Treinador Colorado dorme no ponto e o Inter perde a chance de voltar ao G-4
Pela segunda vez consecutivamente o técnico Colorado não foi bem, deixando de fazer o que deveria. A leitura de jogo era muito clara, tendo faltado coragem de mudar o time na hora certa. Se assim o fizesse poderia ter matado o jogo.
Contra o Atlético-PR, pautado em “coerência”, preferiu escalar Airton e Willians como titulares. Até meu sobrinho de seis anos sabe que eles NÃO PODEM jogar juntos. Ainda mais no jogo que obrigatoriamente duas modificações seriam necessárias (Alex e Scocco não aguentariam os 90 minutos). Dunga engessou-se sozinho.
Ontem, quando seu time vencia por 1 x 2, poderia ter variado com inteligência sem correr muitos riscos, mas preferiu deixar as coisas simplesmente acontecer e a virada saiu ao natural. Vamos aos detalhes:
O Inter começou dormindo de novo. Foram 15 minutos de soberania carioca. Enquanto o Internacional não passava do meio-campo, o Botafogo chegava “organizado” na frente, levando muito perigo. Uma desatenção generalizada na cobrança de um escanteio pela esquerda de defesa e Vitinho recebe a bola, carregando-a livre de marcação finalizando a gol sem dificuldade alguma. Era defensável, mas o goleiro não foi o maior responsável desta vez. 1 x 0.
A partir deste momento, o time começou jogar. Dominando as ações chegava forte na frente. Com dimensões enormes, o campo do Maracanã favorecia o time. Falta em Scocco perto da área. Jogada dos gringos! D’Alessandro rola a bola e o argentino recém contratado faz seu primeiro gol com a camisa Colorada, um belo chute. Em menos de um minuto depois, Leandro Damião deixa Scocco na cara do gol, eis a virada. 1 x 2.
Dunga questiona a forma de reposição de bola do gandula botafoguense
No fim do primeiro tempo e no início do segundo o time do Botafogo voltou a dominar a partida. No entanto, as chegadas eram “desorganizadas”, sem levar muito perigo à meta de Muriel. Neste momento a marcação estava encaixada, mas Alex vinha muito mal no jogo e sequer aparecia. Igor também sentiu a falta de ritmo. Jorge Henrique, improvisado, fazia as coisas pela lateral direita na base da vontade, sem muita eficiência. Aqui Dunga errou ao se omitir!!!
Na única chance que teve, Leandro Damião foi derrubado na intermediária em um contra-ataque muito rápido. Fatalmente marcaria o terceiro. Esta era a jogada. Esta foi a única chegada veloz no ataque durante toda a segunda etapa, mas precisava de um homem no meio para formar a velocidade na meia com qualidade. Aqui, Alex deveria dar lugar a Kleber. Fabrício poderia se deslocar para a direita e se preocupar exclusivamente com a marcação (uma vez sendo canhoto), dando a Jorge Henrique condições de atuar na posição dele, meio-ataque. O time teria velocidade na saída para o último passe, mas Dunga não fez nada.
Receoso, sem poder contar com nenhum dos três laterais direitos do grupo, preferiu contar com o relógio. Só que futebol é cruel e premia a insistência! Um erro na saída, não uma criação de jogada do adversário (até então totalmente desorganizado), Vitinho coloca Rafael Marques cara a cara com o goleiro Colorado. Ele nada podia fazer a não ser a falta. Pênalti! Seedorf marca, 2 x 2.
Agora a virada seria uma questão de tempo. “Organizado” novamente, mais tranquilo por ter alcançado o empate, o time envolveu o Inter mais uma vez. O nome do jogo (Vitinho) marcou um golaço. 3 x 2.
Jorge Henrique no fim do jogo: Temos que entrar perdendo de um a zero para jogar
Depois da “re”virada, Dunga resolveu substituir Alex. Demorou e foi omisso!!! Mais preocupado com o gandula, o treinador do Inter perdia a chance de matar o jogo. Tá certo que Alex precisa de sequência para obter ritmo, mas uma vitória ontem era providencial.
A sorte acompanha a equipe gaúcha e se esconde do Botafogo. Aos 49 minutos com o tempo estourado, o time Colorado achou um gol de escanteio. 3 x 3.
Um grande jogo, digno de dois times da parte de cima da tabela. Desta vez o Internacional não merecia sair derrotado, porém, se o time continuar perdendo chances de ouro para tomar a frente nesta tabela de classificação, a sorte não resolverá sempre os problemas de Dunga.
Já parabenizei o técnico depois daquela sequencia vitoriosa em quatro partidas seguidamente, mas sou obrigado a questiona-lo agora. Três pontos em doze disputados foi muito pouco.
Saudações Coloradas
Imagens: Globo.com












