota no Olímpico. Para os paranaenses rubro-negros, o resultado teve influência direta da arbitragem. E vão usar isso como arma, em confrontos futuros, como teem feito nos últimos anos. Todo o curitibano nato, atleticano, pensa que vive numa cidade europeia e que o furacão é o clube mais moderno do mundo. São tão fanáticos e sonhadores quanto os gremistas e os colorados. A diferença é que vivem num mundo da fantasia de que, mesmo sem títulos, ainda são superiores. O blogueiro da Globo, Marcos Vinícius Grossmann (vulgo Pajé) – com cara de Tim Maia, só que mais obeso e doente – afirmou umas barbaridades de cunho preconceituoso e de deboche com o povo gaúcho, sobretudo aos gremistas, na semana que antecedeu o confronto. A declaração do infeliz chegou até a direção e aos jogadores do Grêmio.

Pajé exaltou o Inter como o primeiro do Sul em grandeza, e previu que o segundo lugar está reservado ao Clube Atlético do Paraná, num futuro breve.

http://globoesporte.globo.com/platb/marcosvinicius/2010/11/17/o-sul-comportara-dois-gigantes/Mesmo derrotado ainda segue afirmando umas coisas absurdas como a de Fernando Carvalho.

Todo o gremista menospreza essas opiniões, mas não deixa de ficar intrigado com essas provocações. Os paranaenses esqueceram da força e da tradição do Grêmio num jogo considerado como prévia de Libertadores. Assim como os paranaenses, Fernando Carvalho também canta de galo, com grande arrogância e petulância, em seu excesso de confiança do colorado num possível grenal pela Libertadores da América. Parece que esqueceu que o Inter é filho do Grêmio na maior competição do continente.

Tanto o colorado quanto o atleticano não reconhece não respeita nem mesmo o 70% de tricolor azul, preto e branco, que compõe o sul do país.

O time do tricolor para 2011 parece estar se configurando. O zagueiro Neuton ainda não tem muita experiência na função de zagueiro, mas tem categoria para em breve, ser o dono da camisa 4. No ataque, mesmo que Diego Clementino seja um bom reserva, ainda falta um substituto para o Jonas. Clementino é jogador oportunista para o contra-taque no segundo tempo. Falta ainda um atacante jovem com habilidade que jogue pelos lados.

Já faz algum tempo que não surge um craque na base. Ficamos mal acostumados, depois de Ronaldinho, Anderson, Carlos Eduardo e Douglas Costa. É verdade que todos se foram e o tricolor lucrou muito pouco com eles. Realidade triste de um clube que poderia ter feito um timaço só com jogadores da base nessa década.

Para o ano que vem, volta o Mithyuê que foi emprestado ao próprio Atlético do Paraná. Ele foi trazido pelo Carpegiani, mas não agradou os atleticanos, nas poucas vezes em que atuou. No tricolor todos tinham a expectativa de que seria um novo craque, criado no Estádio Olímpico. Talvez Renato consiga recuperá-lo e fazê-lo voltar a ser aquele jogador que agradou na Sub20, a um ano atrás. No elenco de juniores, atualmente, Pessali tem sido o destaque. Ainda não sei o motivo pelo qual Renato não o lançou no time principal. Maylson e Roberson não tem se firmado e certamente virarão moeda de troca na próxima temporada. Além de dispensar as peças velhas que não funcionam, renovando os que deram certo, o tricolor tem que pensar nessa garotada: naqueles que ainda tem alguma coisa para contribuir no clube e naqueles que devem seguir carreira em outros campos.

A nova direção tem uma nova visão de futebol do que a atual com Duda Kroef. O novo presidente Odone revelou grandes jogadores na base, entre 2005 e 2008. Um título da série B e um título gaúcho no ano do campeão do mundo, foi muito pouco. A torcida espera que não se desfaça tão prematuramente dos jovens valores e que dê a volta por cima do Inter na Libertadores da América. O desafio é maior do que aquele de 2005 na série B, quando o Grêmio voltava a elite afim de não voltar ao abismo dos rebaixados.

O direito de perder X A obrigação de ganhar


Sou aquele típico cara que passou a adolescência nos anos 90. Cresci, por exemplo, assistindo F-1 com meu pai nos domingos pela manhã. Ah, que saudades de me sentar ao lado de meu velho no sofá da sala naquelas manhãs geladas de Domingo, com uma bacia de pipoca no colo e chocolate quente na caneca. Acabava a corrida, então era a hora de colocar a carne no fogo, enquanto a mão cuidava da maionese. Comemorávamos a vitória do brasileiro ou lamentávamos sua derrota - coisas do esporte!

Bons tempos aqueles em que Ayrton Senna e Alain Prost travavam duelos inesquecíveis na pista, mesmo defendendo a mesma escuderia. Mas porque o maior e mais importante campeonato de automóveis caiu tanto em descrédito?

Simples... Senna's e Prost's na vida são raros hoje em dia! Naquele tempo, se entrava no carro para ser o primeiro ou o último, e isso sim fazia o campeão da temporada.

Pois bem, vamos ao Brasileirão!

Um fenômeno está tomando conta das rodadas finais desta modalidade de pontos corridos em nosso principal campeonato de futebol:"A campanha entrega"! Tudo por conta da sadia, mas tendenciosa (e perigosa) rivalidade entre os Clubes brasileiros.

Pelo bem desta fórmula de fazer futebol, antes de tudo, já está mais do que na hora de agendar os clássicos regionais para a 19.ª e a 38.ª rodadas do campeonato. Oras, depois de tanto tempo procurando, procurando e procurando, sem repetir uma vez sequer a forma de disputa, o Brasileirão mantém da mesma maneira de conhecer seu grande campeão desde 2003, o que é muito bom pra nós e pro calendário!

O que não é legal, no meu ponto de vista, é entregar jogo ou manipular resultado.

Rubinho's e Massa's do futebol se curvam ao que há de pior no esporte, ou seja, perder propositalmente. Por isso vibrei muito com a vitória Colorada frente ao Botafogo hoje, tal qual foi de Vetel em Abu Dhabi. Primeiro pelo bem do futebol (e da F-1), segundo porque nosso principal rival sentiu na pele justamente o contrário do ano passado, quando igual ao Rubens da Ferrari, deixou o "Alemão" passar na última curva... nós não!

Com Vetel, que citei antes, não tem disso! Seja contra companheiro de equipe ou não, ele entra na pista para vencer!!!

Sim, os reservas honraram mais do que o Inter nesta tarde... honraram o futebol! O filósofo Contemporâneo "Dom Ramon" do seriado "Chavo del Ocho", ou simplesmente nosso querido Seu Madruga da Turma do Chaves já dizia: A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.

O Inter tinha o direito de perder, claro, está prestes a disputar um campeonato mundial, mas acima de tudo, tem a obrigação de (tentar) vencer, seja com quem entrar em campo. Digo o mesmo pelo Palmeiras que tem o direito de perder, escalando reservas contra o Fluminense na próxima rodada... mas nada disso por conta da rivalidade, e sim pela necessidade de resguardar seus principais jogadores em detrimento da Sulamericana, prioritária neste momento. No fim, creio que reservas ou não, precisamos "honrar" a camisa e o esporte que amamos e praticamos, por isso condeno SIM o corpo mole, jamais o direito de perder.

Escalar reservas faz parte de um contexto geral, mas nunca de uma ocasião proporcionada pela combinação da tabela de jogos para prejudicar ou beneficiar seja quem for.

Saudações Coloradas

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


O Furacão é um time ambicioso e traiçoeiro. O Grêmio vai ter muitas dificuldades nessa partida no Olímpico. Como se não bastasse os problemas internos, com Victor e Douglas na seleção, Gabriel, machucado e, Jonas, suspenso; o tricolor tem pela frente o rubro-negro do Paraná, do velho Paulo Baier, que, desde os tempos de Goiás, costuma fazer os seus belos gols de falta e até de escanteio na meta gremista. O veterano, Gaúcho da camisa 10, tem uma mágoa de nunca ter tido uma oportunidade na dupla Grenal e, geralmente, nas partidas contra os gaúchos, costuma fazer a diferença. Eu já estou até imaginando aquelas faltas, às vezes, feitas, outras vezes, inventadas, na entrada da área.

O Flamenguinho das araucárias, como é ironicamente chamado pelos coxas em Curitiba, tem um tal de Branquinho muito rápido e habilidoso pelo meio. Na lateral esquerda, tem Paulinho, que jogou no Novo Amburgo. Por desconhecimento de futebol e incompetência de Meira, o tricolor não o levou para o Estádio Olímpico ao término do campeonato regional.

O Atlético foi um time arrumado pelo Carpegiani antes de se bandear para o São Paulo. Fora a diferença na folha de pagamento, o ex-craque colorado deve ter se arrependido de treinar os bambys, certamente. O time paranaense é, atualmente, um time mais organizado que o tricolor paulista.

No tricolor gaúcho, essas convocações de Victor e Douglas atrapalham na concentração dos atletas que voltam cansados e "desfocados". Creio que isso pode mexer até com o emocional e o fator motivação em relação ao grupo. Renato Gaúcho afirmou que Douglas é insubstituível. Mas esqueceu que Gabriel e Jonas são os principais protagonistas dessa virada no segundo turno. Sem os dois, o Grêmio perde posse de bola, o drible, a velocidade e o poder ofensivo. Será preciso uma mobilização muito grande de todo o time para compensar duas ausências. Não sei o que Renato vai fazer, mas creio que Edilson não dá conta da lateral direita. Souza poderia jogar alí, um pouco mais solto pela ala. E que o professor nem pense em colocar Ozea na defesa. Na ausência de Rafael Marques, a melhor dupla é: “Paulão e Neuton”. No ataque, o melhor jeito é colocar o Júnior Viçosa com o André Lima. Diego Clementino é jogador de segundo tempo. O Grêmio não está tão arrumado assim nesse segundo turno. Até o momento, não havia jogado tão desfalcado, partidas importantes. Gabriel, Jonas e Douglas nunca desfalcaram a equipe.

O tricolor tem sido pródigo em tomar golzinhos dos "camisas 10" na entrada área. Foi assim no Grenal, no confronto com o florminense e, tomara que não seja de novo contra o Atlético Pr.


Saudações tricolores.