
Nesse jogo contra o Palmeiras quem salvou o tricolor foram os garotos da base, mais uma vez. O primeiro gol com uma grande jogada de Leandro com a finalização do "estranho" centroavante Brandão, preferido de Roth; o segundo com uma jogada de raça e qualidade iniciada por Mario Fernandes, que terminou com um chutaço de Fernando. O tricolor tem a sorte de ter uma base que salva o time, quando os veteranos se arrastam em campo. E mostrou, em alguns jogos, capacidade para reverter resultados, típico do Grêmio. Lamentavelmente, o tricolor perdeu muitos pontos nessa reta final, em muitos jogos, pelos erros de Roth, embora possamos considerar que falta a tal da "qualidade" ao time seja um fator primordial.
Pela matemática, Grêmio e Inter ainda teriam chances, pois se somassem pontos nas próximas rodadas, chegariam ao grenal com a possibilidade de, pelo menos um, ir à Libertadores. As más atuações não são um privilégio da dupla, pois Flamengo, Bota-Fogo, São Paulo, Fluminense e até mesmo o Corínthians tem se mostrado verdadeiros "pipoqueiros" nessa reta final. Na minha opinião, dá Vasco nesse campeonato. E Figueirense é o único que merece a vaga no G3.
O que não nos anima, evidentemente, são essas atuações desastrosas e vexatórias fora de casa. O Fluminense foi um desastre diante do ex-lanterna, América, mas diante do tricolor gaúcho ele fará a festa com a colaboração do Roth, que mais uma vez armará um esquema ao velho estilo "Burroth", apostando em Brandão como titular e com Leandro no banco de banco de reservas. Celso Roth mereceu elogios quando acertou em alguns jogos, como o esquema com três meias ofensivos. Mas foi um desastre noutras partidas, voltando ao velho estilo Roth de escalar um time. Não sei se Jorginho seria a solução para 2012. Penso que o tricolor poderia buscar outras alternativas como o Cristóvão que voltará a ser auxiliar, quando Ricardo Gomes se recuperar de saúde. Só espero que a diretoria não me venha com Caio Júnior, Adilson Baptista ou Cuca.
Sobre o presidente gremista, qualquer torcedor percebe o amadorismo de Odone como dirigente. Ele não tem a atitude reservada e prudente que um comandante deveria ter. É um "dirigente torcedor", em excesso. O dirigente não pode ter a atitude de torcedor, o dirigente tem que direcionar o clube de um modo mais frio e racional, sem choradeira nas entrevistas.
Semanas atrás, Douglas afirmou que a direção fala demais. Essa declaração causou muita polêmica, mas o camisa 10 estava certo.
Na entrevista após o empate contra o Palmeiras, Odone quase chorou como criança, enrolou toda imprensa para não dizer nada e transferiu a responsabilidade para o atleta da mesma forma que fez com o Ronaldo Assis, no início do ano. Se Kleber aceitar o convite, já virá com uma certa desconfiança do torcedor, que sabe que ele só vem pela grana que vai receber, ou por não ter outra proposta do grande centro do país. Duda kroef era mais comedido e prudente nas entrevistas. Mas também cometeu o mesmo erro quando trouxe Borges, com um contrato longo e com uma alta multa rescisória. Se não estou enganado, o tricolor paga parte de seu salário junto ao Santos em razão de um acerto entre o jogador e o clube gaúcho a fim de não pagar a tal da multa contratual. Pois bem, o que aconteceu com o Borges, pode acontecer com o Kléber, caso ele não dê certo com a camisa gremista. O contrato será longo e a multa será altíssima. O jogador terá total garantias, numa provável saída de Porto Alegre. São esses negócios que afundaram o clube, nos últimos dez anos, mas lamentavelmente, os dirigentes não pensam dessa modo.
O Kleber Gladiador é uma aposta. Uma aposta arriscada, assim como a missão da dupla, que ainda não está morta na competição, embora seja um consenso aqui, de que está encerrada a temporada 2011, que termina com um Grenal apenas para cumprir tabela.
Apesar dos pesares, eu não jogaria a toalha ainda, sobretudo, pelo futebol pobre que os outros times - Flamengo, Fluminense, Bota-Fogo, e até mesmo o Corinthians - estão apresentando.





