A SELEÇÃO
O time do Brasil é hoje, em sua nova versão, metade verde-amarelo, metade colorado. Primeiro, o comandante Mano Menezes que é cria do Beira-Rio, embora tenha se projetado para o futebol, a partir de seu bom trabalho no Estádio Olímpico. Entre os jogadores, temos Pato e Sandro, revelados na base colorada. Oscar, Giuliano e Leandro Damião, não são oriundos da base, como pensou a mente embaralhada de Galvão. São jogadores "projetados" no Beira-Rio e vestem, digamos assim, por baixo da amarelinha, as cores do Internacional.
De todos, o único que pode ser preservado de críticas, talvez, seja o Oscar. Os demais, começando pelo treinador, são questionáveis.
O Brasil em sua versão colorada, embora jogue bonito, ainda é fraco. E não adianta os brasileiros se justificarem dizendo que o diferencial foi o Messi. A nova geração do futebol brasileiro, composta pelo trio, Neymar-Oscar-Lucas ou Hulk-Pato-Damião é uma geração degenerada em relação a era dos "Ronaldos". Podemos falar o que quizermos do gordo e do irmão do "leiloeiro" Assis, mas esses jogadores que vestem a camisa do Brasil, atualmente, tem muita bola para jogar, até chegar onde Ronaldo Nazário e Ronaldo de Assis chegaram.
O GRÊMIO
Escrevo isso às vesperas do confronto, mas o Grêmio cravará certamente mais três pontos, aproveitando-se do time reserva do Corínthians. Nada mais justo. O Corínthians da volta, no segundo turno, não será o mesmo, mas até lá o tricolor também estará reforçado. A era dos pontos corridos não é a praia nem do Grêmio nem do Inter. O Grêmio só viveu de mata-mata e o Inter de eternos "vices".
Um dos dois tem que quebrar esse paradigma.
A ansiedade pela Copa do Brasil pode ser perigosa. O Palmeiras, adversário da semi, demonstra intranquilidade e fraqueza. Isso significa que o Grêmio é favorito? De forma alguma. Isso pode ser perigoso. Sabemos como Luis Felipe mobiliza bem as suas equipes, nas piores situações. Palmeiras tem tradição e um resultado positivo sobre o Grêmio o tiraria da crise.
Desde a saída de Luis Felipe, o Grêmio viveu de apostas como técnico, sem contratar um treinador experiente e vencedor para o comando do time. Poucas vezes, o tricolor se arriscou em contratar técnicos de ponta do futebol brasileiro. O Antonio Lopes em 2000 e o Paulo Autuori em 2009, talvez, foram os nomes de maior peso. Os que sucederam Felipão, Evaristo de Macedo (1997) e Sebastião Lazaroni (1999), não podem ser considerados treinadores de renome. Quanto ao nome de Celso Roth, esse foi um caso à parte, não só para o Grêmio quanto para o Inter. O Leão que dirigiu o Grêmio de 2000, ainda não estava entre os melhores do futebol brasileiro.
No mais, tivemos apostas em ex-jogadores, muitos deles consagrados com a camisa tricolor, mas que queimaram seu nome a frente da comissão técnica. Entre esses nomes, estão Edinho (1998), Leão (2000) Adilson Baptista (2003-2004), Cuca (2004), Hugo Deleon (2005), Silas e Renato (2010) e Caio Jr (2012).
Como os ex-jogadores falharam, houve tentativas com treinadores oriundos do interior, casos como o de Tite, Nestor Simionatto, Mano Menezes e Julinho Camargo. Tite e Mano Menezes se consagraram para o mundo do futebol no Grêmio. Mas não podemos dizer que ambos foram grandes vencedores no Olímpico. Tite foi bem em 2001, mas perdeu a Libertadores no ano seguinte, sucumbindo com o time, quase rebaixado em 2003. Em 2007, Mano Menezes perdeu uma Libertadores dentro do Olímpico, e, por fim, não conseguiu chegar ao G4 no Brasileirão.
A diretoria tricolor demorou muito tempo para investir numa grande contratação a frente da comissão técnica. Só em 2012, com a chegada de Luxemburgo, podemos afirmar que a diretoria passou a perceber a importância de um nome como treinador, deixando de lado as apostas em ex-ídolos e tentativas mais ou menos frustradas de trazer treinadores do interior.
O sucesso de Luxemburgo, em parte, se deve ao trabalho da direção que fez boas contratações e só pensa em ganhar a eleição de Koff no final do ano. Mas o trabalho de Luxemburgo é notável a frente do comando do time, provando que um técnico competente pode fazer a diferença, mesmo que não se tenha um elenco de grandes talentos dentro das quatro linhas.