segunda-feira, 5 de setembro de 2011


O campeonato brasileiro está completamente em aberto, e muita coisa pode acontecer até o final da rodada. A tal superioridade do eixo, não ficou tão clara e evidente, pelo menos, não, nas últimas rodadas. O Corínthians, quando não tem a sorte de ser beneficiado por um erro da arbitragem, mostra-se um time que pode ser derrotado; já o Flamengo, ficou claro, que, sem Ronaldinho, torna-se um time comum. O Vascão, que está com o burro na sombra por ter conquistado a Copa do Brasil, sentiu muito a ausência de seu comandante de vestiário e a tendência e decair mais na tabela.
Resta o São Paulo de Adilson Baptista, o Palmeiras de Felipão e o velho Cruzeiro. Sempre favoritos.
Ainda acho que a dupla pode crescer mais nesse campeonato. Não sei o que acontece no Beira Rio. Deve ser a vaidade que atrapalha.
O Grêmio parece disposto a repetir 2009, quando em casa se tornou completamente imbatível, totalmente ao contrário do que quando se tratava de ser visitante. Cadê os três pontos fora de casa? Velha sina tricolor.

Os três pontos contra o Furacão da Baixada era questão de lógica, só não esperava que André Lima fosse fazer tantos gols, e que a derrota seria tão humilhante para os curitibanos. Deu pena do rubro negro do Paraná. Se me permitem os blogistas deste, vou repetir as façanhas do Acioli. Quando Renato assumiu esse time, entramos numa discussão aqui sobre a dúvida, se ele conseguiria tirar o Atlético Paranaense da degola. Pois bem, Renato não resistiu e nem quis viajar para Porto Alegre. O time é muito limitado e só um milagre (típicos daqueles rituais de Antônio Lopes, com crucifixo no peito) pode salvá-los da série B.

A vitória do Grêmio sobre o Atlético-PR serviu para confirmar a boa fase e a importância do argentino Escudero na elenco tricolor. Ele que tanto foi criticado e considerado uma contratação inútil, agora, com o Roth, tem demonstrado ser um dos principais jogadores do elenco, já com a titularidade assegurada. Curiosamente, com Renato e Julinho, ele não sofreu apenas com contusões, também sofreu da falta de oportunidade e da perseguição, principalmente do Portaluppi, que o considerava fraco e limitado. Escudero tem o drible e a velocidade de Jonas, mas assim como o ex-artilheiro, não se firmou nas primeiras partidas. Jonas também não chegou com a titularidade absoluta, chegou a ser emprestado para a Portuguesa, quase foi envolvido numa troca de jogadores com o Goiás, e só na última temporada, é que seu futebol estourou.
Escudero segue o mesmo caminho que Jonas, e o que é pior, o Grêmio pode formatar o atleta, para perdê-lo em seguida: o tricolor pode recuperar seu futebol e ele pode se mandar no final do ano, pois o passe é do Boca.

Ouvi os noticiários de que o Internacional estaria se desfazendo do grande zagueiro Bolívar, multi-campeão da década. Sua saída é marcada por muitas críticas em razão de algumas falhas nos últimos jogos. Independente disso, o que parece flagrante no Beira Rio, é uma certa injustiça e falta de reconhecimento dos dirigentes e de todos os colorados com os seus ídolos. Bolívar não é o primeiro que pode sair pelas portas dos fundos, sem um verdadeiro reconhecimento.
O zagueiro do Inter, que na verdade, não passa de um gremista ressentido, pois fora dispensado do tricolor, no início da década, foi um dos principais jogadores do clube, ao longo dessas conquistas que o Inter teve. O Grêmio errou ao não tê-lo no elenco, afinal, durante muito tempo o tricolor penou com jogadores do nível de Claudiomiro, Baloi, Bilica, Thiago Prado, vindo a parar na série B. Ele certamente não é nenhum primor de qualidade técnica, mas foi um zagueiro de muita raça, que poderia ter sido melhor aproveitado, no clube onde iniciou como juvenil.



domingo, 21 de agosto de 2011

É PENTA!!!!!


Amigos blogueiros, apesar de alguns terem sumido, restam uns (dois prá ser mais preciso) bravos “heróis da resistência” que mantém nosso blog ainda vivo, gostaria de comentar a respeito da gurizada que conquistaram o mundial sub vinte pela quinta vez.
A atuação do time foi meio insegura em alguns momentos mas nos momentos decisivos teve a determinação e consistência necessária para a conquista, além é claro, de uma pitadinha de sorte que afinal de contas não faz mal a ninguém e sempre acompanhou os grupos vencedores.
Essa vitória serve também para mostrar ao mundo, e ao próprio Brasil, que estamos muito bem servidos de material humano e talento para a próxima década, no mínimo. E que nem só de Neymar , Ganso e Lucas depende o futuro do futebol brasileiro.
Oxalá não apareçam muitos “empresários” prá mexer e estragar as cabecinhas destes guris.
A única restrição que faço é sobre a escolha do melhor jogador do torneio, o Henrique. É certo que ele foi um dos artilheiros, mas achei o Oscar muito mais jogador nos jogos que assisti, apenas faltavam os gols que vieram até de formas inesperadas na decisão contra Portugal. Isto faz crescer meus olhos de inveja do Inter, que conta com um jogador destes em seu elenco.
Mas o assunto chega nos nossos clubes gaúchos como uma certa forma de aviso, aí está uma geração de bons valores que não podem ser desperdiçados como tantos outros já foram.
Talvez nossos dirigentes, até por interesse financeiro mesmo, comecem desde agora a pensar como vão utilizar esses atletas no elenco profissional: de uma forma planejada e organizada ou de acordo com os acontecimentos e as conveniências de cada diretoria ou comissão técnica?
Falando exclusivamente do Grêmio, nos últimos tempos temos feito tudo no improviso e conseqüentemente de forma errada. Temos sido mal administrados em todos os níveis, talvez com uma ressalva no financeiro, pois parece que o déficit teve uma bela redução da temporada passada pra cá. Mas o reflexo disto também colabora com a baixa qualidade do material humano disponível no Olímpico, o que prá mim seria até perdoável se soubesse que isto faz parte de um planejamento a longo prazo, pois seria uma etapa a ser cumprida com a certeza que haveriam melhoras no futuro. Coisa que as mudanças precipitadas não só de comissões técnicas, como de contratações e de escalações acabam desmentindo que exista qualquer tipo de plano sequer para o fim desta temporada, quanto mais para as próximas.
Até mesmo na torcida tricolor temos visto a falta de bom senso, tanto prá reclamar quanto prá incentivar. Parece que perdemos totalmente a noção do que é torcer por um clube. E prá piorar ainda mais, temos alguns setores da mídia do futebol gaúcho incentivando as babaquices tanto dos torcedores como dos dirigentes.
Mas minha índole de contestar já não é mais a mesma e me recolho a minha humilde função de torcedor que não desiste nunca , e ainda mantenho a esperança de isto tudo passar e entrarmos numa nova etapa vitoriosa, porque se os bons tempos já passaram porque a má fase não vai passar também?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As Mudanças Necessárias


O elenco do Grêmio pode ter falta de comando técnico e administrativo, mas não qualidade no elenco em si. Também faltam peças de reposição, mas não vamos cometer absurdos em dizer que Gabriel, Lúcio, Gilberto Silva, e Douglas, são jogadores ultrapassados. Qualquer um desses nomes poderia jogar no Flamengo ou Santos, tranquilamente. Basta ver o exemplo do Borges, o qual a torcida o considerava um jogador morto para o futebol, e o queriam afastá-lo do Estádio Olímpico a qualquer preço.
O que existe no tricolor é um descontentamento de alguns em defender as cores do velho tricolor de guerra. Assim como Borges, Gabriel e Douglas parecem ter perdido ânimo e a vontade, sobretudo, após a saída de Renato Portaluppi.
As mudanças são absolutamente necessárias. Julinho Camargo, definitivamente, assumiu uma equipe de Série A, no momento errado. Ele até merecia sorte melhor, mas para o Brasileirão não serve. Para essa competição, se o tricolor quiser se manter nela, será necessário um treinador com mais vivência de Primeira Divisão. Apesar de concordar com a demissão de Julinho, credencio essa má-fase e mau comportamento do tricolor, na tabela, a falta de responsabilidade e falta de vontade de alguns jogadores importantes, tais como, os dois citados. Ao que parece, assim como Borges que fez de tudo para sair, até mesmo provocar expulsão em Libertadores, esses atletas não estão contentes no Estádio Olímpico.
Essa é a hora de se ter um comando de personalidade forte, capaz de colocar esses caras nos trilhos.
Com todas as contradições, Paulo Pelaipe é um dirigente de força e liderança, e a mudança é bem oportuna. A melhor notícia é a volta de Paulo Paixão na preparação física. Os bons resultados sempre coincidiram com a presença de Paixão no departamento. As inúmeras contusões e problemas, desde o início ano, é resultado direto do trabalho do preparador físico. Não pode haver outra explicação.
Sobre o Celso Roth, gostaria de partilhar com os colegas, mesmo os colorados, a opinião a respeito desse retorno ao Estádio Olímpico. O próprio Inter não melhorou com a sua saída do comando técnico. Será que o problema estava no treinador?
A história dele no Grêmio sempre foi marcada por altos e baixos e muitas controvérsias. Lembro-me de várias situações em que contribuiu para tirar o imortal da zona morta. Em outras circunstâncias, como em 2008, conseguiu fazer de um time mediano, um time competitivo, embora muitos tricolores reclamassem a perda do título brasileiro, com 19 de pontos de vantagem, em relação aos Bambys. Essa mudança brusca, até mesmo injusta, compara-se a troca ocorrida naquele mesmo ano, naquela demissão de Wagner Mancini, ocasião em que fomos bem sucedidos, logo após.
Não há motivos para não dar créditos ao trabalho de Celso Roth, afinal, ele pode ser um perdedor de títulos, mas ninguém pode dizer que o pior de todos nesse cenário nacional. Como já afirmei, em minha opinião, não acredito que a má-campanha desse início de campeonato, seja em função do time fraco. O time pode ter limitações nas reposições, mas não pode ser considerado inferior aos que se encontra na frente da tabela, com jogadores médios em cada função, jogando um futebol razoável para se manter na ponta.





domingo, 31 de julho de 2011

Quando o barato sai caro


Em primeiro lugar, eu queria dizer que, na minha percepção, o tricolor foi bem e merecia sorte melhor, nessas últimas duas rodadas. Contra o América-MG, a obrigação e a pressão pela vitória atrapalhou. Até agora não entendi como o Grêmio não conseguiu fazer gols no time de Antônio Lopes.
Já contra o Flamengo, teve o domínio do primeiro tempo. No segundo, sucumbiu junto com o Victor. Aliás, o goleiro reserva da Seleção também deveria ser reserva do clube em que joga. É uma injustiça deixar Marcelo Grohe no banco, na boa fase em que está. Nem vou falar do Ronaldinho, primeiro porque esse sujeito não existe mais para o torcedor tricolor, muito menos o Grêmio existiu para ele. A derrota no Maracanã foi muito mais em função das falhas e da incompetência do tricolor gaúcho, do que uma grande e fundamental atuação do cabeludo-dentuço, agora ovacionado pela grande mídia, que o querem na Seleção Brasileira.
Para mim, Victor, Gabriel, Douglas e André Lima devem ser substituídos, por Saimon-Mario Fernandes, Adilson, Mirales. O treinador tem que ser um homem com um pouco mais de experiência e vivência de Série A, mesmo que seja mais um medalhão. Julinho Camargo (o urso panda ou maestro da foto acima) é um homem inteligente e explica tudo certinho nas entrevistas. Porém parece não ter muito controle do vestiário na hora de lidar com alguns figurões, já rodados no elenco do Grêmio.
Em outros tempos, nas piores fases, o clube recorreu ao que tinha em casa e conseguiu reverter. Por que agora não pode ser diferente?
Não me surpreenderei, se o tricolor der uma reviravolta nesse campeonato, e volte a ficar entre os primeiros. Mas também não deverei atormentar-me inutilmente se o time cair mais uma vez. O Grêmio da era dos pontos corridos, parece ter vivido sempre entre os "extremos": ou briga pelo G4 ou fica na zona rebaixamento até a última rodada.
No mais, o tricolor é uma confusão só na administração do clube. Os dirigentes não se entendem e não falam a mesma língua. Contrataram Wellington Paulista para treinar e jogar no time B da Copa Rio grande, pois o regulamento não permite que o atleta seja utilizado no Brasileiro da Série A.

Disse Renato Portaluppi, ano passado, antes da renovação:

"Eu sempre dou este exemplo. Se você vai comprar uma calça jeans, tem a de R$ 100 e de R$ 400. Se você comprar a de R$ 100, depois de um mês a calça acabou e é necessário comprar outra. Se você compra a de R$ 400 é só uma vez. Todo o profissional ganha sobre o que produz. Não preciso falar do meu trabalho. Só vou avisar: o barato sai caro".

Naquele momento, ele se referia a renovação de seu contrato para o ano seguinte, procurando um acerto com a direção. Na verdade, lutou o tempo todo para que a diretoria trouxesse jogadores de qualidade, mesmo caros, mesmo que o clube apresentasse problemas financeiras. O resto da história, todo mundo já conhece, o tricolor deixou de gastar com jogadores importantes, sempre no velho discurso de que não havia condições de caixa.
No entanto, se analisarmos os fracos nomes que foram contratados, os fracassos, e a necessidade de substituir os que não deram certo, podemos chegar a conclusão de que jogadores baratos como Viçosa, Vinícius Pacheco, Clementino, Gilson, Carlos Alberto - indicados pelo próprio Renato - mais o Lins, Marquinhos e agora Wellington Paulista, são os jogadores baratos que podem sair caro, visto o risco de um rebaixamento, os prejuízos com rescisão e a necessidade de fazer novos contratos para substituir os que não deram certo.
O treinador Julinho Camargo também pode ser incluído nessa lista, visto que, fora um investimento barato que não tem conseguido colocar em prática suas ideias. Falta a ele a autoridade entre os "cascudos" e a experiência necessária para a disputa de uma Série A.
Ele assumiu o time no momento errado e, logo logo, a diretoria terá que se mobilizar para trazer o Cuca ou até mesmo Celso Roth, para ao menos se livrar da Série B de 2012.
Apesar disso, acredito que seja possível ainda fazer uma garimpagem no futebol brasileiro, e contratar jogadores de nível médio, sem gastar muito. No entanto, a diretoria e os olheiros do tricolor se mostram muito incompetentes para tal missão, visto que, ao contrário de outros clubes, não tivemos nenhum reforço que tenha tido sucesso.
O barato sai caro quando não se sabe descobrir aqueles jogadores que podem dar certo no clube, não porque não existem opções, penso eu. Pois outros clubes tem acertado nas contratações, revelando jogadores até então desconhecidos.




sexta-feira, 15 de julho de 2011

Fica tudo pro ano que vem.

O momento vivido atualmente pelo Internacional, assim, bem de longe, me lembra a década de 90. Iniciávamos um brasileiro com a única certeza de que..........não seríamos campeões. O jogo de ontem contra o Corinthians deixou isso claro.

Afirmo que o elenco atual do Internacional é o mais fraco desde 2003. Sempre foi estratégia de Fernando Carvalho manter uma base forte, um time titular com qualidade e competitividade, e reservas com capacidade para substituir os titulares. Muitos títulos vieram, alguns não, ora, não dá para ganhar tudo. Mas sempre que o Inter entrava focado, lutava até o final.

Eu não queria estar na pele de Luigi. Pegou um clube politicamente rachado, em um processo conturbado nas reformas do clube, com erros gigantescos, e com um caixa problemático. No futebol, uma folha salarial astronômica, um elenco com quase 100 jogadores, vindo de um fiasco homérico no Mundial, com um treinador desgastado com a torcida, e cheio de jogadores veteranos, com a vida feita e que já ganharam muitos títulos, ou seja, sem ambições. PEPINO.

Luigi começou a trabalhar. Propôs a parceria, para não precisar mais botar dinheiro em obras. Siegmann acabou com o Inter B, dispensou alguns “encostos” do time A, e apostou em ídolo do clube como treinador. Aqui começam o ERROS. Acharam que Falcão faria jogadores medíocres, craques de bola.

Cheio de desconfianças, Falcão assumiu o grupo numa seqüência de jogos incríveis. Era ÓBVIO que uma hora iria perder. Mas Falcão mesmo com pouco tempo de trabalho diagnosticou: NÃO TEMOS GRUPO PARA VENCER O BRASILEIRO. Gritaria geral, crise no Beira Rio, uma fanfarra se 2 semanas para se vender jornais. Mas um ERRO da direção em não acreditar no treinador que a própria direção contratou. Não trouxeram ninguém, não ouviram o Falcão, investiram em 3 ou 4 apostas. E o resultado é o que se vê.

Quase 3 meses depois, se vê um Inter organizado em campo, com um padrão de jogo definido, talvez fazia tempo que não víamos isso. Mas temos certeza que não venceremos o brasileiro. Porque a qualidade do grupo é baixa. No time titular, temos jogadores com baixa qualidade na defesa, jogadores lentos no meio campo, e um ataque com qualidade mediana e sem NENHUMA REPOSIÇÃO À ALTURA. Incrivelmente, a direção se enganou perante um Gauchão vencido precisando parir uma bigorna frente a um time pior e desfalcado.

O que esperar ? Esperar 2012. Sim, porque talvez até lá a ficha da direção caia. Hoje decha a janela das transferências internacionais para compra, a maioria dos vons jogadores da série A já disputou o limite de jogos para transferência. Agora, vamos com o que temos, e aguardemos o resultado. Só espero qua agora, a direção não cometa outro erro: Querer repor o grupo, inchar a folha salarial com um monte de medíocres da série B. Se é para fazer isso, que apostem na base.

Entrarei em estado de hibernação, aguardando 2012. Como fazíamos nos anos 90. A esperança no ano seguinte.

domingo, 10 de julho de 2011

Qualidade, ou Qual Idade?



Não sei se todo torcedor anda meio desmotivado com o futebol, ou se só eu tenho esta sensação de que não tem graça nenhuma ver meu time se arrastando pra conseguir uns míseros pontinhos no Brasileirão 2011, mas em conversas com amigos que torcem para diversos times, Inter, Coritiba, Atlético PR, Santos, São Paulo entre outros, parece que o desânimo é generalizado, sem citar a nossa seleção na Copa América que é a maior decepção, e talvez esteja contaminando os demais níveis do futebol brasileiro.
Mas quero falar a respeito de uma agradável surpresa dentro do time do Grêmio, logo eu que sempre defendi a renovação, o aproveitamento maior e melhor dos jovens valores. Particularmente eu tinha a certeza de que não seria dinheiro jogado fora, mas tinha um pé atrás e achava que o melhor desempenho seria fora das quatro linhas, como exemplo para os iniciantes.
Obviamente estou me referindo a Gilberto Silva, que apesar da idade entra em campo e assume a titularidade absoluta, com um desempenho acima da média em todos os sentidos, inclusive extrapolando as funções de meio-campista presumidamente defensivo, subindo ao ataque e fazendo gol.
Sei que posso estar sendo precipitado julgando apenas pelos dois primeiros jogos, sendo que assisti apenas o de hoje, frente ao Coritiba. Mas a qualidade do meio de campo subiu consideravelmente com a sua postura quase perfeita dentro da região mais povoada do campo. Até o Rockembach me pareceu mais à vontade em campo, e o Douglas muito mais participativo no jogo.
Se esta Comissão Técnica conseguir manter este ritmo de evolução tática de nosso time até o final do Brasileirão com este elenco, teremos grandes esperanças mas só para o próximo ano, porque 2011 não nos dá mais nenhuma possibilidade de título, exceto se subir de produção assustadoramente para ganhar mais um Campeonato Brasileiro.
A única ressalva que tenho é com a Diretoria que insiste em desfazer-se de nossos zagueiros e não trazer ninguém prá reposição, o que é temerário em um campeonato longo como é o brasileiro, pois apesar da qualidade ser relativamente satisfatória, a quantidade pode ser problema se uma daquelas fases de contusões afetar o setor defensivo gremista.
E finalmente gostaria de indagar aos colegas do Blog: ninguém mais posta nada por aqui?

domingo, 12 de junho de 2011

O CAMISA 10, TEM QUE SER DEZ, NOTA DEZ



Talvez com uma forte influência saudosista, tenho a aquela velha opinião formada sobre o que representa o “camisa dez” para um time de futebol na atualidade: tem que ser o craque do time, o maestro que rege e dita o ritmo aos seus companheiros de equipe, enfim o astro principal do espetáculo que sempre tem que estar brilhando, “chamando o jogo para si” e levando seus parceiros para cima dos adversários e, em consequência em busca das vitórias.
Isto tudo, tem que ser talento natural e espontâneo perante o grupo de profissionais envolvidos com a equipe, de forma que não se questione, nem pelos comandantes do grupo e tampouco pelos outros atletas. Tem que ser parte de sua personalidade, assumir essa postura de líder dentro do campo, independente de ser o capitão ou não.
Se alguém lembrar de quantos “dez” verdadeiros já passaram pelo Olímpico e pelo Beira Rio, hoje diríamos que já não se fazem mais “dez” como antigamente!
Nossos atuais camisas dez deixam muito a desejar nem tanto na parte técnica, mas na física e emocional são muito pouco dotados para exercer essa função em equipes com essa estirpe que são a dupla Grenal. Ou brilham por alguns minutos e se apagam durante grande parte dos jogos, ou entram em campo reclamando do juiz, dos adversários, dos bandeiras, da torcida ou qualquer contrariedade que tenham dentro ou fora do campo. Acham-se craques acima do bem e do mal, que estão fazendo um enorme favor à humanidade em entrar em campo junto com os outros jogadores “normais”, para cumprir suas “penosas” jornadas profissionais para serem merecedores de seus “humildes” salários. Acham até que nem precisam correr em campo, talvez nem gostem muito de treinar, pois acham que já sabem fazer tudo o que precisa pra resolver em campo, com seus talentos maravilhosos.
Será que eles nunca se imaginaram pegando ônibus lotado as seis da manhã, cumprindo jornadas diárias de oito horas e ganhando “milão” por mês, como a maioria daqueles que acabam pagando seus salários, indiretamente?
Mesmo tendo a oportunidade que milhares (ou milhões) de pessoas gostariam de ter, de poder seguir uma profissão rendosa que embora curta, se bem administrada reserva um futuro tranqüilo para eles. Isso quando não seguem carreira de treinador ou de empresário de jovens promissores, quando passam a ganhar dinheiro com o talento alheio.
Paulo César Caju, Tita, Bonamigo e Goiano por um lado, Paulo César Carpegiane, Jair e Alex pelo outro, foram os últimos e melhores que me vêm à cabeça no momento quando lembro dos times vencedores do passado, nem tão distante assim. Todos eram legítimos herdeiros da “dinastia da camisa dez”, sem lembrar os que não foram tão afortunados e não ganharam os títulos mais significativos da dupla. Alguns usavam outros números nas camisas, como por exemplo os atuais treinadores, mas exerciam com autoridade as funções de “dez” dentro do campo.
E agora, quais são os candidatos? Douglas e D’Alessandro?
Eles jogam realmente tudo que acham que jogam? Ou tem algumas qualidades a desenvolver para serem verdadeiros merecedores da camisa mais pesada de qualquer equipe, depois que aquele “negrinho” arisco apareceu com a camisa dez do Santos e da Seleção Brasileira no final da década de 50.