segunda-feira, 15 de junho de 2015

Rodada #07 Br-15

Vitória sobre o líder e derrota para “por no DVD”

No sábado, com mais de sete desfalques, o Inter foi bem. O resultado é que foi ruim. De virada, o Corinthians venceu. Um dia depois o Grêmio somou três pontos contra o então líder do certame. Moral para uma garotada que vem crescendo no campeonato.
Em Itaquera os donos da casa começaram melhor. O jogo era todo nas costas de Willian que mal conseguia ficar em pé. As coisas foram se encaixando, até que saiu uma linda tabela entre R. Moura e Nilmar – 0 x 1. No segundo tempo Tite sacou Petros para ingressar com V. Love. O Inter tomou conta do jogo dominando o meio-campo. Quando o gol Colorado estava se desenhando, em jogada pela esquerda, nasceu a falta que originou o empate. Uma cobrança com maestria de Jadson igualou o marcador.

R. Dourado, de novo, teve grande atuação

Aí Tite “consertou” as coisas. Sacou Romero do ataque para ganhar força na meia cancha. Chances de lado a lado, falhas de Cássio, e por aí vai. Mas foram os paulistas que venceram. Grande jogada de R. Augusto. Na sobra, gol de V. Love. A derrota acompanhou uma corneta “oficial” do Corinthians. Anunciando em telões “#poenodvd” em alusão ao protesto da direção do Inter em 2009 sobre o favorecimento corintiano pelas arbitragens do Brasil, não foi legal. O treinador corintiano rechaçou a brincadeira. O presidente do clube disse em entrevista depois do confronto que não tinha conhecimento do fato e que não compartilha disso. O fato é que aconteceu.
No outro dia, em Porto Alegre, um resultado que dá moral. Eu disse aqui no Blog que esse CA Paranaense era candidato ao rebaixamento, mas o time de Walter & Cia., ao menos por enquanto, está queimando a minha língua. Um bom jogo, chances de lado a lado. Movimentada e cheia de alternativas, a partida se alternava em melhor momento de lado a lado. Pesou o fator local e o Tricolor se deu bem somando os pontos que precisava na Arena.

Dupla de zaga comemorou gol com a torcida

P. Rocha ganha cada vez mais espaço. Giuliano consegue mostrar mais o seu valor a cada jogo. Importante também vem sendo a presença de Luan. Me parece que o meia-atacante está ganhando confiança com o treinador R. Machado. Galhardo é outro nome que o novo técnico vem resgatando. Claro, ainda é cedo para falar alguma coisa, mas com duas vitórias, um empate e apenas uma derrota este trabalho já se mostra “regular para bom” ao menos em resultados. A piazada do elenco vem rendendo mais. Não tem jogo fácil neste Brasileirão e os quase 20 mil gremistas presentes no estádio puderam (e tem mesmo que) sair satisfeitos.
O Inter realiza mais um compromisso fora neste campeonato nacional. Visita o Figueirense na capital de Santa Catarina. O alvinegro catarinense merece respeito, contudo, o Colorado precisa dos três pontos para recuperar o que tem perdido nas últimas rodadas. Com mais opções no elenco, vencer é possível. Enquanto isso, o Grêmio viaja para capital paulista. A partida será contra o Palmeiras. Lá o desafio é não repetir o envolvimento que sofreu para o São Paulo, fazer uma exibição semelhante aos outros compromissos comandados por Roger e ter tranqüilidade para matar o jogo na hora certa. Um empate serve.

Pitacos:

- Essa história do #poenodvd é coisa de time pequeno;
- E eu acho o Corinthians muito grande para isso;
- Aliás, em 2009 a tentativa do Inter em pressionar a arbitragem também foi infeliz;
- Não acredito que o episódio de sábado tenha sido a mando da diretoria;
- O certo é que esse tipo de coisa é desnecessário;
- Ingerência ou cinismo?
- Pode não ter sido a intenção, no entanto, configurou falta de respeito;
- O Grêmio melhorou, o que não se confunde com evolução;
- Existe um engajamento diferente, principalmente dos mais jovens;
- Não muda é a necessidade por reforços;
- Entretanto, esse é um ano de colocar a casa em ordem;
- A direção está focada e não parece que vai assumir compromissos agora;
- Se viabiliza alternativas economicamente viáveis, todas estudadas com parcimônia;
- Bolzan está corretíssimo e pensa no futuro do clube;
- A seleção venceu o Peru;
- Muita gente falando bobagem!
- Oras, sempre que o Brasil não goleia ou não faz firula é mesma coisa, a mesma corneta;
- O Uruguai penou para vencer a Jamaica;
- A Argentina sofreu o empate do Paraguai depois de estar vencendo por 2x0;
- Pior a Colômbia que perdeu para a Venezuela;
- Temos que entender... o futebol mudou;
- Ao tempo que Brasil e Argentina não passeiam mais;
- Nossos vizinhos não são tão ruins como no passado;
- Tirando o Chile que venceu bem na estreia... algum favorito deu show?
- O importante é o resultado!
- E Dunga só venceu até agora.

Saudações Coloradas

Imagens: Globo.com e Portal Sportv

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A imprensa um ano depois da Copa

Os especialistas do futebol 365 dias após o mundial de seleções

Muito se falou em legado. Não quero entrar no mérito político, falar das manifestações (de antes, durantes e depois do torneio), e nem dos elefantes brancos espalhados pelo país. Tenho uma opinião sobre isso, mas prefiro me restringir aqui ao futebol, objeto principal deste Blog. Minha proposta de tema para hoje são dois assuntos: a elitização da bola e a resistência da imprensa por novos métodos.
Mark Ogden, repórter do jornal inglês Daily Telegraph em contato com a reportagem do LANCE!, falou sobre a experiência de trabalhar no Brasil durante a Copa:
– “Minhas expectativas sobre o Brasil não foram exatamente o que eu experimentei. A Fifa fez uma espécie de higienização nos estádios, abraçando apenas as classes sociais mais ricas, enquanto os verdadeiros fãs do futebol ficaram fora. Costumava andar bastante pelas ruas. Vi muitas crianças jogando bola na rua, por exemplo. Mas elas não tinham perfil daqueles que estavam nos estádios, se é que você me entende” (01).

A Inglaterra tem o futebol mais elitizado do planeta

Hipocrisia pura! Sim, porque a Inglaterra deu um salto em modernidade no futebol depois que elitizou o esporte. Além das grandes receitas, o preço deste entretenimento para os fãs “varreu” os hooligans das arquibancadas. Time inglês nem parece que joga em casa, partidas sem festas e pouca animação. Em contrapartida, a grana jorra nos cofres dos clubes que alcançaram um grande poder de barganha nesta modalidade cada vez mais cara em todo o mundo.
No Brasil, o fenômeno se mostra presente. O maior exemplo disso hoje, a meu ver, é o Corinthians. O time mais popular do estado de São Paulo trabalha forte com o plano de sócios, cobrando ingressos em valor cada vez menos acessível. Mesmo assim seu estádio sempre tem bons públicos. Não quero atrelar a violência aos economicamente menos favorecidos, mas “durante os jogos em sua casa” os incidentes são cada vez menores e se nota muito mais mulheres, crianças e idosos no público corintiano.

Um mal “infelizmente” necessário!

No que diz respeito ao vexame do 7x1 e um “clamor” da crônica especializada em mudanças imediatas, o que mais vi até agora foram contradições. O modelo velho de fazer futebol, tão rechaçado, ao mesmo tempo, é o mais defendido pela crítica especializada. Aqui só se fala em titularidade e reservas, sequencia de jogo, grupo que corre pelo técnico, dar moral, etc. A velha maneira de trabalhar a boleiragem exatamente como os medalhões da casamata fazem. Muita malandragem para condução do processo. Quando alguém tenta algo novo, moderno e mais atual não recebe a devida consideração.
Exemplo disso vem do Internacional. Tanto se falou de um trabalho ao “estilo europeu” em nosso país e, assim que D. Aguirre implantou o rodízio de jogadores como se faz no velho continente, foi massacrado. Até hoje, mesmo semifinalista da Libertadores, abraçado pelo torcedor e em ascensão no campeonato brasileiro, o jeito “reinventado” de dirigir um time é atacado por quem mais pediu esse tipo de mudança. Gareca, ano passado no Palmeiras, não resistiu. No São Paulo, Osório chegou com uma filosofia nova também. Os jovens treinadores brasileiros com seus conceitos atualizados não resistem porque “o novo” sofre enorme resistência.

O novo assusta, mas deve ser encarado de frente

No fim das contas, o que eu mais percebi até agora são discursos demagogos, uma imprensa sensacionalista que se diz entendida (e não é) criando unicamente debates com o fim de obter audiência. Não vi esses “entendidos” apresenta um único “plano” concreto, escuto, leio e vejo só a corneta.  Formar opinião por uma mudança, dizer que tudo está errado é fácil. Pior é se mostrarem irredutíveis ao “novo”. Bem fez a CBF em trazer Dunga de volta. Um verdadeiro tapa de luva em quem não está colaborando em nada com nosso futebol – a imprensa!

Pitacos:

- Não quero fazer juízo de valor;
- Ainda mais quando nos falta prova;
- Mas as decisões da CBF em nada tem haver com mudanças;
- Pra mim aquilo é golpe disfarçado no Estatuto;
- Assim Defim Peixoto da FCF não poderia assumir a presidência em caso de renúncia ou afastamento de Del Nero.

Saudações Coloradas

Fonte: 
(01) FARALDO, Lucas. Após um ano da Copa, estrangeiros criticam elitização e 'elefantes brancos', disponível em <Lance!> (acesso em 12 jun. 2015)
Imagens: Portal Trivela e Diário Centro do Mundo

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Rodada #06 Br-15

Contratações desencantam no Inter e limitações do elenco atrapalham o Grêmio

O domingo pela manhã do dia 07 de junho será inesquecível para os Colorados! Uma linda homenagem para Fernandão em um estádio com aproximadamente 42 mil pessoas. Vitória sobre o Coritiba com atuações destacadas para Vitinho e Ânderson. Um dia antes, no Morumbi, o Tricolor gaúcho sentiu falta de reposição na ala direita e sucumbiu diante o São Paulo. A primeira derrota do treinador Roger ficou marcada pela superioridade de um adversário que deve lutar pelo título.
A equipe são-paulina sobrou no sábado à noite. Marcando Luan com eficiência e explorando constantemente o lado direito defensivo do Grêmio, o resultado foi construído ao natural. Improvisado, F. Bastos não deu conta do recado principalmente quando M. Bastos caia por lá. Não faltou entrega aos gaúchos nem é culpa do jogador que tentou, faltou plantel mesmo.

Treinador precisará de apoio interno

O time teve alguns lampejos e por pouco não empatou. Um pênalti polêmico em favor dos donos da casa também merece debate, mas nada que tire o mérito dos paulistas. Sabendo explorar o ponto fraco de um Grêmio desfalcado, L. Fabiano e Rogério assinaram os gols. Time grande perder nunca é natural, mas em um momento de reconstrução de trabalho é compreensível, ainda mais contra um dos fortes candidatos a campeão brasileiro de 2015.
No Beira-Rio um primeiro tempo de encher os olhos. Mesmo sem alguns titulares, o Inter fez um ótimo 45 minutos iniciais. Vitinho e Ânderson começam entender a dinâmica de D. Aguirre para começar a batalhar uma vaga na equipe principal. Foram bem demais. Na segunda etapa o time morreu, mas soube cadenciar segurando o 2x0 com inteligência.

Missa reuniu milhares de torcedores antes do jogo

Depois de atuar na quinta-feira à noite, não havia razão para jogar em um domingo pela manhã. Ficou evidente o desgaste. A arbitragem não foi bem também. Puniu comemorações e reclamações sem aplicar os cartões nos lances faltosos. Salvo engano, o Inter cometeu 4 faltas e recebeu 5 cartões, enquanto isso, Valdívia apanhava em campo o tempo inteiro. Suspensão de Ânderson e L. López para a partida contra o Corinthians prejudicaram.
Com uma semana cheia para trabalhos, Roger vai aproveitar para colocar nos treinos tudo que pretende. Jovem e motivado com o desafio, ele deve agora deixar o trabalho motivacional um pouco de lado para aprimorar a questão técnica. O desafio em casa contra o líder CA Paranaense deve movimentar a torcida. Enquanto isso, D. Aguirre vai aproveitar uma semana sem jogos para recuperar seu elenco. Mesmo com suspensões e alguns lesionados, é possível buscar uma vitória, ou ao menos um empate, diante o Timão em São Paulo. 

Pitacos:

- Dizer que R. Dourado foi bem é redundância;
- A fase desse garoto é de espantar a crítica;
- Um menino da base que se torna absoluto desse jeito no Inter é algo incrível;
- Nilton (campeão nacional) e N. Freitas (trazido pelo técnico), são seus reservas;
- No Grêmio, achei um oportunismo desnecessário as palavras de Rhodolfo;
- O contexto que a coisa é dita sempre deixa uma margem ruim no ar;
- Comentar “agora” que os garotos tinham medo de levar bronca de Felipão está errado;
- Deveria ter feito antes e, se fez internamente, ter se calado porque águas passadas não movem moinhos.

Saudações Coloradas

Imagens: ClicRBS

sexta-feira, 5 de junho de 2015

A culpa é de quem?

CBF passa por maior crise de sua história

Não sejamos hipócritas! Os 12 maiores clubes do país (Inter, Grêmio, CA Mineiro, Cruzeiro, Santos, São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco) exercem influência direta nas Federações. O presidente da CBF, salvo engano, é eleito pelos presidentes das federações (acho que os clubes de série A também votam). Desde o reinado de R. Teixeira até hoje, TODOS os mandos e desmandos da CBF defendeu SIM o interesse dos grandes do nosso futebol, senão eles não estariam todo esse tempo no poder. São os grandes clubes que mandam no esporte. 
Sejamos MENOS inocentes em acreditar que Teixeira, Marín, del Nero e toda a trupe são exclusivamente responsáveis pela crise administrativa do futebol. Nossos times de coração, que tanto amamos, fazem parte, ao menos, do processo que viabilizou isso, por chegar onde chegou. 
Esse efeito cascata decorrente daquilo que houve na FIFA agora, nada mais é do que uma situação que perpetua anos e anos. Lembro MUITO BEM quando houve uma tentativa em 2007 de instaurar uma CPMI. A ausência de apenas três assinaturas de deputados impediu que o Congresso Nacional criasse uma comissão parlamentar mista de inquérito para investigar denúncias de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e crimes contra a ordem tributária nos clubes de futebol brasileiros (CPMI do Futebol). Na Câmara, foram registradas 168 assinaturas quando o número mínimo era de 171. 
Me recordo como se fosse hoje quando o deputado Sílvio Torres recolheu na Câmara as assinaturas para criação da CPMI e depois entregou à Mesa do Congresso, um requerimento contendo a rubrica de 209 deputados. Mas houve, depois, retirada de 38 assinaturas a exemplo dos então deputados gaúchos e catarinenses Afonso Hamm (PP/­RS), Pepe Vargas (PT­/RS), Sérgio Moraes (PTB/­RS), Décio Lima (PT/­SC), Edinho Bez (PMDB­/SC), João Pizzolatti (PP­/SC), Nelson Goetten (PR­/SC) e Paulo Bornhausen (DEM­/SC)

Qual o futuro da entidade?

Como disse Álvaro Dias na época, o Congresso Nacional "se amesquinhou ao fechar os olhos para a corrupção no futebol". Pra quem não lembra, a criação da CPMI ganhou força após vir à tona o escândalo envolvendo a parceria entre a Media Sports Investment (MSI), do empresário iraniano Kia Joorabchian com o Sport Club Corinthians Paulista. Tudo depois da veiculação daquela escuta que Dualib dizia ter sido roubado o título brasileiro do Internacional. Houve pressão de todos os lados! Principalmente da CBF. A Fifa como entidade privada "poderia" resolver realizar a Copa de 2014 em outro país. O Inter, em 2005, não assumiu papel mais ostensivo por ameaça da Conmebol. Caso tivesse ingressado na Justiça Comum para reaver seu título nacional vencido no campo, não seria possível que ele disputasse a Libertadores do ano seguinte. Justamente a primeira na história do clube. Título ganho por merecimento, mas quem não lembra arbitragem contra o Peñarol? 

Agora aguenta torcedor! 

Eu comemorei aquela conquista, o mundial que veio depois... então não sejamos HIPÓCRITAS agora de querer colocar toda a culpa por isso naqueles homens se o Congresso, eleito por nós, retirou os votos e preferimos nos "esquecer" do que houve pelo que veio depois. Qualquer torcedor poderia ter prosseguido com a ação na Justiça. E porque somos culpados? Primeiro pela inércia, essa nossa cultura de nos manter a margem dos assuntos importantes do Brasil. Mas respondo isso de maneira mais clara fazendo duas perguntas: algum desses homens que retiraram a assinatura da CPMI em 2007 foram eleitos de novo? E hoje, ocupam algum cargo público? 
Sim... a culpa disso e em todas as outras ramificações deste país é EXCLUSIVA do povo brasileiro. E, para pensar, concluo esta lamúria com as palavras do Desembargador do TJ/SC Gerson Cherem II, relator em um processo de dissolução de união estável bem recente: "nada mais importa, só os próprios desejos, custe o que custar. Os seus valores dizem respeito apenas a si, numa simbiose que se autoalimenta".
Ou seja, se está bem para mim... FOD@#$%-SE o resto!

Saudações Coloradas

Imagem: ClicRBS

Rodada #05 Br-15

Bons resultados

O Grêmio atropelou o Corinthians na Arena, enquanto o Inter buscou um empate suado em São Paulo diante o Palmeiras. O Tricolor de Roger manteve pela segunda partida consecutivamente uma atuação digna da grandeza do clube, já o Internacional não conseguiu engrenar de vez neste Brasileirão, apesar deste empate ter sido bom no fim das contas.
Bastaram 5 minutos! Jogando em Porto Alegre, o Grêmio soube aproveitar a pressão que impera sobre os corintianos e não teve piedade. Quando os comandados de Tite deram um “start”, já era tarde. Mesmo com o Corinthians diminuindo o placar, a noite era toda gremista. Depois do 3x1 bastou administrar. Cabia mais, porém, o time não quis assumir riscos e foi inteligente até o apito final segurando qualquer ímpeto adversário.

Arrasador

Destaque para Luan. O garoto estava iluminado e parecia muito mais confiante do que em momentos anteriores. A verdade é que a atitude de toda a equipe mudou. O fator novo parece ter dado resultado imediato e Roger manteve o bom padrão de seu time mais uma vez. A diferença deste Grêmio para aquele da estréia do novo técnico contra o Goiás foi o poder de “matar” o jogo.
A equipe de D. Aguirre começou cautelosa. Com inteligência, levou a partida para o intervalo sem gols. Sem arriscar, deixava o domínio palmeirense tomar as ações aguardando a oportunidade de fazer o resultado em um contra-ataque. Mas o Inter erra muito na bola parada. Escanteio, jogada aérea e erro de posicionamento. Os paulistas abriram o marcador forçando o Colorado mudar a postura.

Time não convenceu no Brasileirão ainda, mas valeu pelo resultado

Mudanças foram promovidas em busca do empate. Então R. Moura, mais uma vez, entrou para também de cabeça empatar e dar números finais à partida. Certo que o rodízio de atletas é o melhor caminho para alcançar seus objetivos na temporada, o treinador Colorado parece obstinado no que está fazendo e não mostra indícios que vai mudar isso, ao menos não neste momento.
Amanhã é a vez do Grêmio viajar para a capital paulista. O compromisso contra o São Paulo no Morumbi pode tirar de Roger, em caso de vitória ou até mesmo com um empate (desde que mantenha o bom padrão mais uma vez), toda a desconfiança que ainda paira sobre o trabalho dele. Futebol é resultado e até agora ninguém pode falar nada. Já o Inter recebe no domingo pela manhã o Coritiba no Beira-Rio. Em dia de homenagens para Fernandão, precisamos entender que o foco dos jogadores não pode se misturar com a proposta do clube em lembrar um de seus maiores ídolos. Em campo, o time tem que vencer e D. Aguirre deve trabalhar esse assunto já na concentração.

Pitacos:

- Sem vaidade!
- Esta é a bandeira de Roger;
- O treinador entendeu que o problema técnico pode ser atenuado com vontade e entrega;
- Basta saber se o grupo vai incorporar esse espírito todos os jogos;
- O cartão para Alex antes de começar o jogo foi certo em razão da regra;
- Errado é o árbitro que quer aparecer; 
- Aguirre não agüentou mais uma crítica na coletiva;
- Desta vez respondeu;
- Não polemizou, porém, colocou alguns “pontos nos i’s” que faltavam;
- O Corinthians está afundado em uma crise técnica;
- Claro que o rendimento tende diminuir nos treinos em face das questões extra-campo;
- Mas isso não justifica porque houve entrega dos jogadores contra o Grêmio;
- Duas ou três peças mudam muito as coisas;
- Agora... trocar o comando técnico neste caso é pura bobagem.

Saudações Coloradas

Imagens: Globo.com

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Copa América

Competição entre seleções começa dia 11

Em meio de uma crise institucional da FIFA que “deve” gerar o chamado efeito cascata na Conmebol, CBF e demais federações de nosso país, o campeonato que se inicia será sediado pelo Chile recebendo 12 nações na luta pelo título. O Brasil entra, a meu ver, como segunda força porque o favoritismo é da Argentina. Uruguai (atual campeão), Colômbia e os anfitriões correm por fora.
Por maior que seja esse favoritismo do vice-campeão mundial, a seleção de Dunga vem com muita competitividade. Seu time tem alguns desfalques em relação ao que vinha sendo trabalhado nos amistosos, mesmo assim, o remanescente tem hoje uma compactação interessante e um “jeito” de jogar ao estilo do treinador, com muita pegada e recomposição. Jogadores velozes dão o ritmo ao ataque, um conjunto de constatações que nos faz acreditar ser plenamente possível trazer esta taça para cá.

Uma imagem para ser reconstruída

O grande desafio da seleção canarinho é encontrar alternativas para eventual ausência de Neymar. Na Copa do Mundo a equipe dependia muito do atacante do Barcelona. Uma lesão ou suspensão em um Certame de tiro curto conta muito. Óbvio que hoje ele é insubstituível. Mas a eficiência e a competitividade precisam ser mantidos em quantidade necessária para o Brasil ter alguma chance sem sua presença em campo.
A Argentina não tem apenas Messi. O grupo se apresenta com estrelas do futebol mundial como Zabaleta, Demichelis, Otamendi, Mascherano, Pereyra, Gago, Di María, Pastore, Agüero, Tevez, Lavezzi e Higuaín. Uma verdadeira constelação! Já a Celeste Olímpica defende o título com nomes bem conhecidos do público como do goleiro Muslera, os defensores Giménez e Godín do Atlético de Madrid e De Arrascaeta. Destaque maior, é claro, para Cavani. Chamou a atenção a convocação de Cristian Rodríguez mesmo sem clube, mostrando que a falta de opções é um problema a ser administrado. Suárez fará falta e Forlán já não tem mais condições de defender o Uruguai.

Cavani é uma dos grandes nomes do torneio

A seleção chilena de Aránguiz, Carmona, Fernández, Vidal, Pizarro e Valdivia, ganham força em seus domínios, ainda mais contando com grandes atacantes do nível de Sánchez, Vargas e Pinilla. Enquanto isso, a Colômbia formou uma das melhores seleções do seu país nos últimos anos com destaque para Ospina, Zapata, Arias, James Rodríguez, Cuadrado, Carlos Sánchez e Falcao García.
Individualmente, Marcelo Moreno da Bolívia, Rafa Márquez e Raúl Jiménez do México, Roque Santa Cruz do Paraguai, assim como Guerrero e Pizarro do Perú, serão atrações a parte.

Pitacos:

- A convocação de Gefferson do Inter gerou controversas;
- Com apenas 15 jogos profissionais, o garoto substituiu o contundido Marcelo;
- Uma incoerência se lembrarmos da não convocação de Neymar em 2010;
- E ainda das palavras do próprio treinador em levar apenas gente testada;
- A justificativa veio por conta da idade olímpica do rapaz;
- Dunga será o treinador nas Olimpíadas após a demissão de Gallo;
- Não podemos tirar os méritos do garoto;
- Aliás, a safra na posição é terrível;
- Mas poderia enumerar ao menos uns três que poderiam ser chamados antes dele;
- Bom pro Inter que vai obter um valor de mercado econômico considerável sobre o jogador;
- Em meio a tantas crises de corrupção, esse é o tipo de coisa que chama a atenção;
- Não quero acreditar que Dunga faz parte disso;
- Prefiro entender que a qualidade do atleta pesou mais forte;
- E que não houve influência também sua estreita relação com o Colorado;
- Porém, em longínquos tempos... quem não lembra da convocação de Afonso?

Saudações Coloradas

Imagens:  Globo.com e Sportv.Globo

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Rodada #04 Br-15

A estreia de Roger e a ressaca do Inter

Dois empates simultâneos. Ambos representantes do Rio Grande do Sul somaram apenas um ponto cada neste domingo. O Colorado não saiu do zero com o São Paulo em casa. Jogo travado, poucas chances e um certo “comodismo” no ataque nos dois lados. Já o Tricolor saiu na frente na partida do Serra Dourada, mas cedeu o empate após sofrer um gol polêmico. A equipe gaúcha foi melhor apresentando certos avanços já no primeiro compromisso dirigido pelo técnico recém contratado.
Em Porto Alegre um confronto de dar sono. Vivendo um momento de “êxtase” pela classificação para as semifinais da Libertadores, o torcedor do Internacional que compareceu em ótimo número no estádio cantou muito, comemorou muito, mas assistiu pouco do time misto que foi a campo. O São Paulo também, excessivamente cauteloso e “aparentemente” desinteressado da vitória, realizou seu último jogo sob o comando de M. Cruz. 

Ânderson em busca de seu espaço no Inter

Nem bom nem ruim para os dois lados. O time paulista justificar-se-á por ter jogado longe de seus domínios diante um dos melhores do país na atualidade, mas tivesse “forçado um pouco” poderia ter vencido tranquilamente. Enquanto isso o Inter pode alegar sequencia, falta de nomes como Valdívia, Sasha e D’Alessandro entre os jogadores e toda a tradição de um oponente candidato a título. Em contrapartida, neste tipo de competição, time grande que perde pontos em casa sempre é um problema. De bom? A atuação de Ânderson e a dedicação de Vitinho na recomposição. Contratações de peso que chegaram para resolver, não compor  grupo. Parece começaram entender a proposta de D. Aguirre.
Em Goiânia o Grêmio foi muito superior. Pecou na hora de matar o jogo. A equipe Esmeraldina é uma das gratas surpresas deste início de campeonato, por isso, a superioridade Gremista logicamente enche os olhos do torcedor que pode se agarrar nesta exibição para ganhar esperanças. Galhardo, que começou bem a temporada e depois perdeu espaços com Felipão, parece ter mais chances com Roger (apesar de se falar muito ainda de um novo lateral direito). Foi agudo e se apresentou na frente como fator surpresa. Como sobe, deixa um pouco a desejar defensivamente. Por isso, precisa de cobertura eficiente.

O resultado poderia ser melhor, mas valeu pela apresentação

Quanto ao lance capital, em assistindo uma, duas ou até três vezes o mesmo lance, pode-se dizer que realmente não houve falta em M. Grohe. No entanto, era um tipo de lance “perfeitamente” anulável pela arbitragem. Em Daronco marcando aquela falta, duvido muito haveria reclamações. É o tipo de jogada que não se polemiza porque o goleiro, apesar de a regra não dizer isso, é absoluto na área. Para piorar, o árbitro é da FGF e recentemente houve duras críticas do clube em relação ao trabalho da Federação. Um desgaste desnecessário que me leva a concluir teria sido melhor não assinalar uma falta que a maioria dos homens do apito aqui do Brasil marcariam do que fazer o que fez.
A dupla Gre-Nal encara duas das maiores forças do país no meio de semana. Na Arena o Grêmio recebe um Corinthians em crise precisando dar uma resposta imediata após derrota em casa para seu maior rival. Enquanto isso, o Colorado visita o Palmeiras precisando virar esta chave da Libertadores sob pena de continuar perdendo pontos fundamentais e que farão toda a falta no fim deste Brasileirão.

Pitacos:

- Assisti o Fla-Flu;
- Uma arbitragem desastrosa;
- Mas nada que justifica o envolvimento do Flamengo quando os dois times tinham 11 jogadores em campo;
- O Fluminense, mesmo limitado tecnicamente, sobrava até a expulsão;
- Achei em um primeiro momento que a contratação de Guerrero pelo rubro-negro carioca era um tiro no pé;
- Mas depois de assistir o clássico com calma, creio nem isso seja o suficiente;
- A equipe precisa evoluir muito, sorte tanto time ruim senão poderia cair.

Saudações Coloradas

Imagens: Portal Terra