sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Os semifinalistas da Copa do Brasil

Dois mineiros, um paulista e um carioca brigam pelo título
 
Cruzeiro x Santos e Flamengo x CA Mineiro. Há muito tempo esta competição não concentrava quatro gigantes do nosso futebol na fase semifinal. Fortalecida pela participação dos times da Libertadores, ficou muito mais difícil levantar esta taça desde a mudança do regulamento. Dos clubes na disputa, três estiveram na competição continental no primeiro semestre.
 
CA Mineiro de Tardelli venceu o último encontro com seu rival
 
Não vou amarelar, acredito em uma decisão mineira! Algo para sacudir os quatro cantos da terra do queijo, dos presidenciáveis Aécio e Dilma. Considero favoritos os dois por um único motivo, são melhores que seus adversários.

O que pode atrapalhar este embate histórico em um clássico nunca visto em Minas Gerais?

O Flamengo cresce em decisões. Igual ano passado luta contra o rebaixamento e cresceu no fim da temporada. Acabou se safando da Série B conquistando o título da Copa do Brasil de lambuja. O problema é que desta vez seus adversários são mais tradicionais e a equipe ainda sofre riscos consideráveis no Brasileirão. Outro fator é a própria qualidade da equipe. O que já era fraco em 2013 ficou mais limitada agora. A missão do Galo é mais tranqüila, nem por isso fácil.
 
Luxemburgo e seu discurso famosos sobre a “zona da confusão”
 
A missão do Cruzeiro é mais indigesta. Completo, os paulistas têm um bom time. Robinho faz diferença e o Santos não tem nada a perder. Diferente do Flamengo, o time praiano precisa cinco ou seis pontos em dez rodadas para se livrar matematicamente de um rebaixamento. Em contrapartida, as chances de um G-4 são remotas. A prioridade será a competição paralela ao Campeonato Brasileiro. Oportunidade para E. Moreira conquistar seu primeiro grande título como treinador.
 
Robinho, destaque do Santos nesta reta final
 
Outro aspecto que influenciará diretamente estes confrontos é a posição que os dois times de BH ocupam no Brasileirão. A Raposa está em certa decadência, perdendo partidas. Nada de anormal até porque não há como vencer todos os jogos. Mas é fato, o time não brilha como antes há algumas rodadas. A gordura acumulada ainda dá tranquilidade, até porque o elenco é forte o suficiente para dar suporte ao treinador Marcelo Oliveira. Mas a sequencia de compromissos deve ter reflexos diretos e indiretos. Em compensação, seu eterno rival recém chegou ao G-4. Título é um objetivo distante, mas não impossível. Na posição que ocupam, ambos, nenhum poderá dar ao luxo de poupar jogadores, em nenhuma competição.
 
Cruzeiro campeão mineiro, tenta pela segunda vez a tríplice coroa nacional
 
A dupla Gre-Nal agradece. Apesar da eliminação, o Corinthians também se beneficia. O São Paulo tem a Copa Sul-Americana paralelamente e também sofrerá desgastes. Pode ser esta a injeção de ânimo na reta final que o Campeonato Brasileiro precisava, isso porque em uma rivalidade como Cruzeiro e Atlético, todos querem se tornar campeão e jamais perder pro coirmão.

Saudações Coloradas

Imagens: Portal Plox, Globo.com e Sportv

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dunga burro?

Retrospecto inicial do novo treinador da Seleção é extremamente positivo

O técnico Dunga, desde que deixou a Seleção Canarinho em 2010, trabalhou apenas no Inter em 2013. Campeão Gaúcho, não conseguiu dar sequencia no Brasileirão e na Copa do Brasil. Demitido, o time não rendeu e depois de muito tempo o clube teve de brigar contra o rebaixamento. Se falarmos de sua passagem no futebol gaúcho, Dunga ficou devendo. Fui crítico assíduo do trabalho dele principalmente nas últimas semanas anteriores a sua saída. Mas como técnico de Seleção? Dunga ficou devendo em algum momento?
 
Passagem pelo Inter não deixou saudades
 
Quem acompanha o Blog sabe que minha opinião sobre o trabalho dele na Seleção sempre foi diferente. Com o time Colorado foi regular, passando por ruim. Na CBF não! Exceto a Copa do Mundo na África, o Brasil venceu tudo que disputou e assim começa com ele no comando. Um acidente de percurso diante uma baita seleção, duas vezes finalista consecutivamente. Vencíamos, jogávamos melhor que a Holanda naquela quarta-de-final, mas em 45 minutos tudo veio a baixo.
Quantas vezes nos pegamos dizendo que Muricy, por exemplo, é treinador de pontos corridos e Felipão de mata-mata? Ou que Ronaldo e Romário eram jogadores de Seleção, já R. Gaúcho e Zico atletas que só rendiam em seus times? Pois é... seria Dunga um treinador de seleções, não de clubes?
O certo é que o cara arrumou a casa. Essa vitória contra a Argentina foi especial, além das demais.
 
Poluição nada! Tá certo, tem que brigar, defender e honrar a camisa que defende. Falou bobagem, vai ouvir também. Futebol não é coisa pra frouxo!!!
 
Agora é o momento de colocar o dedo na ferida! Ouvi algumas bobagens em debates de TV (tipo mesa redonda) com insinuações como “ah, o Dunga não gosta de futebol, ele gosta de vencer!” ou “sua postura é inadequada, ele não muda!Bulhufas... a verdade é que a maioria esmagadora da imprensa não engole um profissional do tipo dele. São opiniões viciadas e corporativistas, não técnicas. Ali não tem lero-lero, puxa-saquismos. Tá certo que o Dunga extrapola, mas o que muda um ganhador de um derrotado no esporte é seu espírito vencedor! Senna e Piquet, quem não lembra deles na F1, eram arrogantes, insuportáveis. Barrichello era gente finíssima, puro coração. Quem foi campeão? Aquele que não se conforma com a derrota e não aceita perder.
Esse é Dunga! Óbvio, claro, que com sua idade poderia ter se tornado uma pessoa um pouco mais tranquila, polida e equilibrada. O problema é que sua essência não lhe permite tal. Melhor deste jeito do que se tornar mais uma peça da massa de manobra. Ainda assim, sua ambição de provar como treinador como fez como jogador em 94, calando a boca de todos, é o combustível que faz desse o nome certo para dirigir a nossa Seleção.
 
História com essa camisa
 
As vitórias que ele obteve até então foram sólidas, jogando o simples, feijão com arroz. Marca, depois joga!
Iludidos com a nossa “capacidade técnica” nos vimos cegos com as tentativas de Felipão, que também nem teve tempo de trabalhar, fazer as coisas acontecer neste ano. Eu mesmo sugeri, dentre outras opções, Bernard naquela partida no lugar de Neymar. Por isso Fred está totalmente correto em esbravejar. Responsabilizá-lo junto com Scolari é um absurdo.
Voltemos no tempo um pouco, vamos pensar... Mano ingressou na Seleção depois da desistência de Muricy. Só ouvíamos “renovação” e Muricy que de bôbo não tem nada, pulou fora. Renovar é uma bucha de canhão. Apanhamos por vários anos até que Felipão fosse chamado (igual 2002). Entendíamos que seria o bastante. Montando um esquema para Neymar jogar (não havia tempo para um plano B), o time venceu bem a Copa das Confederações (sem Holanda, Alemanha e Argentina, mas com Uruguai, Espanha e Itália – os dois últimos nem da primeira fase passaram), para tomar 7 dos alemães na semifinal do Mundial em casa.
 
Uma vez certo treinador disse: “o tempo de amarrar cachorro com lingüiça acabou”
 
A primeira coisa que Dunga fez foi NÃO renovar. 20% ou 25% dos caras convocados não estarão na próxima Copa do Mundo – FATO! Mas o time precisa vencer, e nem dá pra falar em Copa do Mundo se o Brasil não passar pelas eliminatórias. Quem estiver bem, for melhor, VAI JOGAR!
Com pouquíssimo tempo frente a Seleção, Dunga já respondeu que não é burro e por mais que 90% da crônica especializada siga pegando em seu pé, parece ganhar ainda mais forças para manter firme em suas convicções. Dunga pode ser tudo, menos burro!

Saudações Coloradas
 
Imagens: ClicRBS, Lancenet, Veja e Redação

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Inter recupera vice-liderança e Grêmio sai do G-4

Dupla Gre-Nal terá semana cheia para treinos
 
Sábado, o Tricolor perdeu fora de casa para o Palmeiras. No domingo, o Colorado derrotou o Fluminense em seu estádio. Nada de surpreendente, até porque os comandados de Scolari pegaram o time paulista em ascensão enquanto a equipe de Abel Braga entrara pressionada, na obrigação de vencer um time decadente no Certame.
A arbitragem, novamente, foi decisiva e prejudicou o Grêmio. Por mais difícil que seja a fase do Palmeiras, o clube alviverde é um dos grandes do nosso futebol e começa a dar resultado depois da contratação de Dorival Jr. Qualquer detalhe faria a diferença. A arbitragem foi esse detalhe. A expulsão infantil de Barcos prejudicou, parte culpa dele parte erro do juiz de campo. Ele recebeu o primeiro cartão de maneira idiota, mas sua expulsão mais à frente foi injusta. Nem falta cometeu. Os gaúchos venciam e encaminhavam um resultado positivo apesar do equilíbrio. Pênalti bem marcado e assinalado pelo argentino. Depois, com um homem a menos, o Palmeiras foi pra cima. O jogo foi outro. Na bola parada dois erros, tanto na cabeçada que gerou uma assistência “sem querer” quanto no chute torto de Mouche. Qualquer um deles tivesse acertando o que havia tentado a bola não entrava. Coisas do futebol! Aí a virada foi eminente. A derrota faz parte do contexto. Perder NUNCA é aceitável, porém, às vezes tem explicação.
 
Sandro M. Ricci expulsa Barcos e prejudica Grêmio
 
Em Porto Alegre era dia de “resposta”. O Inter conseguiu, mas as mesmas limitações continuam gritando. Paulão e Fabrício, deusolivre, não tem condições alguma de vestir a camisa vermelha. O garoto Diogo, que substituiu Gilberto, não comprometeu. Alisson se saiu muito bem, W. Paulista não! Nilmar entrou e deu outra dinâmica, apesar de estar totalmente fora de ritmo. Com uma perna amarrada joga mais que os dois centroavantes do grupo e agora tem um bom tempo para aprimorar a preparação. D’Alessandro foi decisivo e Alex também. Bom mesmo foi ver Valdívia (criticado pela partida que fez contra o Cruzeiro) sair do banco e fazer a diferença. Até Willians esteve bem. Um baita jogo, dois times que jogam e deixam jogar. Faltou velocidade para ambos que do meio pra frente são bons, mas ficam devendo defensivamente. A dupla de zaga dos cariocas é horrível, pior que a do Inter.
 
Garoto não conteve as lágrimas
 
Graças aos resultados paralelos, o Grêmio saiu do G-4 mais uma vez e o Inter assumiu a vice-liderança. O Tricolor tem tempo para se preparar porque excursiona para Goiás e não pode pensar em outro resultado senão a vitória. De outro lado, aquela vantagem de seis pontos pro Cruzeiro foi restabelecida e o Colorado volta a sonhar com título. Abel Braga trabalhará os próximos dias sem compromisso de meio de semana para o jogão contra o Corinthians, novamente em casa. O problema dos gaúchos agora são os mineiros! O Galo está praticamente fora da Copa do Brasil e está forte no Brasileirão. Já a Raposa nem precisamos maiores delongas. Com o retorno dos selecionados, os times de BH e o São Paulo de Muricy tornam-se mais fortes ainda.
O importante para o Grêmio neste momento é não se desgarrar do G-4 secando CA Mineiro, Corinthians, Fluminense e Santos, seus concorrentes diretos. A briga do Inter é mais complicada porque a “gordura” acumulada pelo líder ainda é grande, mas quem briga por título até o fim (o mesmo vale para o São Paulo) leva vaga na Libertadores de brinde!

Saudações Coloradas
 
Imagens: Portal Correio do Povo e Zero Hora

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Vergonha do tamanho do Mazembe

Inter protagoniza fiasco em Chapecó

Tem coisas do jogo, da bola. Perder faz parte do contexto, algo normal a qual todos os times estão sujeitos. Mas levar 5 x 0 da Chapecoense não, isso não. Nem tenho a intenção de diminuir os méritos dos catarinenses, mas o Inter é muito grande para tomar uma goleada desse tamanho, seja de quem for.
O time gaúcho entrou em campo esperançoso. Afinal, o Cruzeiro havia perdido em casa para o Corinthians, Nilmar estava relacionado e o adversário lutava contra o Z-4. Vencer o confronto para chegar forte no domingo diante o Fluminense era a receita da partida. O problema é que esqueceram de avisar os jogadores, tanto os Colorados quanto da “Chape”. Vergonhoso!
 
Perdido

Nem podemos tecer uma crítica decente porque não há o que dizer. Qualquer coisa dita aqui não explicaria, não justificaria tamanho vexame. Podemos falar apenas que Paulão, Gilberto, Fabrício (principalmente ele) e mais um par de boleiros aí que não servem pra jogar no Internacional e nem em qualquer outro time da Série A.
Há quem diga que D’Alessandro teria sido substituído no intervalo porque tocou o terror no vestiário. Estaria errado ele em cobrar atitude? Qualquer imbecil com o mínimo de entendimento de futebol podia prever o fracasso, essa derrota histórica. Bastava assistir o jogo, não havia necessidade de esforço. É impossível confirmar ou provar isso, nos resta apenas especular.
 
Olé, R. Moura no gol, jogador tropeçando na bola... o que pode ser pior?

É estranho o treinador sacar de campo seu melhor jogador para disputar o resto do confronto com três meias enfiados (uns vadios e outros correndo errado) na defesa adversária enquanto seus volantes e zagueiros se responsabilizavam pela armação. Ficou evidente a falta de responsabilidade e respeito das pessoas que vestem a camisa colorada. Blindando o grupo contra D’Alessandro (se esta história for verdade), Abel perdeu a noção básica de futebol. Um cara que monta o esquema para derrotar um Barcelona em final de mundial não pode desaprender, ser tão infantil.
Digo mais, não esperem que Nilmar resolverá os problemas do Inter enquanto o grupo não tiver vergonha na cara!
 
Saudações Coloradas
 
Imagens: Globo.com e Diário de Canoas

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Vitória sem muitos sustos!

Grêmio vence e segue na luta pelo G-4

O Tricolor não sentiu dificuldade alguma para vencer o Sport. Atuando em casa, a equipe de Felipão fez uma apresentação segura derrotando os pernambucanos ao natural.
Não foi um grande jogo, mas a eficiência que se torna quase uma constante nesse time candidatou o Grêmio a uma vaga na Libertadores do ano que vem. Uma qualidade relevante demais em um campeonato de pontos corridos.
 
Adaptação rápida e bons jogos com a camisa Tricolor

Por mais que os “entendidos da bola” digam que A. Ruiz é meia, em minha opinião ele é volante. Esse garoto não aceita perder, provoca o adversário defendendo com honra as cores que veste. Chega na frente, insiste, faz o seu papel e até cumpre o que os demais deviam fazer. Não é brilhante, mas é a cara da eficiência em um time que pauta sua força justamente na eficiência. Ramiro, Geromel e tantos outros seguem o mesmo conceito.
O jovem Tiago foi bem, não comprometeu e fez as defesas na hora que precisou. Felipão foi inteligente no decorrer da partida, principalmente quando ingressou com Giuliano (no sacrifício) para ter o controle da bola no meio. Matou o jogo ali!
 
Técnico foi feliz em suas investidas
 
Barcos foi mais que um centroavante. O gringo se movimentou, deu opção, lutou. Foi importante nos gols mesmo sem ter marcado. Injustiçado, entendo que Barcos é fundamental em um time que cria pouco e mesmo assim tem um dos maiores expoentes da competição em seu ataque. Fora de suas características, fez o que pôde (e até aquilo que não pode) para colaborar neste resultado.
E assim a equipe vai galgando pontos! O time conquista seu espaço na parte de cima da tabela sem muito brilhantismo, mas com eficiência necessária para levar o clube à disputa da competição continental de 2015. Basta manter sem se acomodar. A insatisfação do treinador é o combustível desta fase que a equipe atravessa.

Saudações Coloradas
 
Imagens: ClicRBS

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Balde de água fria

Derrotas frustram pretensões gaúchas na rodada

Aeroporto repleto de Colorados no embarque da delegação para Minas Gerais. Arena praticamente lotada de Tricolores para o embate diante o São Paulo. Deu tudo errado! Inter e Grêmio perderam seus jogos e ficaram imediatamente distantes de seus objetivos.
A expectativa era grande. O Grêmio poderia assumir a terceira colocação, já o Inter tinha a chance de diminuir a diferença cruzeirense para três pontos. No fim das contas, o Grêmio se manteve fora da zona de classificação da Libertadores assistindo o Corinthians chegar, enquanto o líder abriu para nove pontos sua vantagem em relação o Internacional.
 
Fator local não fez a diferença
 
Uma grande injustiça de parte considerável da crítica diz respeito aos treinadores Felipão e Abel. Acusados de se “acovardarem” no último sábado, alguns cronistas responsabilizaram os técnicos pelas derrotas. A meu ver eles fizeram o que deviam fazer! Scolari repetiu o time do último jogo com um esquema que garantiu para sua equipe a retomada por resultados importantes. Abelão surpreendeu de forma dupla. Primeiro por ter adotado uma postura mais cautelosa e segundo por ter promovido um garoto entre os titulares, duas escolhas que fogem às suas características. Felipão foi coerente e responsável. Não inventou nada lançando a campo aquilo que vinha fazendo. Abel respeitou o líder, arriscando duas linhas atrás da bola (cinco no meio e quatro na defesa) para vencer em um contra-ataque.

Porque deu errado?
 
Bom, tanto São Paulo quanto Cruzeiro tem jogadores de qualidade que desequilibram. Então não se pode tirar os méritos dos caras. Depois disso, houve falhas individuais e coletivas que comprometeram os times do RS.
 
Treinador Colorado precisa manter o foco do grupo para não prejudicar o projeto "Libertadores 2015"
 
Na Arena, o Tricolor perdeu reiteradas oportunidades entregues por erros do adversário, principalmente na primeira etapa. Sofreu muito por causa da arbitragem também. O pênalti foi bem marcado, mas os lances pequenos, aqueles que irritam os jogadores, os homens do apito teimavam em prejudicar o Grêmio. Felipão foi expulso de campo e os atletas se descontrolavam tamanho inconformismo com o que assistiam sem nada poder fazer. Aquele impedimento marcado no recuo são-paulino foi o ápice da irresponsabilidade destes homens. Logo, faltou tranquilidade, faltou maturidade aos gremistas. Mais do que isso, faltou triangulações meio de ataque e ofensividade lateral para gerar o volume de área que Barcos tanto precisa para concluir a gol.
 
R. Ceni protagonizou em dia que Pato e Ganso foram muito bem

Em Minas Gerais, o estádio jogou junto! O fator local pesou, mas a grande “cagad...” foi de Aránguiz. O chileno quis sair jogando na frente da área e entregou o ouro pro bandido logo no começo. Um erro crucial que colocou todo o planejamento a perder! Aliás, desde que retornou de contusão não vem jogando mais nada. A coisa desandou e o segundo tento foi questão de tempo. Na segunda etapa o time se safou do terceiro em pênalti mal batido pelos donos da casa. Falta sorte ao Inter (ou seria o Cruzeiro com sorte de campeão?) também. Antes disso, em jogada ensaiada, D’Alessandro (que pouco jogou, estava muito bem marcado) acertou a trave. A bola voltou, bateu nas costas do goleiro e não entrou. Alex que entrara no intervalo aproveitou o “relaxamento” pelo meio (acusado pelo técnico Marcelo como perigo em entrevista ao pé do túnel), para diminuir. Então o time celeste tomou conta da partida novamente, compactou e, acima de tudo, retomou a concentração. Ficou o Cruzeiro mais perto do terceiro do que o Inter de empatar.
 
Marcelo Oliveira é o principal pilar deste time que caminha rumo ao bicampeonato
 
Do lado azul, caiu a invencibilidade de M. Grohe. A torcida não parece ter sentido o golpe até porque nada está perdido, apenas adiado. No lado vermelho, Valdívia perdeu a grande oportunidade que recebeu na temporada. Jovem que é, foi escolhido porque Alex e D’Alessandro juntos não teriam a recomposição necessária na linha de cinco. O Inter trabalhou forte pelo lado direito, justamente em cima da maior carência cruzeirense que, inteligentemente, fechou por ali com o volante adiantando um meia nas costas do lateral Colorado. O título deixou de ser realidade para se tornar sonho.
O Grêmio tem dois compromissos na sequencia que merecem atenção. O Sport, mesmo fora de casa é perigoso! Eles vem sendo o ponto de equilíbrio da competição. Os pernambucanos são aqueles adversários de meio de tabela descompromissados que tomam pontos dos líderes. Depois, o time pega o desesperado Palmeiras, um gigante do nosso futebol que luta contra o rebaixamento. Já o Inter encara a encardida Chapecoense no Oeste catarinense. Complicado jogar lá! Depois vem para uma partida de seis pontos contra o Fluminense no Beira-Rio. Ambos precisam somar, ao menos, quatro pontos para se manter bem na luta por vaga na Libertadores.

Saudações Coloradas
 
Fotos: Globo.com

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sasha e Grohe

Jogadores em bons momentos... sentimentos totalmente diferentes

M. Grohe vive seu auge! Convocado por Dunga fará parte da delegação que viaja ao Oriente para realizar compromissos pela Seleção Brasileira. Sasha, em contrapartida, vinha sendo um dos maiores destaques do time do Inter. Graças a uma fratura no tornozelo nesta semana, o atleta está fora da temporada 2014.
O goleiro gremista fez por merecer. Não apenas pela marca surpreendente sem sofrer gols, mas muito pelas boas apresentações seguras em campo. Méritos também do treinador que trouxe de volta um posicionamento tático mais precavido, antes utilizado na Libertadores. Esse “prêmio” deve ser dividido com seus companheiros, principalmente com o esquema que tirou de suas costas tanta vulnerabilidade. Claro, relativizar os créditos do goleiro seria uma tremenda falta de sensibilidade agora, mas os pontos acima colaboraram significativamente. É fato, Marcelo falhou algumas vezes na temporada e era tratado como incógnita. Dúvida que, a meu ver, não paira mais sobre ele. Pra mim, goleiro não tem que defender bolas impossíveis. O arremate perfeito, aquele indefensável, é talento do atacante. Goleiro bom é aquele que defende as bolas simples, garantindo confiança para a defesa. Quando se alia tudo, esse se torna um craque no gol. Mesmo assim, entre as duas qualidades, fico com aquilo que fizeram nomes como Taffarel, seguros de jogo simples, inesquecíveis.
 
Trabalho, dedicação e reconhecimento!

Enquanto isso, Sasha se prepara para uma cirurgia. Depois que J. Henrique havia conseguido boa sequencia, teve de dar seu lugar no time principal por lesão muscular. Sasha teve a chance e foi se “encontrando” aos poucos. Alcançou o ideal, pegou confiança e vinha sendo um dos protagonistas da ótima campanha do time. Promessa revelada nas categorias de base sem muito brilho desde sua profissionalização, retornando para uma última chance no Clube, lamenta por demais. Esta fratura em seu tornozelo não poderia ter vindo em pior hora. Jogando com um volante e quatro meias, depois dois volantes e três meias, sempre com um centroavante isolado, o Inter oscilava muito. Com esta função de segundo atacante, falso meia-avançado (recompondo bastante), era um dos alicerces do bom momento Colorado.
 
Na pior hora...

Uma convocação é de suma importância na carreira de qualquer atleta de futebol. Valorização no mercado, notoriedade em seu trabalho e, acima de tudo, a realização do sonho que qualquer menino tem de ter seu nome gravado no rol de jogadores que passaram pela Seleção Brasileira. Entretanto, esta convocação em particular se deu em caráter preventivo. Jefferson, o titular, se lesionou e “pode” desfalcar a equipe. Grohe viaja como terceiro goleiro e pouco provável entre em campo. Assim, o Grêmio perde seu arqueiro por algumas partidas fundamentais na semana que vem.
No Inter só resta o trauma! Abelão perde a possibilidade de manter o bom esquema encontrado primeiro com J. Henrique, depois com Sasha. Perder os dois jogadores neste momento complicou sua vida. Luque, contratado para tal, nem pode-se dizer que estreou e Nilmar terá condições apenas dia 12. Nilmar, J. Henrique, Luque e agora Sasha! Nenhuma peça que faça a função está disponível no elenco, justamente na semana da partida mais esperada do ano.

Pitacos:

- Parece que o Corinthians jogou a toalha no Brasileirão;
- Mano acena time misto contra o Sport;
- Depois da vitória de ontem contra o Galo e sua “dancinha”, parece que o Timão vai priorizar a Copa do Brasil mesmo;
 - O São Paulo está bem no Campeonato Brasileiro;
- Mas desde sua vitória diante o Cruzeiro acumulou três derrotas e um empate;
- Não venceu mais ninguém;
- O único triunfo foi terça-feira, pela Sulamericana;
- A equipe tem três compromissos importantes na sequencia: Grêmio (F), CA Paranaense (C) e CA Mineiro (F);
- Resultados negativos combinado com a classificação do time na competição continental podem induzir a Comissão Técnica são-paulina fazer o mesmo que o rival Corinthians;
- Bom para os demais!


Saudações Coloradas

Imagens: Globo.com