sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Dunga pipocou

Treinador Colorado dorme no ponto e o Inter perde a chance de voltar ao G-4
 
Pela segunda vez consecutivamente o técnico Colorado não foi bem, deixando de fazer o que deveria. A leitura de jogo era muito clara, tendo faltado coragem de mudar o time na hora certa. Se assim o fizesse poderia ter matado o jogo.
Contra o Atlético-PR, pautado em “coerência”, preferiu escalar Airton e Willians como titulares. Até meu sobrinho de seis anos sabe que eles NÃO PODEM jogar juntos. Ainda mais no jogo que obrigatoriamente duas modificações seriam necessárias (Alex e Scocco não aguentariam os 90 minutos). Dunga engessou-se sozinho.
Ontem, quando seu time vencia por 1 x 2, poderia ter variado com inteligência sem correr muitos riscos, mas preferiu deixar as coisas simplesmente acontecer e a virada saiu ao natural. Vamos aos detalhes:
O Inter começou dormindo de novo. Foram 15 minutos de soberania carioca. Enquanto o Internacional não passava do meio-campo, o Botafogo chegava “organizado” na frente, levando muito perigo. Uma desatenção generalizada na cobrança de um escanteio pela esquerda de defesa e Vitinho recebe a bola, carregando-a livre de marcação finalizando a gol sem dificuldade alguma. Era defensável, mas o goleiro não foi o maior responsável desta vez. 1 x 0.
A partir deste momento, o time começou jogar. Dominando as ações chegava forte na frente. Com dimensões enormes, o campo do Maracanã favorecia o time. Falta em Scocco perto da área. Jogada dos gringos! D’Alessandro rola a bola e o argentino recém contratado faz seu primeiro gol com a camisa Colorada, um belo chute. Em menos de um minuto depois, Leandro Damião deixa Scocco na cara do gol, eis a virada. 1 x 2.
 
Dunga questiona a forma de reposição de bola do gandula botafoguense
 
No fim do primeiro tempo e no início do segundo o time do Botafogo voltou a dominar a partida. No entanto, as chegadas eram “desorganizadas”, sem levar muito perigo à meta de Muriel. Neste momento a marcação estava encaixada, mas Alex vinha muito mal no jogo e sequer aparecia. Igor também sentiu a falta de ritmo. Jorge Henrique, improvisado, fazia as coisas pela lateral direita na base da vontade, sem muita eficiência. Aqui Dunga errou ao se omitir!!!
Na única chance que teve, Leandro Damião foi derrubado na intermediária em um contra-ataque muito rápido. Fatalmente marcaria o terceiro. Esta era a jogada. Esta foi a única chegada veloz no ataque durante toda a segunda etapa, mas precisava de um homem no meio para formar a velocidade na meia com qualidade. Aqui, Alex deveria dar lugar a Kleber. Fabrício poderia se deslocar para a direita e se preocupar exclusivamente com a marcação (uma vez sendo canhoto), dando a Jorge Henrique condições de atuar na posição dele, meio-ataque. O time teria velocidade na saída para o último passe, mas Dunga não fez nada.
Receoso, sem poder contar com nenhum dos três laterais direitos do grupo, preferiu contar com o relógio. Só que futebol é cruel e premia a insistência! Um erro na saída, não uma criação de jogada do adversário (até então totalmente desorganizado), Vitinho coloca Rafael Marques cara a cara com o goleiro Colorado. Ele nada podia fazer a não ser a falta. Pênalti! Seedorf marca, 2 x 2. 
Agora a virada seria uma questão de tempo. “Organizado” novamente, mais tranquilo por ter alcançado o empate, o time envolveu o Inter mais uma vez. O nome do jogo (Vitinho) marcou um golaço. 3 x 2. 
 
Jorge Henrique no fim do jogo: Temos que entrar perdendo de um a zero para jogar
 
Depois da “re”virada, Dunga resolveu substituir Alex. Demorou e foi omisso!!! Mais preocupado com o gandula, o treinador do Inter perdia a chance de matar o jogo. Tá certo que Alex precisa de sequência para obter ritmo, mas uma vitória ontem era providencial.
A sorte acompanha a equipe gaúcha e se esconde do Botafogo. Aos 49 minutos com o tempo estourado, o time Colorado achou um gol de escanteio. 3 x 3.
Um grande jogo, digno de dois times da parte de cima da tabela. Desta vez o Internacional não merecia sair derrotado, porém, se o time continuar perdendo chances de ouro para tomar a frente nesta tabela de classificação, a sorte não resolverá sempre os problemas de Dunga.
Já parabenizei o técnico depois daquela sequencia vitoriosa em quatro partidas seguidamente, mas sou obrigado a questiona-lo agora. Três pontos em doze disputados foi muito pouco.
 
Saudações Coloradas
 
Imagens: Globo.com

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O efeito Carol Portaluppi

Marketing gremista agradece

Em virtude de um compromisso acadêmico, não pude assistir os jogos de ontem. Ao buscar informações sobre as partidas, em especial o resultado entre Grêmio x Cruzeiro, descobri que o time gaúcho derrotou o líder da competição, que houve uma queda de energia na Arena, dentre outras coisas mais.
Mas o maior destaque da rodada, ao menos em acúmulo de acessos, nem foi nada disso.
Para explicar melhor o objetivo desta reflexão, começo este texto reproduzindo o "Top 5" de matérias mais acessadas no portal Globo.com. Procurando a categoria "esportes", vejam o ranking do dia 22/08 (hoje) às 12:30 hs:

1.º Filha de Renato Gaúcho publica foto com camisa do Grêmio e brinca: ‘Quase morri’
2.º Neymar diz ter recuperado peso e se irrita sobre doença: ‘Ninguém sabe a verdade’
3.º Taekwondo: brasileiras na lista das mais belas levam assédio na esportiva
4.º Com novo visual de R10. Galo bate o Bahia e encerra a seca pós-Libertadores
5.º Após infernizar zaga do Flamengo e marcar belo gol, Walter já mira Libertadores

Filha de Renato Gaúcho, Carolina Portaluppi afirmou que sofreu com o jogo do Grêmio, comandando pelo pai Foto: Reprodução / Instagram

Não sei dizer se na contratação do técnico  Renato haja alguma cláusula contratual atrelada as aparições de sua filha nas redes sociais vestindo a camisa do time e/ou fazendo comentários pessoais sobre as partidas. Até acredito que não tenha mesmo e que ela não é parte interessada, mas se tiver, foi uma baita cartada de Marketing do Grêmio.
A marca do Clube fica em evidência o tempo inteiro, seja nas vitórias ou nas derrotas, desde que a "filha do Renato Gaúcho", é claro, apareça em alguma matéria. O exemplo do Portal Globo.com, um dos mais acessados (senão o mais) do Brasil, comprova o que estou dizendo.
Quanto a questão de "imagem", é outra coisa para discutir separadamente. O importante é confirmar  que o logo gremista está em alta evidência na Internet. Em virtude disso, o alcance extrapola os limites do Rio Grande do Sul atingindo todo o país, é inegável.
O Corinthians, por exemplo, lucrou por demais com a imagem de Ronaldo Fenômeno. Contratos publicitários e outros canais auferiram uma receita imensa ao Clube. Ronaldo é mais que um jogador, é uma celebridade, tal qual Carol também é hoje!
Por isso, reitero que não sei dizer se há relação jurídica da menina com o Clube, mas se não houver vínculo algum, sugiro que a direção gremista abra os olhos, contratando-a como garota propaganda. Na qualidade de funcionária, essas valio$a$ aparições sempre em destaque na Internet valem muito dinheiro, uma alternativa em estratégia de Marketing.
Lembro da recente passagem de Roger Flores pelo Tricolor e do efeito semelhante que sua ex-mulher Deborah Secco provocava nas mídias. Pena que não soube ser aproveitado, nem explorado como poderia.

Na oportunidade, a beldade afirmou ter virado gremista

Seria um bom negócio para ela que me parece gostar bastante dos holofotes, assim como para o Grêmio, cuja logo está atrelada nas recentes postagens da garota nestas redes sociais (Carol + Grêmio). Se as notícias com a menina são mais acessadas na web, em se tratando de esporte, porque não explorar suas aparições em Facebook, Instagram, etc.? 

Saudações Coloradas

Imagens: Globo.com

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Bomba do dia!

Zenit oferece R$ 76 milhões, e Inter aceita vender Damião

Segundo o Portal Terra, a Folha de São Paulo publicou que “o Zenit, da Rússia, fez uma proposta à vista de 25 milhões de euros (R$ 76 milhões) pelo centroavante Leandro Damião, do Internacional. A oferta é maior do que a expectativa da equipe gaúcha, que já aceitou vender o jogador. Um empecilho para a concretização do negócio, porém, é a pedida salarial de Damião, que quer ganhar 500 mil euros (R$ 1,5 milhão) por mês - valor recusado pelos russos”.

Saída de Damião pode estar próxima

Em havendo um acordo salarial entre o Clube Russo e o atleta, a equipe Colorada perde seu melhor jogador. Se restou apenas D’Alessandro (atleta mais importante do elenco), considerando tudo aquilo que já opinei no Blog, entendo que o Internacional deixa “momentaneamente” o status de concorrente pelo título nacional para candidato a vaga de Libertadores em 2014, seja pelo G-4 ou com a conquista da Copa do Brasil.
Scocco não é centroavante de área, Maurides segue contundido e Rafael Moura não tem condições alguma de suprir a saída do Leandro Damião. Sem referência na frente, o ataque passaria a ser composto naturalmente por Scocco e Forlán, jogadores que atuam mais pelo lado/meio. Não acredito que uma formação sem um especialista em gol dentro área possa ser forte o bastante.
Tomara que o acordo não aconteça, até porque o Internacional está com os cofres cheios e muito tempo na fila pelo Brasileirão. Do contrário, a missão de Dunga será muito mais difícil!

Saudações Coloradas

Fonte da foto e da matéria na íntegra: http://esportes.terra.com.br/internacional/jornal-zenit-oferece-r-76-milhoes-e-inter-aceita-vender-damiao,74792ee335770410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A derrota de Dunga e o empate do Inter

Coerência custou caro para o Colorado
 
Se na física é dito que “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar do espaço”, no futebol deveria ter uma Lei parecida: “Willians e Airton não podem jogar juntos no mesmo time”. Não sou contra a escalação de um volante trombador, mas dois ao mesmo tempo tira totalmente a saída de bola de uma equipe. Não é a primeira vez que chamo a atenção disso aqui no Blog.
Josimar, contundido, forçou o treinador Colorado chamar um substituto. Bolatti estava no banco e seria uma tremenda incoerência de Dunga escalá-lo agora. Ele não vinha jogando. O gringo não seria a “salvação”, mas ao menos sabe passar a bola pra frente. Willians e Airton, ao contrário, desarmam muito mais que o volante argentino, mas tem uma limitação gigantesca quando estão com a bola nos pés.
Optou-se pela coerência escalando quem teve sequência no time.
Scocco e Alex começavam um jogo pela primeira vez, logo, não suportariam os 90 minutos. Sobrava assim uma única alteração. A substituição foi forçada na primeira etapa com a lesão de Ednei. Dunga optou pelo óbvio. 
 
Ignácio Scocco é a esperança do Inter para o ataque
 
O Inter “” não perdeu o jogo graças aos valores individuais de sua equipe.
Falando “individualmente” ainda, Juan e Kleber foram responsáveis diretos pelos gols sofridos. No primeiro, o zagueiro Colorado foi muito mole na bola, sofreu o drible e na sequência saiu a jogada de pivô. No segundo, totalmente atrasado no lance, o lateral do Inter tomou um drible que nem um juvenil pode tomar.
Méritos ao Vagner Mancini também! Inteligentíssimo, colocou um atacante em cada lado nas costas dos alas do time gaúcho. Na meia, P. Baier distribuía as jogadas enquanto o resto da equipe se compactava de uma maneira muito positiva.
Willians veio para a cobertura do Ednei depois, mas os visitantes já venciam por 0 x 1.
 
D'Alessandro e Pablo dos Santos protagonizaram o lance mais bizarro da rodada!!!

Apesar do volume, a equipe de Dunga não criava e só empatou graças a uma bola parada. O Atlético-PR esperava os erros de criação (Willians e Airton) para sair em rápidos contragolpes. Perdeu quatro chances claras só na etapa complementar e estava na cara que hora menos hora, guardaria uma.
No segundo tempo, depois de perceber quão era fácil chegar na cara do Muriel, Vagner Mancini colocou um jogador mais enfiado. Na primeira oportunidade dentro da área, Éderson marcou colocando seu time na frente novamente: 1 x 2.
Já no apagar das luzes, depois de perder um gol feito, L. Damião resolveu buscar uma bola no meio-campo. Trabalhou com Otávio que, contando com a sorte do desvio, conseguiu o empate. Final 2 x 2.
O resultado foi injusto; o time paranaense mereceu a vitória. D’Alessandro foi o melhor em campo pelo Inter, mas assim como Kleber, sentiu no fim.
 
Pitacos:
 
- Como era de se esperar, a estreia de Alex foi muito abaixo daquilo que pode render. Teve a bola do jogo nos pés e desperdiçou. Precisa tempo;
- Scocco deve colocar Forlán no banco. Com um pouco mais de preparo pode se tornar titular nesse time;
- Graças a Deus, Airton tomou o terceiro amarelo. Assim, ele e Willians não podem jogar juntos, ao menos na próxima rodada;
- Boa surpresa o Cláudio Winck. Não tem medo e chega bem. Resta ganhar maturidade, mas isso ele consegue jogando;
- Ednei não tem condições de ser titular nesse time;
- R. Alves vai se firmando na posição, apesar de no segundo gol a defesa composta por três jogadores dentro da área estar mal posicionada. O atacante finalizou livre de marcação;
- Dunga foi muito mal ontem e se pretende enaltecer o empate, que o faça em referência aos seus comandados, não por seu “excesso de coerência”;
- O Fluminense parece um remendo de time. Pra piorar, Luxemburgo escala Felipe de titular e deixa Wagner no banco;
- Já a equipe do Flamengo entrou com a faca nos dentes no clássico. Foi melhor o tempo inteiro e mereceu ganhar;
- Baita rodada para o Coritnhians, todos os adversários de cima não marcaram três pontos, só ele;
- Vitória maiúscula do Grêmio também. Não vi o jogo, mas vencer o Bahia fora de casa por 0 x 3 é algo para se comemorar bastante;
- Havia falado aqui do perigo que era esse clássico diante a Portuguesa para o São Paulo agora e meio desta crise; mas “ainda” acho que não cai.
 
Saudações Coloradas
 
Imagens: Portal Globo.com

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Oportunismo meu?

Opiniões de especialistas não absolvem Renato pela derrota diante o Coxa Branca em casa
 
Muito oportunismo de minha parte sim... sei disso. Mas vamos lá, EU AVISEI aqui mesmo no Blog e não foi ontem. Já faz tempo! Leiam os comentários abaixo, prefiro nem falar nada do jogo diante o Coritiba sem Alex.
 
Registro apenas as opiniões de alguns "especialistas": 
 
"Renato que, diga-se, foi mal também. Cento e sessenta e sete volantes, eu contei. O time que NUNCA foi muito criativo e agudo (nem com o Zé), ficou mais previsível que um semáforo ESTRAGADO. Sabíamos que não ia acontecer nada. O pobre do Adriano, que foi mal sim, tinha que armar o time. Aí não dá. A bola não chega no ataque assim" Lucas Von (Blog Imortal Tricolor do Globo.com)
"Não se faz time sem meio-campo" Diogo Olivier (Opinião do Clic RBS)
"Contra o Coritiba, a expectativa era se o treinador manteria o 3.5.2 ou voltaria ao 4.4.2 de dois meias e dois volantes. Nem isso, nem aquilo. O técnico gremista fez entrar um terceiro volante ao invés de um terceiro zagueiro. Adriano, Souza e Riveros, Elano de armador. Do outro lado, mesmo sem o cérebro, Alex, o Coritiba também teve três zagueiros, mas um volante só. Do meio para a frente, Lincoln, Robinho, Geraldo e David" Maurício Saraiva (Blog Vida Real)
 
Direção e jogadores isentam Renato pela derrota. Mas até quando?
 
"Este novo Renato talvez seja demasiadamente cauteloso. Por mudança de comportamento ou falta de peças, não sei. Foi de 3-5-2 no Gre-Nal, jogando pelo empate. Ontem, contra o Coritiba, começou com três volantes. Nem empate arrumou. Levou 1 a 0" Hiltor Monbach (Correio do Povo)
"Por que Renato optou por jogar com três volantes? Medo? Atração irresistível por uma retranca amiga? Ou por demasiado respeito pelos medalhões do time? O empate poderia ter saído nos minutos finais do jogo, mas aí sobrou pressa e faltou sorte" Wianey Carlet (Opinião Clic RBS)
 
Carol, filha do treinador gremista e torcedora ilustre, continua apoiando seu pai!
 
"O time não tem padrão de jogo, não tem um time definido, cria muito pouco e amarga uma posição de meio da tabela. Renato, ídolo da torcida, conhecedor de futebol, jogador que sempre foi atacante decisivo, se apresenta agora num estilo Celso Roth em inicio de carreira" Paulo Brito (Blog Feito!)
"Nunca se viu tanta ruindade individual e coletiva como ontem. Mas o Renato deve continuar dizendo que o campeonato está recém começando. Eu alerto o Renato de que o campeonato, para o Grêmio, está terminando" Paulo Sant'Ana (Opinião Clic RBS)
 
Pitaco:
 
- Acho que o Grêmio poderia mais se tivesse trazido Muricy Ramalho ou outro técnico com mais "currículo" (não como jogador, sim como treinador), e que não estivesse tanto tempo fora do meio.
 
Saudações Coloradas
 
Imagens Portal Globo.com

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

R. Ceni e a crise do São Paulo

Ingerência ou não?
 
O assunto é complexo! No Inter algo semelhante existiu na passagem de Fernandão pelo Clube e vamos usar isso como exemplo.
Ídolos do torcedor com qualidade inconteste! Campeões, vencedores com passagens importantes em seus times. Comum entre eles, a politização, uma cultura diferenciada, noção de engajamento e, espírito de liderança.
No Colorado, Fernandão surpreendeu todos quando rescindiu. Foi para o exterior e, ao retornar, não teve um convite formal da cúpula diretiva da equipe gaúcha para voltar "como atleta". Acabou passando por outros times do Brasil antes da aposentadoria sem esconder seu descontentamento com o Inter.
Retornou  depois, na condição de dirigente. Com a saída do então treinador (de cuja demissão muitos dão por conta de pressão do próprio Fernandão), assumia a condição de técnico do time.
Nada deu certo e sua saída foi quase instantânea. O resultado imediato não agradou ninguém.
Muitas vezes estes líderes criam “poderes” que extrapolam as quatro linhas do gramado. Um líder nato, aclamado pelo torcedor, acaba voltando essas coisas ao seu favor, é natural.
Eles são necessários também... lembro que para conquistar vitórias, é necessário um engajamento geral de todos (atleta, comissão técnica, etc.) em um único objetivo. Líderes são fundamentais neste processo, mas há ressalvas.
 
Depois do exemplo, vamos falar do São Paulo FC, falando um pouco de R. Ceni e a crise atual no Clube!
 
Quando interesses individuais extrapolam os coletivos, a “maionese desanda”, literalmente! No São Paulo há um descontentamento geral com um vestiário rachado tem muito tempo.
Ney Franco foi contratado e o Clube conquistou um grande título depois de um longo tempo na fila. Para a história do São Paulo, três ou quatro anos sem uma taça é uma eternidade, diga-se de passagem. Mas Ney quis “mandar” no comando técnico e não conseguiu dar sequencia.
Se está bom para o Rogério, este profissional vai bem. Se não, se chega um profissional que ele não concorda, a tendência é ser minado” disse o ex-treinador São Paulino. Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2013/08/ney-franco-rompe-silencio-e-acusa-rogerio-ceni-de-minar-ganso-e-lucio.html
Rogério Ceni, o centro da polêmica levantada na entrevista concedida por Ney Franco

Esse tipo de situação, de repente, Fernando Carvalho quis evitar ao não trazer Fernandão de volta como jogador naquela oportunidade, mas depois tendo voltado, ocupando outro cargo, o resultado todos nós conhecemos.
Outro aspecto importante é a vontade individual de alguns atletas, falando especificadamente do grupo são-paulino, muitas vezes acima dos interesses do Clube.
L. Fabiano, por exemplo, voltou declarando amor ao Clube blá-blá-blá. Tratou lesões. Depois não correspondeu e ficou chateado.
Por quê?
Simples. Havia uma proposta para ele sair, mas o Clube não liberou.
Peraí!?
Se o cara vem machucado, trata a contusão, percebe altos salários no período, tudo em um esforço gigantesco do São Paulo FC de recondicioná-lo, esperando uma resposta dentro de campo, para depois o “amor” todo se acabar por causa de uma proposta milionária de um time do exterior? Justamente agora que a lesão cicatrizou?
E o investimento em tempo e dinheiro em cima dele? Isso ninguém fala e preferem fritar a direção!
 
L. Fabiano não correspondeu o investimento ainda
 
E o que dizer do Lúcio então? Não guarda posição, faz escarcéu quando é substituído e não se enquadra em padrão tático algum. Para quem olha de fora, está faltando humildade ao ex-defensor Colorado. Por sua biografia, ele merecia terminar a carreira com maiores pompas, não com pirraças.
Eis então o problema do São Paulo! Ingerência e grupo rachado por questões totalmente conflitantes com os interesses do Clube.
Olhem a entrevista do Souza, ex-São Paulo: “Já vi Rogério voltar de jogo, no intervalo, e falar: ‘Vamos fazer isso e isso’, diferente do que o técnico tinha falado, e nós fazíamos. Porque a gente sabia que, se fizesse o que ele queria, ganhava o jogo. Sei que vai dar polêmica, mas é verdade” Fonte http://www.lancenet.com.br/sao-paulo/Ceni-treinador-Ex-companheiro-mandava-tecnico_0_968903285.html#ixzz2bCm2nXQl
Não estou questionando a qualidade do Rogério Ceni, seja como jogador ou entendedor de futebol. Estamos sugerindo um debate que vai além. “Até onde” os reflexos de uma liderança e idolatria reservada a um jogador são positivos?
Pra mim, profissionais do futebol precisam entender ser muito raro conseguir vencer em mais de uma função na carreira. Jogador, Técnico, Dirigente, Árbitro, Procurador de Atleta, Olheiro, Repórter e Comentarista são funções muito diferentes umas das outras. Em comum somente a bola. Algumas dependem de dom, outras de estudo e para as demais, muita experiência acumulada.
Mesclando estes pontos, uma pessoa até pode ter sucesso em uma, duas e até três destas profissões, mas nem sempre acontece e a frustração se aviva. Uma imagem construída, uma história tão bem desenhada, acaba manchada pela falta de percepção destas pessoas quando resolvem trocar aquilo que sabem fazer de melhor por outra, achando estar pronto e plenamente apto para isso.
Claro, R. Ceni pode se tornar um grande técnico de futebol, um bom dirigente, sei lá. Poderia agenciar jogadores ou trabalhar na imprensa com sucesso também, mas o fato de ter empilhado títulos no São Paulo e ter sido tão vitorioso na carreira dele, não lhe condicionam necessariamente sucesso em uma nova empreitada.
A torcida precisa entender isso e a direção impor gerência.
Nada mais justo que encerrar este longo texto com um jargão popular: “cada macaco no seu galho”.

Saudações Coloradas
 
Imagens: Portal Brazilianfoot

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Gre-Nal da arbitragem

Clássico termina empatado
 
Polêmica!
Quando Internacional e Grêmio se enfrentam dificilmente temos um jogo normal. Pode ser em qualquer circunstância, a rivalidade somada ao entorno de toda essa tradição proporcionam um espetáculo atípico, cheio de alternativas e emoções.
O jogo em si não foi bom, principalmente pelo segundo tempo. Dunga e Renato se preocuparam mais em não “levar” do que “fazer” o gol. Amarrado, travado e brigado, o embate de ontem acabou em resultado justo: 1 x 1.
Não podemos deixar de registrar a arbitragem desastrosa do trio comandado por Fabrício N. Corrêa. Apesar da carreira promissora, o jovem árbitro se deixou levar pela pressão, infelizmente. Não sei se ele estava pronto para encarar um compromisso tão importante. Havendo profissionais mais experientes e gabaritados no quadro da FGF, achei que a comissão de arbitragem se precipitou em escalá-lo para o Gre-Nal 397.
 
Leandro Damião fez uma boa apresentação, tendo marcado o gol de empate inclusive

As marcações capitais são os motivos do debate entre os especialistas neste pós-clássico, mas depois de falar disso, algo importante também precisa ser analisado. 
O pênalti é discutível, mas acho que o Kleber teve mais méritos em saber cavar a falta dentro da área do que demérito do árbitro em assinalá-la. 
A não expulsão de Adriano foi a maior “amarelada” do Sr. Fabrício. Como a partida estava apenas no primeiro tempo, o juiz não quis protagonizar uma vantagem Colorada. Com um a mais desde cedo, o time vermelho teria todas as condições de dominar o adversário pela supremacia de jogadores na cancha. 
O lance de expulsão do J. Henrique, já “amarelado”, foi marcado corretamente. Há quem diga que Barcos se jogou e que o primeiro cartão do lateral “improvisado” não devia ter sido assinalado.
Depois foram expulsos Fabrício e Werley em lances de pura interpretação. Creio que AMBOS não mereciam o cartão vermelho. Fabrício, me parece, não tenta agredir seu adversário. Werley foi expulso unicamente por conta da pressão feita pelos Colorados. 
 
Fabrício N. Corrêa, o destaque "negativo" do Gre-Nal 397

Apesar de tudo isso, o que mais me chamou a atenção nem foram estes lances capitais e sim a falta de critério nas marcações do Sr. Fabrício N. Corrêa durante todo o jogo. Como se diz no popular, o juiz foi muito “caseiro”, minando a partida do início ao fim!
Também não podemos ser cegos e entender que o árbitro foi responsável direto pelo resultado. Em minha opinião o Inter tinha um pequeno favoritismo por conta dos desfalques gremistas. Não souberam os comandados de Dunga aproveitar esse fator e nem a cautela de Renato que entrou em campo com três zagueiros.
No fim tudo ficou de bom tamanho para ambos. Sem seu principal jogador o Grêmio não perdeu em casa no primeiro clássico da Arena e o Inter volta ao G-4.
Renato e D’Alessandro foram os coadjuvantes, atores secundários em destaque ofuscados pela péssima arbitragem de Fabrício N. Corrêa. 
 
A voluntariedade e a dedicação de Kleber chamaram a atenção

O primeiro por ter sacado Adriano ainda no primeiro tempo, A expulsão era iminente, até porque depois de duas “amareladas” do juiz, não creio que ele escaparia de uma terceira. 
Já o segundo é destaque pela malandragem típica do futebol sul-americano. Perdido na pressão da Arena e puxando o tempo inteiro para os donos da casa, “Cabezón” como de costume pressionou o árbitro, bateu de frente com os adversários em campo e até contra o treinador gremista. As coisas “” não foram piores porque o capitão do Inter sabe como poucos jogar este clássico. Suas declarações logo na saída do gramado vão ao encontro disso também.
 
Pitacos:
 
- Dunga entendeu que o momento é de R. Alves, apesar de toda a história de Índio com o Gre-Nal;
- Alguém aí avisa o Atlético-MG que a Libertadores acabou! Não pode um campeão da América tomar três do Flamengo;
- Bastou Alex desfalcar o Coxa e adeus invencibilidade;
- Cruzeiro e Botafogo lideram, mas a crônica especializada do centro do país aponta o Corinthians como o grande favorito ao título;
- Realmente o time de Parque São Jorge tem o melhor elenco do Brasileirão;
- Com jogos antecipados, o São Paulo volta na zona de rebaixamento bem num clássico “perigoso” diante a Lusa;
- Não creio que o Tricolor Paulista e o Galo Mineiro sejam rebaixados;
- Surpreende positivamente a campanha da dupla Ba-Vi. Quando equipes deste porte se destacam, um gigante de nosso futebol pode acabar caindo. Abre o olho Santos, Vasco e Flamengo!
- A mulher do Osvaldo de Oliveira chutou o balde literalmente! Atriz que é, pode ter feito isso para se promover na carreira, não sei ao certo;
- Sei apenas que não haverá clima para o atual treinador do Botafogo permanecer no Clube por muito tempo;
- A fase de Fred é ruim? Não, pra mim ele está sem foco e em breve muitos entenderão porque digo isso. Somamos o momento de Fred, a demora na demissão do Abel, os problemas externos de administração e as saídas de W. Nem e T. Neves do Fluminense. Qual o resultado? Pouquíssimas chances de Luxa levar este time ao título;
- A preocupação pré-clássico não se consumou e os incidentes nem foram perceptíveis. Parabéns às torcidas e a campanha de conscientização dos Clubes.
 
Saudações Coloradas
 
Imagens: Site do Inter, Portal Zero Hora e Uol Esportes