O campeonato brasileiro está completamente em aberto, e muita coisa pode acontecer até o final da rodada. A tal superioridade do eixo, não ficou tão clara e evidente, pelo menos, não, nas últimas rodadas. O Corínthians, quando não tem a sorte de ser beneficiado por um erro da arbitragem, mostra-se um time que pode ser derrotado; já o Flamengo, ficou claro, que, sem Ronaldinho, torna-se um time comum. O Vascão, que está com o burro na sombra por ter conquistado a Copa do Brasil, sentiu muito a ausência de seu comandante de vestiário e a tendência e decair mais na tabela.
Resta o São Paulo de Adilson Baptista, o Palmeiras de Felipão e o velho Cruzeiro. Sempre favoritos.
Ainda acho que a dupla pode crescer mais nesse campeonato. Não sei o que acontece no Beira Rio. Deve ser a vaidade que atrapalha.
O Grêmio parece disposto a repetir 2009, quando em casa se tornou completamente imbatível, totalmente ao contrário do que quando se tratava de ser visitante. Cadê os três pontos fora de casa? Velha sina tricolor.
Os três pontos contra o Furacão da Baixada era questão de lógica, só não esperava que André Lima fosse fazer tantos gols, e que a derrota seria tão humilhante para os curitibanos. Deu pena do rubro negro do Paraná. Se me permitem os blogistas deste, vou repetir as façanhas do Acioli. Quando Renato assumiu esse time, entramos numa discussão aqui sobre a dúvida, se ele conseguiria tirar o Atlético Paranaense da degola. Pois bem, Renato não resistiu e nem quis viajar para Porto Alegre. O time é muito limitado e só um milagre (típicos daqueles rituais de Antônio Lopes, com crucifixo no peito) pode salvá-los da série B.
A vitória do Grêmio sobre o Atlético-PR serviu para confirmar a boa fase e a importância do argentino Escudero na elenco tricolor. Ele que tanto foi criticado e considerado uma contratação inútil, agora, com o Roth, tem demonstrado ser um dos principais jogadores do elenco, já com a titularidade assegurada. Curiosamente, com Renato e Julinho, ele não sofreu apenas com contusões, também sofreu da falta de oportunidade e da perseguição, principalmente do Portaluppi, que o considerava fraco e limitado. Escudero tem o drible e a velocidade de Jonas, mas assim como o ex-artilheiro, não se firmou nas primeiras partidas. Jonas também não chegou com a titularidade absoluta, chegou a ser emprestado para a Portuguesa, quase foi envolvido numa troca de jogadores com o Goiás, e só na última temporada, é que seu futebol estourou.
Escudero segue o mesmo caminho que Jonas, e o que é pior, o Grêmio pode formatar o atleta, para perdê-lo em seguida: o tricolor pode recuperar seu futebol e ele pode se mandar no final do ano, pois o passe é do Boca.
Ouvi os noticiários de que o Internacional estaria se desfazendo do grande zagueiro Bolívar, multi-campeão da década. Sua saída é marcada por muitas críticas em razão de algumas falhas nos últimos jogos. Independente disso, o que parece flagrante no Beira Rio, é uma certa injustiça e falta de reconhecimento dos dirigentes e de todos os colorados com os seus ídolos. Bolívar não é o primeiro que pode sair pelas portas dos fundos, sem um verdadeiro reconhecimento.
O zagueiro do Inter, que na verdade, não passa de um gremista ressentido, pois fora dispensado do tricolor, no início da década, foi um dos principais jogadores do clube, ao longo dessas conquistas que o Inter teve. O Grêmio errou ao não tê-lo no elenco, afinal, durante muito tempo o tricolor penou com jogadores do nível de Claudiomiro, Baloi, Bilica, Thiago Prado, vindo a parar na série B. Ele certamente não é nenhum primor de qualidade técnica, mas foi um zagueiro de muita raça, que poderia ter sido melhor aproveitado, no clube onde iniciou como juvenil.