Reflexos da presença de Marcelo e da ausência de Aránguiz
O Grêmio conquistou três importantes pontos contra o ótimo Fluminense. Jogando em casa, a equipe de E. Moreira derrotou os cariocas com um gol de Rodriguinho. Já o Inter apenas empatou com o Criciúma no sul catarinense. O time continua na ponta da tabela, mas desperdiçou uma boa chance de ampliar a vantagem.
Destaques individuais chamaram a atenção na dupla Gre-Nal. Grohe, de repente, tenha sido o maior expoente do futebol brasileiro neste final de semana! Com defesas incríveis o goleiro gremista garantiu o “bicho” da galera. Em relação ao Colorado, o desfalque do chileno C. Aránguiz foi sentida imediatamente. Sem ele, o time foi totalmente burocrático e previsível.
Defesa comparada ao do goleiro inglês N. Banks na Copa de 70
Marcelo destacou-se porque o time do Grêmio está defensivamente vulnerável. Com a nova proposta de sacar um volante e os meias Zé Roberto e Luan, a equipe sobrecarrega demais os homens de contensão, consequentemente, seu goleiro também aparece mais. Contra um grupo qualificado como este do Fluminense, o treinador apostou na recomposição de A. Ruiz, Rodriguinho e Dudu. Assim como em Chapecó, essa formação ficou aquém de uma exibição mais confiável, mas este jeito de jogar vem se mostrando eficiente. Contra a matemática dos três pontos não há argumentos! Em time que se ganha, não se mexe.
Aránguiz foi tão lembrado porque os comandados de Abel Braga foram o mesmo do mesmo a partida inteira. Os laterais são fracos no apoio, os meias foram presas fáceis da marcação adversária e R. Moura ficou isolado demais. O técnico do Inter fez tudo que estava ao seu alcance. Depois publicou um discurso valorizando este ponto (empate) fora de casa, mas um time que possui 75% de posse de bola atuando com três meias merecia mais criatividade. Aránguiz faz no Inter o fator surpresa porque geralmente não é acompanhado pelos homens de ataque quando sobe. Algo semelhante aconteceu no lance de gol do Grêmio. Werley (vindo de trás) chegou sozinho na frente (fator surpresa) para colocar Rodriguinho cara a cara com D. Cavalieri.
Aránguiz foi tão lembrado porque os comandados de Abel Braga foram o mesmo do mesmo a partida inteira. Os laterais são fracos no apoio, os meias foram presas fáceis da marcação adversária e R. Moura ficou isolado demais. O técnico do Inter fez tudo que estava ao seu alcance. Depois publicou um discurso valorizando este ponto (empate) fora de casa, mas um time que possui 75% de posse de bola atuando com três meias merecia mais criatividade. Aránguiz faz no Inter o fator surpresa porque geralmente não é acompanhado pelos homens de ataque quando sobe. Algo semelhante aconteceu no lance de gol do Grêmio. Werley (vindo de trás) chegou sozinho na frente (fator surpresa) para colocar Rodriguinho cara a cara com D. Cavalieri.
Volante Wellington estreou com a camisa do Inter
Fred do Fluminense foi expulso! A. Ruiz percebeu o destempero do atacante da seleção e chegou junto no cara. Experiente que é não poderia ter caído na pilha do garoto, mas acabou acontecendo e gerou um grande prejuízo ao time que poderia até ter empatado. Sem ele ficou mais difícil, logo, méritos para o jogador gremista que soube tirar proveito da situação. Eduardo do Criciúma também foi expulso! O cotovelo no rosto de Alex foi muito bem observado pelo assistente que, avisando o árbitro, aplicou o cartão vermelho. Mas o time gaúcho não soube se valer da superioridade numérica por mais de um tempo de jogo. Mesmo com P. Baier (que não marca) boa parte do tempo em campo, faltou ao Colorado inteligência para se valer desta vantagem. Sem seu fator surpresa (Aránguiz) tentou com Otávio, depois com mais um centroavante e até Valdívia, este já no fim. O Inter até criou, teve chances, mas o número de conclusões, a contar por todos estes fatores, foi muito baixo.
Mudança tática e resultados positivos
Agora o Grêmio enfrenta o Botafogo no A. Jaconi, já o Inter encara o Coxa Branca no Paraná. A missão gremista é bem menos indigesta do que foi esta contra o Fluminense, mas o time precisa acertar a recomposição porque E. Sheik tem qualidade e, se deixar o cara com espaços poderá fazer a diferença. Nem sempre um goleiro tem momentos iluminados como Marcelo teve ontem. O adversário não pode criar tanto na frente da área e pelos lados. Já o Inter tem um desafio parecido como este de Domingo. O Coritiba está muito mal na competição, mas joga em casa e tem um articulador de muita qualidade (mas marca pouco), tudo muito parecido com o Criciúma. Sem Willians e Juan suspensos, precisará encontrar os substitutos para manter a pegada atrás, porém, o resultado dependerá de variações estratégicas na frente. D’Alessandro tem que cair mais pela direita e jogar na passagem do Diogo. O mesmo vale para A. Patrick na esquerda com Fabrício. Mas A. Patrick vai ter que se dedicar um pouco mais do que vem se dedicando! Isso porque D’Alessandro vem buscar muito o jogo e ele (Patrick) precisa encostar mais em Alex sem esquecer de aproximar do Fabrício, dando mais dinâmica. O meia precisa aparecer mais, até porque Alex e D’Alessandro não são mais tão jovens assim para fazer este papel de maneira intensa.
O capitão do time gaúcho se irritou com entrevistas feitas ainda no gramado após o jogo
A grande diferença da dupla Gre-Nal nesta última rodada foi a disposição dos atletas! Se Enderson encontrou eficiência tirando seus dois melhores jogadores do time titular é porque o pessoal que entrou está compensando tudo com muita vontade. Enquanto no Inter de nada adianta curar a síndrome da “D’Ale dependência” e agora se tornar um time comum quando C. Aránguiz não está em campo. A equipe inteira se encostou às progressões dele, ficou acomodada batendo palmas para o esforço do chileno. Então precisamos de movimentação no meio para suprir sua falta, criando as chances que R. Moura necessita para fazer o gol.
Pitacos:
- O problema do Flamengo não era o treinador?
- Azar do Hernane, realmente é triste quando um jogador vem de contusão e se machuca de novo;
- Mas Ganso teve uma tarde daquelas... digna de seus velhos tempos;
- E o que foi a inauguração da Arena Corinthians?
- Mais um episódio fatídico da bola;
- Futebol é cancha!
- O único bicho que morre na véspera é o peru;
- Esqueceram de avisar que o Figueirense tem profissionais e por pior que seja o time merecia mais respeito.
- Azar do Hernane, realmente é triste quando um jogador vem de contusão e se machuca de novo;
- Mas Ganso teve uma tarde daquelas... digna de seus velhos tempos;
- E o que foi a inauguração da Arena Corinthians?
- Mais um episódio fatídico da bola;
- Futebol é cancha!
- O único bicho que morre na véspera é o peru;
- Esqueceram de avisar que o Figueirense tem profissionais e por pior que seja o time merecia mais respeito.
Saudações Coloradas
Imagens: Portais do Inter e do Grêmio na Internet / Globo.com
























