ARBITRAGEM
Eu já sabia que o
jogo com o Bahia de Caio Júnior seria difícil. Caio Júnior não
serviu para o Grêmio, mas a exemplo do Vagner Mancini, sempre quando
vem para jogar no Olímpico, representando outras equipes, costuma dar
trabalho. Tivemos uma ajudinha
da arbitragem e todo mundo vai lembrar disso. O São Paulo também
ganhou com um gol em impedimento. O Fluminense com pelo menos um
gol duvidoso. Mas ninguém lembra disso. A imprensa vermelha do Rio
Grande do Sul pontuou que o Grêmio jogou mal e só venceu porque
teve muitos erros da arbitragem, ajudando o tricolor gaúcho.
Que seja! Quantas
vezes já fomos prejudicados pela arbitragem? Esqueceram que o
tricolor foi prejudicado pela arbitragem contra Vasco, Santos e até
mesmo Atlético-MG. Na Sul-Americana, em condições normais do campo, o Grêmio seria capaz de golear o time paranaense. O árbitro deu condições de jogo e isso foi ruim para o dono da casa. Hoje foi o dia dela estar a nosso favor! Esses
comentaristas esportivos, com a camisa do Inter por baixo do
uniforme, são uns hipócritas! Se os árbitros nos prejudicam quando
jogamos contra os times do centro do país, por que berrar tanto no
microfone quando erram a nosso favor contra os times pequenos? Os
erros, a favor ou contra, são inadmissíveis, é claro! Mas por que
esse excesso de senso de justiça quando as coisas acontecem com o
Grêmio?
PALMEIRAS E CORITIBA
Duas curiosidades
nessa rodada: o timeco do Palmeiras, que gastou todas as suas fichas
na Copa do Brasil, perdeu para o Inter e luta para não ser rebaixado
no Brasileiro; e o limitado Coritiba, que perdeu para o Fluminense.
Alheio a nossas limitações no elenco, por que será que Palmeiras e
Coritiba jogam com tanto ímpeto quando enfrentam o Grêmio, e abrem
as pernas quando enfrentam outras equipes?
Felipão gosta de
vencer o time que ele se diz torcedor; já o Coritiba entende qualquer
confronto com o Grêmio com grande rivalidade regional. Quando
enfrentam o Inter ou outros times, jogam como bonecas, como foi o caso
dessa rodada. Os dois times,
quando jogam contra o Grêmio, jogam como se fosse uma final de Copa
do Mundo. E por isso que o Acioli achou que o Grêmio jogou tudo que
podia na Sulamericana. Mas se enganou, porque não foi o Grêmio que
jogou como uma final, mas o Coxa que quando enfrenta o Grêmio tenta se
superar, obrigando o Grêmio a correr mais. Já passou, mas derrotas para Palmeiras e Coritiba, são inadmissíveis, e ainda estão entaladas na garganta dos gremistas.
Depois dessa rodada,
creio que já se define os prováveis candidatos ao título. E esses
candidatos são aquelas equipes que possuem um elenco mais
equilibrado evidentemente, com jogadores de qualidade na reposição,
como é o caso do Fluminense, do nosso maior rival, Internacional,
além do Atlético-MG e Vasco da Gama. De início, tive minhas dúvidas sobre o time
mineiro e o tricolor carioca. Mas agora não há dúvida que não vão
sair lá da frente. O Inter mostrou sua
força pelo fato de ter superado a ausência de alguns titulares
importantes como Oscar e Damião, além de alguns jogadores "bichados" como o D'Alessandro e o Dátolo. Agregou alguns
bons jogadores da base com os reforços que vieram de fora, como
Ygor, Juan e Forlán.
Quanto ao Grêmio, a
estratégia é jogar com as duas possibilidades, a única vaga na
Sulamericana ou a vaga no G4. Sem prioridades. As duas levam à
Libertadores.
O
Grêmio parece vencer com muitas dificuldades, ainda jogando no
limite das suas forças. Corremos por fora. Taticamente o Grêmio
está ficando muito previsível. Luxemburgo tem que buscar outras
soluções. Elas podem surgir com os retornos de Julho Cesar e
Bertoglio. Isso se o Luxa estiver afim de mudar o esquema. Julho
César é um jogador importante porque sem ele o Grêmio perdeu uma
jogada de qualidade pela esquerda, a tradicional jogada de linha de
fundo. O argentino é uma alternativa do meio para ataque, saindo em
velocidade, quando o adversário pressiona.
Fluminense, Atlético, Vasco e Internacional são os favoritos. Grêmio é zebra.






