terça-feira, 22 de julho de 2014

Jogar para não perder!

Sem Aránguiz, Inter precisa assumir sua limitação e adotar uma postura defensiva

Está confirmado! Aránguiz está fora de combate de sábado (26) quando o Colorado viaja a Salvador para encarar o Bahia às 21h00. O adversário do Inter tem compromisso pela Copa do Brasil na quarta-feira, já os comandados de Abel aproveitarão uma semana cheia para realizar sua preparação.
Dunga, invariavelmente, escalou três volantes durante sua passagem pelo Internacional no ano passado. A proteção excessiva se dava ao fato da necessidade em proteger sua defesa, dando liberdade para D’Alessandro jogar. O esquema não deu resultado em longo prazo, mas na base do imediatismo era difícil vencer o Colorado. Esta deveria ser a postura de Abel enquanto o chileno Charles não estiver à sua disposição.

Jogador voltou sentir lesão e está fora da partida do próximo sábado

A vitória contra o Flamengo é ilusória. Depois da saída de Aránguiz, contundido, o Internacional foi mal. As coisas só aconteceram, primeiro, porque o clube rubro-negro montou a pior equipe de futebol que eu já vi eles montar desde quando me conheço por gente. Segundo, a vantagem numérica em campo aliada a experiência dos atletas do Inter na segunda etapa, foram determinantes. Não dá para acreditar que o Colorado terá a mesma "moleza" nas próximas rodadas.
D’Alessandro e A. Patrick não recompõem. Alex também não tem o mesmo poder de recomposição de antes. Willians corre feito maluco, mas sozinho é impossível garantir a proteção da meia cancha. Os laterais não são exímios marcadores e a dupla de zaga, deusolivre, melhor nem falar. No entanto, com um pouco de humildade, o treinador Colorado pode surpreender! Sem centroavante (que perde muitos gols), explorando a velocidade de Sasha ou outro velocista do grupo, com D’Alessandro aberto na direita e Alex mais centralizado, o time até tem chance de ganhar o jogo. Mas mais importante neste momento, diminui muito as possibilidades de perder.

Luque não foi bem... hora de dar uma oportunidade a Sasha!

Se vencer, ótimo. Um lance de falta do Cabezón, um chute longo do Alex ou no contra-ataque com o atacante velocista, disputando a partida por uma bola e, de repente, três pontos seriam conquistados. Senão, voltar com um pontinho na bagagem e contar com Aránguiz na próxima partida, é uma situação considerável.
J. Henrique esteve de fora do último compromisso. O mesmo recomendo com A. Patrick e R. Moura, ao menos neste momento. Assim, o trio ofensivo citado antes estaria protegido por Willians marcando mais a frente com mais dois volantes cobrindo a subida dos laterais, principalmente do Fabrício que até tem uma chegada boa na frente.
Enquanto não tiver no grupo alguém para suprir a saída de Charles, o posicionamento tático de 2013 é o mais recomendável mesmo. A equipe não terá saída de qualidade porque os cabeças-de-área a disposição são limitados neste quesito, mas ganharia muito no setor defensivo tão envolvido quando o chileno é desfalque.

Técnico do Inter sabe das dificuldades que vai encontrar sem seu jogador mais eficiente

Há quem diga também que Fred pode estar pintando aí. Seria como uma luva esta opção para sustentar o esquema do Abel nas ausências de Aránguiz. Enquanto isso não passar de especulação, melhor é adotar precaução.

Saudações Coloradas

Imagens: Globo.com e Lancenet

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dunga na Seleção! Será?

Dado como certo pela mídia, o retorno de Dunga será marcado por muita polêmica
 
Carlos Caetano Bledorn Verri, gaúcho de Ijuí, é uma figura importante na história do futebol brasileiro. Vencedor em campo foi o expoente maior da campanha ruim na Copa do Mundo de 1990. Já em 1994 deu a volta por cima como capitão de um time que levantou a taça para o Brasil depois de 24 anos de jejum. Em 2006, mesmo sem experiência alguma como treinador, assumiu o cargo de técnico do Brasil. Campeão da Copa América, da Copa das Confederações e com uma campanha irretocável nas Eliminatórias para a Copa na África, Dunga deixou o cargo após a eliminação para a Holanda nas quartas-de-final do Mundial de 2010. Nos jogos Olímpicos em 2008, contrariado, convocou R. Gaúcho e o time voltou pra casa depois de levar 3 x 0 da Argentina.
 
Treinador estaria de volta e seu anúncio aconteceria amanhã (terça-feira)
 
Conta contra Dunga muitos fatores. O primeiro deles a antipatia popular. Muito disso se deve a imagem que a mídia transmite dele, principalmente porque não faz média com ninguém. Durante quatro anos, Dunga só trabalhou no Inter. Foi campeão Gaúcho, mas não conseguiu realizar uma campanha convincente no Brasileirão de 2013, tendo sido demitido antes mesmo do encerramento de seu contrato. Seu retorno vem chancelado por Gilmar Rinaldi, ex-jogador e companheiro na carreira que assumiu este importante cargo na CBF. Gilmar vem cercado de muita desconfiança de todos os lados. O ex-goleiro é agente de atletas. Nada mais incoerente que trazê-lo justamente para onde mais se consegue valorizar um jogador (convocações). Mesmo tenha renunciado seus contratos, a dúvida lhe perseguirá a cada nome convocado por Dunga.
 
Passagem pelo Inter não durou um ano sequer
 
Mas Dunga tem muitos pontos positivos também. Essa história de antipatia popular nunca lhe abalou. A prova disso foi a idolatria de todo um povo que o achincalhou para depois aplaudi-lo quatro anos depois, ainda como jogador. Nada disso mexe ou mexeu com ele, faz parte de sua personalidade. Mais experiente, creio que não cometa os mesmos erros técnicos e tenha aprendido a conduzir melhor sua relação com a imprensa. Às vezes é necessário ser mais polido e inteligente com a mídia, o que não significa necessariamente permitir “privilégios”. De futebol ele entende, tem bagagem dentro e fora dos gramados. Correto, coerente, transparente e sério em tudo que faz, Dunga é um daqueles caras competitivos que tem sede por vitórias, não aceita perder. Ele não trabalha com “jeitinhos”, com Dunga as coisas são o que são e ponto final!
 
Um vencedor inconteste

Não concordo com a contratação de Dunga. Era a vez de Tite que ganhou tudo quanto foi possível e tinha certeza que assumiria a Seleção. O ex-treinador da dupla Gre-Nal vive seu auge, se afastou do trabalho para uma reciclagem na Europa e negou várias propostas para trabalhar em Clubes do Brasil (até do exterior), justamente por entender que estava em seu momento para encarar este desafio. Mesmo assim, Dunga tem plenas capacidades de fazer uma boa gestão, trabalhando uma equipe para “quem sabe” finalmente ganhar o tão esperado ouro olímpico em casa (ainda inédito), conduzindo a Seleção para boas participações nas Eliminatórias e demais competições paralelas. Tudo isso visando, é claro, um título mundial em 2018. O problema é “deixarem” ele trabalhar.
Há quem diga também que Dunga está sendo usado de escudo pela CBF neste momento tão turbulento, manchado por este vexatório 7 x 1 aplicado pelos alemães dentro do “país do futebol”.
Esperar para ver!!!

Pitacos:
 
- Inter e Grêmio venceram na última rodada;
- O Colorado goleou o tradicionalíssimo Flamengo;
- Já o Tricolor trouxe três pontos fora de casa;
- Importante sim, não podemos diminuir os méritos da dupla Gre-Nal;
- Mas qualquer empolgação agora pode ser falsa!
- Flamengo e Figueirense são os times com piores campanhas no Brasileirão;
- Nestas duas vitórias a limitação do adversário contou demais.

Saudações Coloradas
 
Imagens: Lance.Net e Placar

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Semelhanças e diferenças (2013 e 2014)

Um time diferente... final igual?
 
Novela de TV, geralmente, tem o mesmo fim. O casal do bem (protagonistas) se acerta, o vilão se dá mal, as personagens mulheres ficam grávidas e rola uma porção de casamentos. Muda o que de uma telenovela para outra, então? O enredo! O Internacional está igual novela da Rede Globo, diferente em campo e com previsão de um fim semelhante a 2013.

Pessimismo?

Vejam... o Colorado começou a temporada conquistando o Campeonato Gaúcho assistindo o rival ficar pelo caminho na Libertadores da América. Uma consistência ilusória que encheu de esperança o torcedor porque estadual não é parâmetro, exceto pelos clássicos disputados e, a tristeza Gremista ascende ainda mais o ego Colorado. Igual ano passado.
 
Em entrevista antes do jogo Abel reconhece a falta de Aránguiz: "vamos sofrer"

Quais as diferenças? Dunga montou a versão 2013 do Inter congestionada com volantes na meia-cancha, diferente de Abel que adotou uma postura mais ofensiva, com uma porção de meia-armadores e um único cabeça-de-área de ofício. No ano passado, o time dependia MUITO do D’Alessandro porque os volantes não tinham qualidade na saída. Se ele jogava, ótimo! Quando fora, mal em campo ou marcado demais, a coisa desandava. Em 2014, o time só consegue fluir quando Aránguiz está a disposição, uma vez que sua postura de recomposição e fator surpresa preencha a lacuna do meio-campo TOTALMENTE perdido sem ele.

Uma peça... toda uma dependência tática!

Ontem, contra o Corinthians, este garoto João Afonso “tentou” substituir o chileno. Horrível! Mas não é culpa dele porque exigir do atleta o que não tem qualidade para fazer é o erro. Aos 35 minutos do primeiro tempo teve de ser substituído! Já tinha amarelo, mereceu ser expulso em falta cometida depois da advertência que sofreu e permitiu que Jadson desfilasse no campo de defesa Colorado, jogando como queria. Foram dois gols em 10 minutos AO NATURAL, lembrando aquele Brasil x Alemanha na semifinal da Copa. O time corintiano reduziu, Mano Menezes não insistiu e por pouco não se complicou. O gol de Winck foi tarde demais e não havia mais tempo para empatar.
Petros anulou D’Alessandro, A. Patrick só joga com a bola no pé e a falta sentida por Alex fica mais forte ainda porque J. Henrique está lento demais.
 
Corintianos festejam primeira vitória em casa! Sem Aránguiz, time Colorado não tem recomposição defensiva

Tem que ficar claro! Os paulistas não golearam porque respeitaram DEMAIS o time gaúcho. Sem meio-campo, dependentes exclusivamente de um único jogador, o Inter 2014 tem um enredo tático diferente daquele de 2013, mas grupo que não tem substituto a altura da peça mais importante fica pelo caminho. Essa maldita dependência de um único jogador já foi sentida... se repete... com sofrimento igual fim de novela, contudo, esta prevê um desfecho sem final feliz.

Pitacos:
 
- J. Henrique erra tudo que tenta!
- Juan precisa fazer jus ao que ganha;
- A dupla de zaga do Inter só bate cabeça;
- Muito Bom Senso FC, palpite em Seleção Sr. Juan... falta resolver o “seu” aqui primeiro;
- Willians desarma como um monstro;
- Sem Aránguiz ao seu lado para se “livrar” da bola, não consegue acertar um passe sequer;
- R. Moura teve uma única chance;
- O centroavante precisa de volume, mas não pode perder um gol cara a cara como aquele que deixou de marcar quando o placar estava zerado;
- W. Silva tomou o lugar de Gilberto no time titular;
- Ele é melhor?
- Pode ser um pouco mais rápido, mas o garoto tem melhor força física;
- O certo é que, igualmente Fabrício, nenhum desses laterais resolve;
- Paciência?
- Este campeonato não permite paciência e depois de tanto tempo “treinando” em um resort de luxo no litoral catarinense, o “mínimo” que se esperava era atitude de time grande;
- Por isso comentei aqui: Um Inter que preocupa!

Saudações Coloradas
 
Imagens: Portal ClicRBS

terça-feira, 15 de julho de 2014

Um Inter que preocupa

Time gaúcho retoma o Brasileirão, mas desconfiança impera

Os assuntos internos de um time de futebol profissional, em sua maioria, não são publicados. Muito do que se sabe, ainda, é rebuscado e dificilmente corresponde a verdade plena. Mas por tudo que se viu na intertemporada Colorada, não nos parece que o grupo chega na “ponta dos cascos” para a sequencia das competições nacionais de segundo semestre. Brigas, deficiência técnica, enfim, muito a questionar.

Maior parte da preparação Colorada foi em Santa Catarina

As derrotas para Metropolitano e Novo Hamburgo foram justificadas pelas mais variadas razões. Francamente, um Clube do tamanho do Inter, não pode sequer cogitar em empatar um jogo para times como este, nem que escale reservas por 90 minutos e dispute a partida em um pasto. Não é uma questão de menosprezo, mas sim de entender que pela estrutura e toda a grana que rola no Beira-Rio, estes resultados são inadmissíveis.
Xingar? Pode...
Empurrar? Também pode...

Derrotas para times infinitamente inferiores, agressão em treino, jogador falando de Seleção e Bom Senso o tempo todo, especulações... deixam o Colorado com a "pulga atrás da orelha"

Dar soco é inaceitável! D’Alessandro agrediu Willians em um treino. Quem joga ou jogou bola, quem dirigiu uma equipe como treinador ou um Clube como dirigente, entende perfeitamente o que estou dizendo. O gringo errou e já temos a segunda briga de treino no ano envolvendo Willians. A primeira foi com Fabrício.
C. Aránguiz foi um dos destaques da Copa do Mundo pelo Chile, mas não está à disposição para quinta-feira. Aliás, antes mesmo da parada para o Mundial, o Colorado dependia muito dele para realizar partidas convincentes.

Aránguiz dependência?

Juan continua aparecendo mais na imprensa pelos assuntos relacionados ao Bom Senso FC e pelas críticas à seleção do que por sua participação como atleta do Internacional. A defesa continua devendo e não é de hoje! É claro que cada classe tem o direito e o dever de lutar por seus direitos. Na qualidade de ex-jogador da Seleção Brasileira, nada mais justo também que emitir alguma opinião a respeito. Mas em time que gera “desconfiança”, com uma folha salarial milionária, o torcedor (principalmente o associado) quer ver o atleta “em primeiro lugar” dando resultado em campo, depois aparecendo por opiniões acerca de assuntos do seu sindicato ou de cronista esportivo.

Juan é destaque na mídia por todos os motivos... menos por causa do Inter

A última situação que merece destaque também está na saída de Felipão do comando técnico do time principal da CBF. Especialistas apontam, entre outros nomes, Abel Braga como candidato a esta vaga na Seleção.
Por fim, a tragédia com Fernandão deixou um gosto triste e amargo para todos que defendem e amam a instituição Colorada. O torcedor está de luto e há muito tempo clama por uma conquista nacional. Tudo isso somado aos motivos acima expostos deixam o torcedor apreensivo, preocupado, ressabiado. O único jeito de apagar essa impressão é saindo bem nesse brasileirão com vitória diante o Corinthians, afastando por uma vez por de todas, qualquer possibilidade de crise.

Saudações Coloradas

Imagens: Lancenet e Globo.com

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alemanha tetracampeã mundial de futebol

Copa do Mundo premiou o melhor

Alemanha e Argentina não fizeram um jogo histórico pela emoção da partida, ela ficou registrada pela proposta tática muito bem executada por ambos, principalmente pelo selecionado argentino que, tivesse sido campeão, não teria sido injusto. Aliás, no 0 x 0 que levou o desempate para a prorrogação, os “hermanos” criaram mais chances que os alemães. O castigo veio na segunda metade do tempo extra. Com um gol de Mario Gotze, a Alemanha levanta a taça 24 anos depois, se consagrando tetracampeã.

Autoridades entregam a taça ao capitão alemão

Tal qual fez a Argélia, o time argentino começou a partida fechado, com duas linhas de quatro. Justamente a sugestão que fizemos aqui no Blog antes do vexame brasileiro na semifinal. Bem postado, a Argentina saía para o jogo em contra-ataques velozes. Di Maria fez falta, contudo, os gols perdidos por Higuaín, Messi e Palácios comprometeram os planos de Sabella.

Messi não conseguiu ajudar seu time levantar a tão sonhada taça

A Alemanha não surpreendeu, foi aquilo que todos esperavam desde a primeira partida. O adversário da final conhecia seu ponto fraco e não bateu o favoritismo alemão porque seus atacantes foram incompetentes nos arremates. A equipe de Joachim Löw criou também, menos, mas criou. Em lance de bola parada a pelota bateu na trave e, em outra tentativa, o goleiro argentino foi feliz.
Em um contexto geral, venceu o melhor! A Alemanha foi a equipe mais completa do Mundial levantando a taça com todos os méritos. O que não podemos esquecer é que a Argentina foi melhor na final, logo a os Alemães tem sim superioridade, mas não em caráter absoluto ao ponto de concluirmos serem invencíveis e perfeitos, como parte da mídia tende a falar. 

Mario Gotze entrou no jogo para entrar na história!

Como os argentinos souberam trabalhar contra o toque de bola alemão, cercando sem a posse de bola e saindo rápido, o treinador está de parabéns porque soube enxergar o que nós brasileiros não vimos. 

Pitacos:

- Messi ganhou o título de melhor da Copa;
- Antes dele apontaria vários outros como Schweinsteiger e Robben;
- Messi teve a chance de se tornar um expoente nacional, mas perdeu a oportunidade;
- Sem história em um Clube local, para se tornar um Ronaldo ou um Romário da Argentina, um título na Copa do Mundo é fundamental;
- Quatro vezes eleito melhor do Mundo, multicampeão no Barcelona, Messi tem talento inconteste, mas lhe falta o auge que apenas uma taça Fifa de seleções coroa;
- O Brasil se despediu de forma melancolica;
- Os dois primeiros gols holandeses foram contestáveis, contudo, tivessem sido anulados a derrota era inevitável;
- Tiraram o pé igual fez a Alemanha no segundo tempo, senão era outra goleada ainda mais elástica;
- Uma pena que esta geração da Holanda não tenha sido premiada com o inédito título Mundial;
- Aliás, a própria Alemanha campeã, a Holanda, a Itália, a Espanha e Portugal devem passar por reformulações;
- Jogadores titulares com idade avançada não devem estar na próxima Copa;
- França, Inglaterra e Brasil devem ter muita gente deste mundial em mais uma ou até duas edições;
- Já a Argentina será um novo “meio time”. Teria Messi uma terceira chance daqui quatro anos?

Saudações Brasileiras

Imagens: Portal Ponta Grossa, EBC e Independent

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Brasil 1 x 7 Alemanha

A maior vergonha da história do futebol brasileiro

Falar agora é fácil! Muitos chegam ao extremo de misturar o resultado de ontem com assuntos políticos (falarei disso ao final). Prefiro, em primeiro momento, me ater ao critério técnico e esportivo. Explicar o inexplicável, argumentar contra ou à favor de algo inimaginavelmente possível é tão difícil que qualquer “entendedor” dos assuntos da bola pode se perder nas palavras. Mas vamos “ao menos” tentar tecer uma crítica...
 
Vexame!

A construção desta seleção começou há muito tempo, quando Dunga foi demitido e Muricy voltou atrás na decisão de assumir o cargo, dando lugar para Mano Menezes começar o projeto “Copa no Brasil 2014”. Disse aqui no Blog, inclusive, que o treinador do São Paulo, na época do Fluminense, preferiu desistir do “sonho de qualquer técnico de futebol brasileiro” alegando sua fidelidade ao contrato com o clube carioca quando, na verdade, lhe imposto foi pela CBF uma “obrigação” de renovar o grupo. Isso ele não aceitou!
Mano, então, fez este trabalho. Aceitou o cargo com este encargo. Uma passagem tórrida e muito turbulenta pela seleção, perdendo a medalha de ouro na final das Olimpíadas e a protagonizando a desclassificação do time de forma tão precoce na Copa América. Renovação tem disso. Mesmo depois de vencer a Argentina nos pênaltis fora de casa naquela disputa caseira com os “hermanos”, o técnico caiu. Em cima da hora, Felipão assumiu o cargo repetindo tudo aquilo aconteceu no mundial de 2002. Trouxe consigo P. Paixão., C. Parreira, bastante gente de primeira!
 
Vergonha histórica a nível mundial

Como não tínhamos mais o respeito dos adversários, as equipes começaram a encarar o Brasil de igual para igual, sem medo, sem receio. Aproveitando-se disso, Scolari fechou consigo aquele grupo com jogadores jovens (dentro da renovação imposta) com poucas mudanças. Recebeu estes jogadores um pouco mais maduros depois de vários meses comandados por Mano e venceu incontestavelmente a Copa das Confederações em 2013. Felipão apostou todas as suas fichas em Neymar, montando um esquema que não sobrecarregava tanto o garoto, mas lhe dava total liberdade para jogar (e resolver).
Tudo vinha dando certo, o povo abraçou a seleção e, mesmo aos trancos e barrancos, o time chegou nesta semifinal contra a Alemanha. A geração germânica montada em 2006, com experiência adquirida em 2010 sabia que estava no auge vivendo “quem sabe” a última chance de levantar a taça da Copa do Mundo. O Brasil sem Neymar não havia “sequer tentado” outra forma de jogar (um jeito diferente) desde o ingresso de Felipão. Mesmo assim, confiantes, os membros da comissão técnica foram ousados optando por Bernard, visto que a estrela do time estava fora da competição. Reserva em seu time e mesmo sem ritmo, o fator local (jogar em MG) e todo o apelo popular (não havia uma enquete sequer que apontava outro jogador senão Bernard para entrar no time titular) pesaram, logo o jovem atacante recebeu a chance. O meio-campo não teve Willian desde o início e faltava no elenco um jogador “mais maduro” para colocar a bola debaixo do braço para chamar a responsabilidade no momento de desespero.
 
Lágrimas de todo um povo apaixonado por futebol

A partida começou com dois pensamentos distintos: os alemães focados em vencer para ter a última chance de coroar toda esta geração com o título mundial no domingo, os brasileiros pensando em homenagear Neymar, final no Maracanã, clássico contra a Argentina, etc. Não estávamos prontos para a Alemanha, ainda mais saindo perdendo. O gol deles saiu cedo. Até começamos bem, mas depois do segundo gol, a coisa desandou como em uma pelada de futebol jogada na várzea. Os adversários tiraram o pé por clemência, sete saiu barato.
Oscar jogou errado durante a Copa inteira! Quando lhe ofertaram a condição de sair da ponta para atuar no meio, não conseguiu e estava todo “cagado” de novo. As manutenções de Maicon e Fernandinho na equipe foram acertadas, mas os chutões para a frente em ligações diretas era tudo que os alemães precisavam. Jovens, imaturos e sem o cara que “podia” resolver ou fazer algo diferente, bastou esperar. Desconcentrados, tontos, perdidos, foi como pegar um bêbado na rua e dar uma surra. Não tínhamos força de reação, organização, nada!
 
Falta de foco e concentração

Assim, precisamos entender que este 7 x 1 começou ser construído lá atrás, muito antes disso tudo. Dunga resolveu bater de frente com a mídia, faltou inteligência e jogo de cintura para conduzir isso. Outro erro foi impor ao treinador “renovar”, não convocar os melhores igualmente fizeram nos tempos da geração pentacampeã (lá havia qualidade para tal). Isso vai totalmente contra ao conceito de seleção. A imposição da imprensa e a massa de manobra que nos tornamos por faltar de cultura para criar uma opinião própria despregada de vícios, contribuíram e vão contribuir por muito tempo com isso também. Felipão não tinha um “plano B” (não houve tempo de construí-lo). Mano Menezes foi o “boi de piranha” tal qual Luxemburgo também tinha sido em momento anterior assumindo o cargo com esta maldita e tão repetida “obrigação” de renovar um grupo sem poder chamar os melhores. Muricy enxergou isso tudo, muito antes de todos nós e agora se deleita em sua razão.
Em 2002 deu certo, é verdade, mas naquela ocasião Felipão se deu ao luxo de dispensar o Romário, por exemplo, porque tinha em mãos nomes como de R. Gaúcho, R. Fenômeno e Rivaldo no auge para chamar. Sem contar com o então menino Kaká, à disposição dele também. As bases se tornaram fabricantes de atletas “tipo exportação”, então é balela argumentarmos neste momento que o futebol brasileiro regrediu. NADA DISSO! Na verdade os Clubes de futebol se adaptaram ao mercado, primeiro porque a produção de jogadores fortes e aplicados taticamente são as peças mais procuradas lá fora e porque a Lei Pelé extinguiu o passe. As contas precisam ser equilibradas e transformamos nosso esporte paixão nacional em outro, diferente daquele que conhecíamos antes.
O jogo em si representa tudo que estou dizendo! Errou a CBF, errou a legislação, errou Mano Menezes, errou Felipão, erraram os jogadores, errou a imprensa e errou a torcida – TODOS NÓS (que assim como eu) nos deixamos levar pela ilusão de que uma geração em mera formação, com um único destaque individual, poderia levantar a taça. Maracanazzo, Argentina em 90, Paolo Rossi em 82 ou o ataque epilético de Ronaldo em 98, NADA DISSO MAIS soará tão forte depois do pior episódio da história da seleção brasileira.
 
A pior derrota da nossa seleção em todos os tempos

Mudanças virão no futebol? Este é o lado bom? Duvido muito! O mercado ditou as regras e os Clubes precisam dançar conforme a música. Qual o legado então? Ficam as marcas da humilhação, do vexame e da tristeza depois que a estrutura se tornou tão frágil e a formação na base tão previsível (robotizada).
Para quem confunde o esporte com a política, você é um idiota! Aquele que torce à favor para defender a situação ou torce contra pensando na alternância do poder, tenha vergonha na sua cara. Esse pensamento estraga nosso país! Tínhamos TODOS que torcer INDEPENDENTEMENTE disso. Egoístas, partidaristas que só pensam no próprio rabo. Sou brasileiro e mesmo que o resultado de ontem tenha sido essa porcaria, já tinha e tenho meu voto definido antes mesmo do início da Copa do Mundo. Tanto aqueles que estão no poder ou pretendem estar, defendendo ou acusando a seleção para formar opinião, PROVAM com isso que o interesse individual está acima do interesse coletivo. Por isso este país não sai do lugar, ainda mais por estarem certos quando conseguem manobrar a massa com isso. Pelo fim dos conchavos, mudanças de partido e jogos de interesse em todo momento, votemos sem pensar em futebol... isso é só um jogo.
 
Saudações Brasileiras
 
Imagens: Portais R7 e Globo.com

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Brasil 2 x 1 Colômbia

As seleções tradicionais mais competentes da Copa decidem o título mundial

Brasil x Alemanha e Argentina x Holanda! Chegamos na semifinal sem azarões. Equipes surpresas, sensações, ficaram pelo caminho. Restaram escolas de futebol que já começaram a Copa como favoritas. Aliás, desde o início do “mata-mata” nenhuma zebra aconteceu. No jogo contra a Colômbia não foi diferente e o time de Felipão desfilou toda sua supremacia no gramado, conquistando a vitória sem maiores sustos.
 
Fernandinho, em alta, deve seguir no time

A partida começou tensa para os colombianos que não se encontravam em campo. Todo aquele “oba-oba” da mídia que defendia a qualidade e os números de James & Cia no torneio, pesou. O fardo ficou grande demais para eles carregar, ainda mais jogando em nossa casa. O meia adversário, destaque da equipe, até marcou de pênalti no fim, mas durante o jogo estava “todo cagado” (como se diz na gíria da boleiragem). O Brasil, pelo contrário que a crônica especializada registrou, não sentia o “peso” do embate. Muito pelo contrário! Se impôs como um verdadeiro pentacampeão e fez a melhor apresentação da equipe na competição.
Sem dúvida, a grande diferença na mudança da postura da seleção brasileira reside na substituição de D. Alves por Maicon. Mesmo perdendo muito no apoio pela direita, o time ganhou em consistência defensiva. Sem sobrecarregar tanto os volantes, o time melhorou e Marcelo não tinha mais aquela avenida nas costas o tempo inteiro. Paulinho entrou bem, ou melhor, substituiu Fernandinho com relevância sem comprometer a proposta de Scolari na função de 2º homem de meio. Logo, Fernandinho foi deslocado para a função de L. Gustavo (suspenso) como 1º volante e manteve a qualidade no setor.
 
Neymar está fora da Copa do Mundo
 
O Brasil agrediu! 1 x 0 do primeiro tempo saiu barato. Na segunda etapa as coisas se equilibraram um pouco, mas D. Luiz foi magnífico em cobrança de falta ampliando para dar segurança no placar. Como dito antes, James de pênalti diminuiu, nada que tirou o controle da parida das mãos brasileiras que enfrenta a Alemanha sem Neymar e T. Silva por uma vaga na final.

Pitacos:
 
- Zuñiga entrou para quebrar o Neymar em três pedaços;
- Um goleiro que, por exemplo, pula com a bola nas mãos e joelho levantado está se defendendo dos atacantes;
- A jogada do atleta colombiano foi agressão covarde e barata... não tem desculpa;
- No exemplo do goleiro, ele salta frente a frente com o atacante;
- Neymar estava de costas, com a bola na altura do peito... nem falta o árbitro assinalou, uma vergonha;
- Aliás, desde o começo da segunda fase a arbitragem está prejudicando o Brasil;
- Felipão sabe disso... assim como tem consciência que precisa mudar RADICALMENTE seu paradigma tático para amanhã;
- Seu esquema foi montado para Neymar jogar;
- O jogador esteve presente em todos os compromissos da seleção desde que Scolari assumiu o comando técnico do Brasil;
- Neymar não foi magnífico nos dois últimos compromissos, mas estava voando nos demais;
- Agora, o time deve variar com Willian fazendo a armação, ou até Oscar jogando recuado para Bernard entrar na frente;
- Acho difícil Felipão abrir mão do centroavante porque sem uma referência o time perde em profundidade;
- Mas se optar na formação de um losango, a Seleção tem a chance de atuar no 3-5-2;
- Outro problema gigante é o desfalque de T. Silva;
- Dante é um substituto a altura, contudo é sempre complicado mudar um componente da dupla de zaga em uma semifinal de Copa do Mundo;
- Nenhum dos quatro que chegaram para decidir o título foi “absoluto” na competição;
- A Alemanha não é favorita porque o Brasil joga em casa;
- Nossa chance é maior que dos alemães, mesmo sem Neymar;
- Na partida contra a Argélia ficou provado que eles sentem quando marcados ostensivamente;
- O Brasil, com Maicon e L. Gustavo, ocupam os espaços tão bem (ou até melhor) que os argelinos;
- Porém, os africanos não tinham qualidade para definir o jogo em uma bola lá na frente;
- O Brasil tem talento de sobra para isso;
- Fosse este jogo em campo neutro, aí a Alemanha seria favorita. Desta vez, em solo brasileiro, não!
 
Saudações Brasileiras
 
Imagens: Portal Globo.com e Panorama Esportivo