quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Nilmar está de volta

Internacional confirma retorno do atacante

Fim da novela! “Seco”, como é conhecido entre os boleiros mais chegados, volta usar a camisa Colorada. Opiniões divergem sobre o futuro de Nilmar no Beira-Rio. O certo é que a direção “baixou” a poeira levantada em função dos maus resultados nas últimas semanas.
 
Uma negociação desgastante que levou semanas

Os otimistas comparam o retorno de Nilmar a Kaká. Já os pessimistas lembram L. Fabiano, ambos os exemplos do São Paulo. Guardadas devidas proporções, são atletas de ponta que nos melhores momentos da carreira vestiram a camisa da Seleção Brasileira. Agora, estão em seu clube de projeção buscando o melhor. Altos salários em um sacrifício gigantesco da diretoria para mantê-los é parte deste conjunto.
Kaká levou algumas semanas para entrar no ritmo, adquirir forma e agora ajuda seu time se tornar um concorrente ao título. “Fabuloso” não mostrou ainda a que veio e não tem mais “cadeira cativa” no time.
 
Contrato de três anos e muita expectativa por gols

É notória a necessidade que o Inter tem por um atacante. Nilmar tem qualidade inconteste, mas vem de um lugar semi-profissional. Pouco jogam e pouco treinam. Em seu favor está o fato de, apesar dos 30 anos, ter tudo para acelerar seu processo de readaptação. A esperança é de resolver em definitivo uma das maiores (senão a maior) carência da equipe. Contra ele, seu histórico dramático de lesões.
Financeiramente o negócio foi viável. O grande problema destas negociações é a disparidade econômica. O que se paga lá fora é desproporcional para as condições dos times daqui. Nilmar percebia muito mais do que vai receber no Internacional. Mesmo assim, o trabalho para bancá-lo será enorme. R$400 mil mensais, nos padrões brasileiros, é muita grana, mas está naquilo que o Inter tem para pagar.
Lembro os amigos do Blog que jogador não se mete em negociações, acordos. Isso é trabalho do agente. Pessoa de confiança do atleta, os jogadores se preocupam exclusivamente em jogar. Pesou a identificação com o Inter, o pedido da família, mas acima de tudo, a tranqüilidade em contratar com dirigentes sólidos, que costumam cumprir suas obrigações.
 
Necessidade é tamanha que o jogador está treinando antes mesmo da apresentação oficial. Nâo há tempo para perder!

Em minha opinião, Nilmar sempre deu prioridade a família. Poderia ter atuado no Brasil para lutar por uma vaga na Seleção. Pensou no conforto de seus entes queridos abrindo mão de vestir a camisa amarela na Copa no Brasil. Por isso, eu acredito que vem motivado, feliz e com vontade de vencer pelo seu time de coração agora que está com a “vida ganha” fora de campo.

Pitacos:
 
- Felipão tentou apagar fogo ateando álcool na fogueira;
- Suas declarações sobre Aranha é o que muitos gostariam de dizer;
- Mas pela posição que ocupa achei inoportuno;
- Jogos de futebol são disputados antes, durante e depois das partidas;
- Felipão é um mestre nesta arte, no entanto, acho que jogou alto demais.

 
Saudações Coloradas
 
Imagens: Globo.com

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Inter e Grêmio se garantem no segundo tempo

Colorado respira e Tricolor conquista ponto importante

Abel Braga estava entre a cruz e a espada. Depois da vitória sobre o Botafogo em casa ele já pode respirar um pouco mais aliviado. Felipão vai construindo sua campanha passo a passo. Segurar o Galo de Minas Gerais no Independência não é tarefa fácil para ninguém. O zero a zero no placar final tem de ser respeitado.
O Internacional não começou bem. Aliás, os cariocas mereciam ter saído para os vestiários com um resultado melhor. A incompetência nas finalizações aliado ao espaço dado para Alex jogar na intermediária de seu campo saiu caro. Na terceira tentativa do arremate em média distância, o meia Colorado abriu o marcador para os gaúchos. No segundo tempo, A. Ruschel resolveu jogar. Em cima de um lateral improvisado, o garoto deitou e rolou. Na etapa inicial ele e o outro lateral, Diogo, estavam muito perdidos. O mesmo vale para Aránguiz. O chileno estava mal e ditou o ritmo a partir da segunda metade da partida. Assim, D’Alessandro e todo o resto rendeu também. Dois a zero saiu barato para os botafoguenses.
 
Eduardo Sasha desencanta
 
O Grêmio teve a bola do jogo no primeiro tempo, mas Giuliano desperdiçou. O CA Mineiro foi melhor no geral e mereceu vencer. Bola na trave, gol anulado, enfim. Contudo, seria um equívoco tremendo tirar os méritos do time de Scolari. Bem postado, marcando bem e saindo com velocidade principalmente no segundo tempo, faltou a equipe apenas um pouco mais de ousadia para surpreender. A equipe depende muito dos arremates de Barcos. O argentino estava bem marcado ontem. Na lateral direita segue o revezamento. No meio de campo também. Na zaga, Geromel “parece” ter ganho a posição. Repito que venho dizendo, acho que o Tricolor precisa definir logo seu padrão tático. Enquanto as trocas dar resultado, a comissão técnica não deve ser contestada. Então a crônica pode comentar, mas precisa declinar a isso.
 
Matheus Biteco, um dos destaques individuais em Minas

Dois embates complicados no meio de semana. O Inter encara o Sport na Ilha do Retiro. É sempre difícil buscar pontos lá. O Grêmio recebe o Santos de Aranha em casa. Um reencontro que vai chamar a atenção de toda a mídia para a Arena.

Pitacos:
 
- Baita vitória do São Paulo;
- Mas dizer que a liderança celeste está ameaçada é um pouco de exagero;
- Entretanto, como havia sido previsto aqui, o Tricolor Paulista seria o adversário dos mineiros;
- Muriel se machucou em um tiro de meta;
- Uma pena porque ele estava bem;
- Apesar de uma falha em saída de bola de seu reserva;
- Dida ainda é o melhor e tem que jogar;
- Vergonha no Maracanã!
- O rubro-negro mereceu vencer;
- Mas não é justo um favorecimento, mesmo que inconsciente, desse jeito.

 
Saudações Coloradas

Imagens: Portal Veja e Globo.com

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A gangorra Gre-Nal virou

Grêmio vence no fim... Inter muito blá-blá-blá!
 
O Tricolor continua vencendo. Não são apresentações brilhantes, mas eficientes. O time tem dois padrões táticos diferentes. A equipe não convence, mas vence. Como questionar? Já o Inter vem de vexame em cima de vexame. Ontem contra o lanterna, os comandados de Abel sequer viram a cor da bola.
 
Paulão respondeu críticas via Twitter
 
Barcos mostrou qualidade novamente. Foi decisivo e no último lance diante o CA Paranaense marcou o gol da vitória. Está longe de ser um craque, mas se destaca no país como um dos mais importantes centroavantes do Brasil. A torcida estava impaciente com um jogo feio, burocrático e de poucas alternativas. O gol trouxe alívio e Felipão saiu da Arena tranqüilo. O Grêmio dormiu no G-4 e se candidata definitivamente a uma vaga na Libertadores 2015. Algo semelhante registramos aqui no Blog em relação o Inter tempos atrás. Nas vitórias pode haver críticas, mas não contestações. O resultado é o alicerce de tudo, então não podemos dizer que “não funciona” apesar de não concordar com a falta de um único padrão na equipe.
 
Evolução, sorte, competência ou força da camisa? Seria tudo isso ou "quase" tudo?

Enquanto isso, o Internacional protagonizava mais um vexame. Os baianos do Vitória deram um banho de bola no Colorado. Diante o Figueirense houve uma falha tática monstruosa, mas ontem faltou tudo desde o início. Apático, sem vontade, perdidos e errando individualmente em lances primários, a equipe fez uma das piores apresentações do ano. Abel voltou para casa de cabeça quente. Para piorar a vergonha, R. Moura foi barrado depois de 800 horas sem marcar e publicar uma nota dizendo não entender a insatisfação do torcedor. Depois da derrota no Barradão, foi a vez de Paulão usar redes sociais para se defender. Esses caras precisam lembrar que no futebol a resposta se dá em campo.

Saudações Coloradas
 
Imagens: Globo.com e ClicRBS

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Balanço do primeiro turno

Inter em 3º e Grêmio em 6º

Podemos avaliar a participação da dupla Gre-Nal na primeira metade do Brasileirão como “razoável para bom”. O Internacional chegou liderar a competição, oscilou consideravelmente e inicia o segundo turno muito pressionado após duas eliminações seguidas nas competições paralelas, sem contar o fiasco de ontem. Já o Grêmio deu a largada sob pressão por conta dos resultados em outros campeonatos de 1º semestre. O time não rendeu e o treinador foi substituído. Hoje, vive um momento melhor, mais tranqüilo e de ascendência.
 
Grêmio melhorando e Inter perdendo o rumo?
 
O Colorado teve um início de Brasileirão promissor. Variou um pouco e não conseguiu aproveitar a parada para a Copa do Mundo. “Polêmicas” neste intervalo geraram dúvidas. Uma sequencia positiva e a permanência permanente no G-4 após a 12ª rodada se sustentaram em resultados obtidos nas partidas consideradas “menos difíceis”. Foi eficiente neste quesito, exceto pela vergonha no jogo derradeiro de turno diante o Figueirense. Foi muito mal nos confrontos diretos. O time venceu apenas o Grêmio e conseguiu empatar com o Fluminense. Todos os outros concorrentes derrotaram o Inter.
 
Objetivo: lutar pelo título para “sobrar” uma vaga no G-4

Enquanto isso, o Tricolor está em busca do equilíbrio. Ainda há dúvidas, mas as coisas vão entrando nos trilhos. O momento mais difícil, creio, foi na passagem “do bastão”. E. Moreira entregou o cargo às vésperas de um Gre-Nal na 12ª rodada. Scolari assumiu o time com derrota no clássico, mas de lá pra cá melhorou significativamente. Com Enderson, a equipe ocupou a 2ª colocação na 6ª rodada (melhor momento do Grêmio), mas caiu muito de rendimento e foi demitido. Felipão conseguiu levar o time cinco posições acima depois de seis jogos como técnico. Um aproveitamento relevante.
 
Objetivo: manter a sequencia para entrar de vez na briga

Sem dúvida, o Cruzeiro caminha para levar mais uma taça consecutivamente. Mesmo desfalcado, a força do grupo apresentada ontem comprova a superioridade dos mineiros sobre todos os demais. Corinthians, São Paulo, Fluminense e CA Mineiro, outros quatro candidatos oscilam muito. A equipe de Muricy melhorou consideravelmente e parece se tornar a única ameaça (mesmo de longe) ao clube celeste. Sport e Santos correm por fora, mas não devem chegar. O salto de Flamengo com Luxemburgo e Figueirense com Argel é de encher os olhos da torcida e da crítica, mas não acredito tenham forças para brigar por uma vaga na Libertadores pelo Campeonato Brasileiro. CA Paranaense e Goiás são os contrapesos, times de meio de tabela. Todo o resto vai brigar para não cair, ao menos a tendência é essa.
 
Pitacos:
 
- A vitória do Grêmio com um gol no fim foi importante;
- Além de quebrar a sequencia positiva do Flamengo, um resultado desses dá muita confiança;
- Consistência é a alma do negócio;
- Aliás, Felipão ainda não encontrou uma formação ideal;
- Basta consolidar com dois ou três mais resultados convincentes, como este;
- A torcida tricolor começa a acreditar;
- Já a derrota do Inter para o Figueira vai para a conta do Abel;
- O jogo era na esquerda, estava fácil e Argel arrumou com o ingresso de Felipe;
- Enquanto isso o treinador Colorado comia mosca, demorou muito para mexer;
- Bastava ter substituído o "insubstituível" R. Moura por um homem de velocidade para matar o jogo no contra-ataque. Os catarinense estavam muito expostos demais;
- Viu a facilidade do jogo e acreditou que seu centroavante desencantaria;
- Buscando tranquilidade ao seu homem de frente, permitiu uma pressão ainda maior sobre ele.
 
Saudações Coloradas

Imagens:  ClicRBS, Site do Inter e Site do Grêmio

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pressão que aumenta

Segunda eliminação do mês exige resposta no Brasileirão

Abel Braga teve um recente “dissabor” com a imprensa. Alegou sofrer grande pressão, por isso se irritou. Segundo ele, o momento de “ira” decorre do grande peso que carrega nas costas. O intervalo sem um título do Campeonato Brasileiro, que perdura desde 1979, influenciou seu “humor”. Toda esta cobrança de fora para dentro e, com certeza, de dentro para fora também tem interferência direta nas eliminações precoces, tanto na Copa do Brasil como na Sul-Americana. Seria “falta de foco”, “escolha de prioridades” ou “é tudo balela (desculpa) porque o time é ruim mesmo”?

Acho que tudo um pouco!

Sempre defendi o seguinte ponto de vista: “quem quer tudo, às vezes, fica sem nada”! Com base nesta afirmação podemos entender que as folgas no meio das semanas colaborarão com uma campanha satisfatória no Brasileirão. Neste Domingo, por exemplo, o Inter encara o Figueirense. Os catarinenses tiveram a semana cheia para treinar, se recuperar, sem viagem alguma. O próprio Abel chamou atenção a isso na coletiva inclusive.
 
Discurso conformista... alívio ou desculpa?

Mas o Inter jogou mal, muito mal. O primeiro tempo foi horrível. Mesmo assim, Alex achou um gol no último minuto da etapa inicial. A bola desviou na defesa em um chute despretensioso e enganou Lomba. Depois do intervalo deu até para acreditar. As proezas de Flamengo e Botafogo pareciam se repetir na Fonte Nova.
O Inter tentou. Sem muita qualidade, mas tentou. Dizer que o time entregou é besteira. Entretanto, era evidente que a equipe estava meio “desligada”, com a cabeça em outro lugar. Erros infantis não permitiam um dinamismo. Quando o Inter arriscou tudo, sem um volante sequer em campo, acabou saindo o gol de Henrique. Foi o tiro de misericórdia do Bahia. Ficou claro que o grupo é carente em vários setores. Limitação agravada pelas ausências tão sentidas de D’Alessandro e Aránguiz.
 
“Quanto” essas eliminações refletirão no restante da temporada?

Assim como no jogo, Abel Braga foi 8 ou 80 nas prioridades! Isso porque arriscou tudo, tanto em campo quanto nas competições que disputou até agora. Como não levou a campo o que tinha de melhor (lesões, convocações e preservações) entra pressionadíssimo para a disputa do segundo turno do Nacional.
 
R. Moura segue sem marcar

Com uma competição paralela e a esperança de uma taça na prateleira no fim do ano, perder uma partida pelo Campeonato Brasileiro não seria o fim do mundo. Agora, qualquer resultado ruim será muito mais impactante. Abel sabe disso e precisa dar a resposta já na última rodada do primeiro turno. O Cruzeiro vai muito desfalcado ao Rio encarar o bom Fluminense. Um tropeço lá e uma vitória aqui “tendem” a acalmar os ânimos dos pessimistas. Contudo, na primeira oportunidade a corneta assoprará muito mais forte.

Saudações Coloradas

Imagens:  Globo.com

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Reflexos de uma derrota anunciada

Grêmio é eliminado nos Tribunais por injúria racial de sua torcida

Inédito! O Tricolor “conseguiu” a eliminação de seu time na Copa do Brasil sem mesmo entrar em campo. Não vou falar do peso desta decisão (justa, injusta, branda ou desproporcional), nem sobre o fato de o resultado ter condições de ser revertido em Santos. Nada disso. Discutir o mérito? Nem pensar! O tema está batido demais, chega. Quero falar de outras duas coisas: pré-julgamento e reflexo direto disso na “marca Grêmio”.
Assim como nos casos da família Nardoni, Suzane Richtofen e goleiro Bruno, o apelo da mídia e da população julgaram todos eles antes mesmo do verdicto final, igual será com os Boldrini no RS. É da nossa cultura! Além da influência que a mídia exerce na cabeça das pessoas, o apelo por algo tido como repugnante cria esse tipo de coisa mesmo. Lógico que, nos casos acima os criminosos, nenhum deles, merece nossa clemência, mas independentemente do crime cometido eles também tem direito a um julgamento justo. Fazê-lo no calor do negócio é tendencioso. Claro, não tomem esses exemplos aí como “comparando-os” ao Grêmio. Eles servem unicamente para ilustrar a idéia do debate.
 
Imagem de torcedora se transformou em símbolo do racismo no futebol
 
O julgamento do Grêmio, digo “da instituição”, foi justa? O procedimento instaurado permitiu um contraditório, uma ampla defesa eficiente? Tá certo que o Clube parecia pedir isso tem tempo! Mas o Grêmio não entrou nesse julgamento como culpado antes mesmo de se defender?
Porque digo que o Clube “parecia pedir”? Isso porque as campanhas foram infrutíferas e houve pouca ação junto aos que praticavam tais injúrias nas arquibancadas da Arena (antes no Olímpico). Tudo insignificativo em termos de resultado. Era sabido que ora menos ora aconteceria o que aconteceu. Esse negócio de preconceito racial vem de muitos anos. Já debatemos isso aqui inclusive. Mesmo assim, eu acho que o pedido de adiamento do julgamento solicitado pelo advogado do Grêmio deveria ter sido atendido. Essa necessidade de resposta imediata “forçou” uma decisão que nós já tínhamos previsto aqui no Blog. Fábio Kopf prometeu recorrer.
Alguns se perguntam... recorrer pra que? O placar era muito difícil de reverter, a multa é praticamente irrisória, não foram fechados os portões e nem interditado a Arena. Está o Grêmio no lucro, não? ERRADO! Assim como o Fluminense carrega a marca do “Clube do Tapetão”, o Grêmio vai levar consigo a mancha do “Clube do Racismo”. Primeiro porque o Tricolor é time grande, diferente de tantos outros times antes julgados e condenados por injúria racial. Isso deu uma enorme notoriedade. Segundo, porque foi a primeira eliminação de um time em competição no Brasil por este motivo. Tudo é muito relevante, impactante!
 
Não é de hoje!

Essa “chancela” interfere diretamente em contratos publicitários, parcerias, receitas em geral. Quem quer a sua marca, seu nome, sua logo atrelada ao racismo? Portanto, o presidente gremista está corretíssimo em lutar até as últimas conseqüências contra esta decisão, mesmo que não a vença. Não se trata da Copa do Brasil 2014 ou da multa a ser paga, mas do legado maldito que isso vai deixar agora e para o futuro.
Soa com um tom de “boicote” o cântico de parcela da torcida com o termo “macaco” no Domingo, no jogo seguido aos fatos julgados ontem. Mas isso é uma história para outro debate.
 
Saudações Coloradas
 
Imagens: Globo.com

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Vitórias e surpresas

1 x 0 em favor de Inter e Grêmio
 
A dupla Gre-Nal se deu bem neste fim de semana. Nenhuma exibição de encher os olhos, mas resultados importantes dos times gaúchos, ambos praticamente fora da Copa do Brasil e da Sul-Americana.
Na noite de sábado o Internacional venceu o time do Palmeiras fora de casa. Desfalcado de D’Alessandro, Juan e W. Silva, além da contusão de C. Winck logo no início, a equipe colorada derrotou os paulistas com um gol de J. Henrique. Depois de três derrotas consecutivas, Abel Braga mudou seu esquema radicalmente. Um falso 4-3-3 que na verdade era um 4-2-1-2-1. O time não se tornou vulnerável, perdeu um pouco em qualidade, mas ganhou em velocidade.
 
Atacante aproveitou falha do goleiro para marcar
 
No Domingo a equipe do Grêmio superou o Bahia na Arena. Após jogada individual de Giuliano sobrou para Barcos marcar. Felipão retomou o encaixe com três volantes, apesar de diante o Santos seu time ter feito uma boa apresentação com apenas dois cabeças-de-área. Aquela derrota não diz a verdade da partida. O esquema de quinta-feira é mais ousado, mas a composição com um homem de marcação a mais se mostra a cada dia mais eficiente.  Werley deu lugar para P. Geromel no time titular (já estava na hora) e Biteco foi muito bem também.
 
Quase em cima da linha, centroavante marca o gol da vitória
 
Se J. Henrique foi a grata surpresa se destacando como o melhor jogador em campo pelo Inter, no Grêmio a maior deficiência parece estar se arrumando. Enquanto o Colorado busca em seu grupo alternativas como Sasha e J. Henrique para mudar a dinâmica de uma equipe que caiu de rendimento (muito pela fase ruim de Aránguiz), Zé Roberto e M. Rodriguez se tornaram um ponto de segurança nas alas. Nem sempre os times vão jogar bem, contudo, somar pontos é fundamental em um campeonato tão concorrido como este.
 
É possível alcançar? Cruzeiro recupera larga vantagem e se consolida na frente
 
Abel Braga depende muito do chileno para fazer as coisas acontecer no Inter. Mas no sábado mostrou ser possível mudar sem comprometer a compactação que alcançou. Tá certo que o Palmeiras é um time muito ruim e seu treinador errou feio no segundo tempo depois de ter ganho o meio campo no intervalo, só que eles tem tradição, são grandes, tradicionais e jogavam em casa. Felipão vai estancando as deficiências mudando muito a equipe. Eu particularmente não gosto, mas é normal para quem está no começo, corrigindo as coisas. Com três volantes o time é mais eficiente, fato. Óbvio, mesmo assim faltam certas correções. A marcação tem de ser mais adiantada, sufocar mais! Há um espaço muito grande ainda. Zé Roberto virou jogador comum na esquerda, mas é importante ali. Já M. Rodriguez precisa ser voluntarioso, senão perde a posição para Pará.
 
Pitacos:
 
- De novo o Grêmio é destaque por manifestações racistas;
- Um pouco de exagero se não entendermos o que move uma multidão;
- A menina focada pelas câmeras de TV será o bode expiatório desta história toda;
- Falou a coisa errada, na hora errada, no lugar errado... deu azar;
- Lógico, vai pagar por isso!
- Mas o problema é o histórico... a torcida sabe disso e não muda sua postura;
- Generalizo porque somente agora o torcedor comum vaia os cânticos do organizado com o termo “macaco”, aqueles que se referem ao Inter;
- Algo semelhante com o que acontece quando um imbecil joga algo no campo;
- Mas agora é tarde;
- O problema é o apelo do racismo. É muito forte;
- Assim como em breve será pela homofobia;
- Pode até ofender a mãe do cara, normal. Racismo é intolerável!
- Mas também nada adianta ser escolarizado e burro!
- Sim, chamo de burro porque graças a seu torcedor, o Grêmio vai servir de exemplo;
- Anotem aí: o time será eliminado da Copa do Brasil sem a realização do próximo jogo;
- Em havendo uma decisão desta, que tome três pontos do time, de repente agora a torcida aprenda;
- Imagine se, de agora em diante, torcida que briga nas arquibancadas faz seu time perder pontos também;
- Mando de campo e portões fechados não resolvem, tá provado;
- Seja entre elas ou com torcidas de outros clubes, a medida serviria para coibir a violência!
- Fora do Estádio o problema é da polícia, dentro é do clube;
- Crimes cometidos por bandidos travestidos com os símbolos do time (torcida uniformizada) por conta de futebol, seus clubes também deveriam ser responsabilizados mesmo se aprontar fora dos estádios;
- Porque?
- Porque estão autorizados a usar o distintivo oficial;
- Quem permite (ou se omite) nisso é conivente;
- Então se brigar, perde três pontos também, certo?
- Errado!
- A questão paira pela demagogia e todo apelo que a mídia faz;
- Esta menina e o Grêmio serão os únicos punidos e servirão de exemplo para casos de racismo no futebol;
- Não estaria errado essa punição se o mesmo fosse feito contra a violência no futebol;
- Aí eu bateria palmas em pé, desse jeito é só demagogia.
 
Saudações Coloradas
 
Imagens: Site da Radio Uruguai e Esportes R7