terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Futebol força e a força do futebol


Aplicação tática? Qualidade técnica? Motivação? Concentração? Nada disso... o Mazembe MERECEU o resultado pois ganhou o jogo dentro de campo, usando de uma arma cada vez mais presente no futebol: A FORÇA FÍSICA!


Sempre se diz que o continente africano terá a sua hora... parece que ela chegou e foi justamente contra o Inter que o futebol da terra das savanas teve um de seus momentos de glória mais importantes de sua história.


Agora começa aquele papo do "eu avisei" ou que "o Inter perdeu para ele mesmo" e por aí vai. É normal do brasileiro "caçar bruxas" a cada derrota, quem dirá agora com o maior vexame da história de um dos mais tradicionais clubes de futebol do país. Em 2006, antes mesmo de conquistarmos o caneco, o pessimismo e a crítica caíram de pau antes do Mundial, neste ano não foi diferente, a diferença é que lá, nós ganhamos e agora não.


Parabéns ao Mazembe, ao seu descomprometimento técnico, sua irreverência e tudo mais que estão resgatando com a alegria de jogar bola, mas principalmente pela competência em saber explorar o que tem de melhor... a preparação física!


Nós (sim, nós todos, porque quando um perde, toda a Instituição é derrotada) nos preocupamos muito com dossiês, coerências e blá-blá-blá, deixando de lado o que realmente importa que é entrar em campo sabendo fazer valer do favoritismo, colocando em campo os jogadores em melhor fase.


Vivendo e aprendendo...


Mas vejam a "força do futebol"! Colorados, como eu, às 3:30 horas da manhã desabafando na frente de um computador e esperando o sono chegar, mesmo tendo que acordar cedo no outro dia para trabalhar. Gremistas comemorando, em menos de uma semana, a vitória de argentinos e africanos, tudo em prol de uma vaga na Libertadores e da derrocada do seu maior rival. Isso tem lógica?


Hostamente não sei... só sei que este pesadelo não me tornou mais e nem menos Colorado, tal qual foi aos nossos rivais quaNegritondo foram rebaixados para a segunda divisão. Contudo, ninguém muda de time por conta dessas coisas. Estas noites mal dormidas não resolveram nada e, assim que estivermos erguendo o próximo caneco, isso já estará apagado de nossa memória, ficando só a marca de um tropeço descomunal.


Agora dói, machucou muito passar por uma decepção desta magnitude. Que a Instituição cresça com esta derrrota, servindo de lição para que Luigi e toda sua cúpula formem um time forte para 2011 com comissão técnica e elenco sólidos, apagando o mais rápido possível esta imagem tenebrosa que uma única partida criou sobre o Inter.


Aos "flautistas de plantão", apenas duas coisas: Primeiro de tudo, esse tipo de situação só acontece com quem está lá e, principalmente, Inter, estaremos contigo, tu és minha paixão, não importa o que digam, sempre estarei contigo...


Saudações Coloradas

Infelizmente, não sou tão idiota.


Gostaria de relembrar uma postagem que fiz aqui a mais de 1 mês atrás. Desconfiava qua algo estivesse errado. Mas o Inter no Mundial, foi o Inter das últimas 10 rodadas do brasileirão. Agora está mais que provado, que futebol não se guarda em uma gaveta, e se busca a hora que quiser.

"Eu e o Kenny Braga, estamos com um pé atrás. Esta conversa de que o time está "se preparando para o Mundial", e que "a cabeça está só no Mundial", usada como justificativa para 1 mês sem vitórias, 7 jogos seguidos, e alguns vexames como o de ontem, eu não engulo, e digo. Tem coisa errada.

Este "desinteresse" do Inter no Brasileiro de nada serve como preparação, ao contrário, não há mais entrosamento, não há mais coletividade, não há jogadas ensaiadas de bola parada, não há ultrapassagens pela lateral, não há infiltrações, não há cobertura de laterais, não há proteção dos volantes na frente da área. SE NÃO TREINAM ISSO AGORA, COMO SABERÃO QUE DARÁ CERTO NO MUNDIAL ??? Isso não deveria fazer parte da preparação ????

Pois para a maioria dos torcedores, tá tudo certo. Como em um passe de mágica, o Inter vai encarnar o carrosel holandês em Abu Dabhi.

Antes, só ouvíamos a comissão técnica e a direção justificando os péssimos resultados com o Mundial. Ontem, os jogadores usaram este clichê.

"— Estamos muito bem, vamos jogar o Mundial no fim do ano. Estou pensando só no Mundial. " - Dalessandro

"— Não fomos bem, mas temos que levar em consideração a semana que foi bem pesada, já pensando na preparação para o Mundial." - Rafael Sóbis

"— Estamos trabalhando bem, visando o mundial. Claro que ficamos tristes com a derrota. " - Giuliano

O único contrário foi Bolivar:

"— Não podemos colocar que perdemos pensando no Mundial. Agora é levantar a cabeça e pensar no próximo jogo."


Pois bem. Quero avisar direção, comissão técnica e jogadores do Internacional, QUE VOCÊS TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER O MUNDIAL. A Inter de Milão está jogando com todos os titulares Italiano e Champoins League. Já perdeu diversos jogadores por lesão. Os outros times, não posso colocá-los como favoritos pelo simples fato de nunca terem chegado em uma final. O único time que a 2 meses só "se prepara" para o Mundial, que a cabeça está totalmente voltada para o Mundial ( palavras de todos no Inter) é o Inter. Então, quem tem a obrigação de chegar em Abu Dabhi e vencer é o Inter.

Eu não aceitarei perder este Mundial. Um time que fica 1 semestre inteiro se preparando, não pode perder um torneio de 2 jogos.

Vamos lá Inter. Vamos vencer este Mundial, e provar que eu sou um idiota desconfiado. "
http://boleirogaucho.blogspot.com/2010/11/obrigacao-de-vencer-o-mundial.html

Já que não sou tão idiota assim, junto meus cacos, aceito as flautas, e bola pra frente, pois não é o futebol que põem feijão no meu prato.

Saudações coloradas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

GRÊMIO 2011

Gostaria que os gremistas desse Blog, esquecessem um pouco o colorado e me ajudassem a opinar e debater sobre aqueles jogadores que devem ficar e quem poderia vir para a próxima temporada.

Assim como nós, torcedores, parece que a diretoria tricolor está esperando o resultado do colorado para começar a agir no sentido da próxima temporada. Não podemos negar que o planejamento do Grêmio passa também pelo resultado do eterno rival nas Arábias. Se o Inter voltar com o Bi, o tricolor precisa recuperar o chão perdido. Se o colorado sair derrotado, o peso e a responsabilidade, querendo ou não, diminui.

Vamos a relação dos principais jogadores:

Victor: sem comentários. Mas não podemos esquecer que com a supervalorização ele pode ser negociado. Seria bom pensar num substituto.

Gabriel: Esse foi indicado por Renato e deve ficar, até porque resolveu o problema da lateral direita.

Paulão: foi uma aposta que deu certo. Mas o tricolor corre o risco de perder o atleta, assim como já aconteceu com tantos outros que vieram por empréstimo, valorizaram-se e foram embora.

Rafael Marques: eu e muita gente das arquibancadas, já pediram a deportação dele do clube, no primeiro turno. Mas voltou a atuar bem no segundo, e acho que provou que merece ficar – até porque não há dinheiro para buscar outro zagueiro. Eu aposto que em 2011 será a vez de Neuton. O jovem zagueiro deverá entrar na quarta zaga para não sair mais. O que pesa a favor de Rafa Marques é a experiência embora não seja o melhor com a camisa 4.

Vilson: esse é outro zagueiro regular que poderia ser um bom reserva. Peixe do Renato dos tempos de Vasco. Pode ficar no banco.

Fábio Santos: foi um desastre em alguns jogos. Mas deu uma melhorada no segundo turno, sobretudo depois do grenal. No entanto, sou mais o Lúcio na lateral esquerda, com o Gilson na reserva. Se for para reduzir gastos, que vá embora Fábio Santos.

Lúcio: dificuldades na renovação. Acho que o tricolor não deveria medir esforços para renovar. Pois o lateral virou opção também para o meio campo. Peça fundamental no time de 2010.

Adilson e Rochemback dispensam comentários, embora o Grêmio necessite contratar um reserva para o ano que vem. Na minha opinião, vem o gaúcho Ygor do Figueirense, jogador que já foi comandado por Renato no Fluminense.

Mário Fernandes: o garoto que se machucou em 2010 joga em qualquer função na defesa e Renato sabe disso. Há a ideia de utiliza-lo até mesmo como volante, quando precisar. Para mim, tem lugar entre os onze. Zagueiro de habilidade. Coisa rara.

Souza: muitos o criticam, mas Souza é jogador para ser titular, não só pelo alto salário que ganha. Em 2010, sofreu com contusões. Tem contrato longo com o tricolor e não pode ficar na reserva. Tomara que se recupere, tecnicamente e fisicamente.

Douglas: dispensa comentário, mas é candidato à venda no ano que vem. Fundamental no time, mas não pode ser considerado insubstituível. O tricolor precisa encontrar um reserva à altura.

Jonas: sem comentários. Mas se aparecer proposta grande, sairá, com certeza. Dos candidatos à Venda é o primeiro da lista. Odone adora vender bons valores.

André Lima: depois de rodar por vários clubes e não ir bem em nenhum deles, no Grêmio encontrou seu lugar. O problema é que agora o empresário “tá se achando”, digamos assim. Não jogou em lugar nenhum na vida. Só mostrou futebol com o Renato no Grêmio, mas pensa que foi campeão. Eu preferia jogar com a bola aérea do André, em todo o caso, o Grêmio devia buscar o bom Roberto do Avaí ou voltar com o Borges no ataque.

Edilson: um reserva não à altura de Gabriel. O Grêmio podia procurar alguém na base ou em algum outro clube.

Ozea : deve voltar para o lugar de onde nunca devia ter saído.

Neuton: Esse zagueiro tem tudo para ser titular em 2011. Talento ele tem. Falta experiência.

Gilson: na lateral esquerda ou no meio, é um bom reserva. Veio de graça do Paraná.

William Magrão: Nunca gostei do futebol do Magrão. Mesmo quando jogava do lado de Rafael Carioca. Podia ser uma boa moeda de troca.

Ferdinando: Está nível de um Avaí. Nada mais.

Maylson: nem titular nem reserva. Não sei o que dizer desse jovem. Mas para a reserva na Libertadores, o tricolor precisa de um jogador mais experiente e mais técnico.

Mithyuê: Na volta do Atlético-PR, o que todos esperam, é que com Renato ele comprove o que parecia saber jogar na Sub20.

Roberson: outra incógnita das categorias de base. Não se sabe se joga no ataque ou no meio. Não tem uma definição do que pode e sabe fazer com a camisa tricolor. Também poderá servir como moeda de troca.

Leandro: Este senhor tem contrato até 2012? Que vá para o São Paulo. Se o Grêmio pagar seu salário para não ficar no clube, ainda assim, estará no lucro. Pode contaminar o grupo.

Diego Clementino e Júnior Viçosa são bons reservas, mas o tricolor precisará de pelo menos mais um para a longa temporada de 2011.

Os jogadores que o Grêmio tentou em 2010 e que poderiam vir em 2011 são:

Jadson Vieira, zagueiro do Vasco: jogou em times argentinos e mexicanos. Experiência na LA, é muito importante.

Ygor, volante do Figueirense: Foi titular do Renato com o Fluminense em 2008.

Roberto, atacante do Avaí: Em 2010, Silas indicou William e esqueceu que havia outro muito melhor no elenco. Poderia ser uma boa opção para o banco, além de Júnior Viçosa e Diego Clementino.

Minha opinião para o banco de reservas:

Paulinho, lateral esquerdo do Atlético-PR;

Vitor, lateral direito reserva do Palmeiras;

Rafinha, meia do Coritiba.


Boa parte disso é ideia minha. Pelo que li nos principais sites, vem aí uma parceria com a Trafic. Isso já nos preocupa. Será que o Grêmio precisa mesmo dessa maracutaia para formar um time competitivo?

Sozinho, Renato provou que pode montar um time, sem grandes nomes. Sempre que o tricolor fez essas loucuras afundou-se ainda mais em dívidas. Nomes como Zé Roberto, Diego Souza, Rafael Carioca são citados. Nada animador. Zé Roberto já foi um grande jogador. Mas agora está enferrujado e com o velocímetro muito rodado.

Toda vez que um jogador retorna da Europa, geralmente, não volta bem. Os que fizeram sucesso no tricolor e mudaram para outro clube do Brasil também não são mais os mesmos quando retornam. O exemplo mais recente foi o Hugo.

O futebol brasileiro está cheio de bons jogadores, basta dar uma olhada por aí. O Grêmio foi buscar Paulão, Diego, Viçosa e Gilson em times da série B. Provaram que são jogadores de primeira. Por que trazer velhos medalhões?


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Mazembe???

Pois é rapaziada... quem diria?

Todos nós falando de Pachuca e tals, mas daí vem o tal Mazembe cometer o "crime" contra o time mexicano.

Zebra???

Óbvio!

Mas o futebol só é o esporte mais popular do planeta justamente por causa destas coisas. O time do México parecia estar se "poupando" durante o jogo para enfretar o Inter na semi-final, acreditando na vitória a qualquer momento. O tempo foi passando, passando, passando... e o desespero foi batendo. A bola não entrava e o goleiro do Mazembe se consagrava.

Bom, o fato é que a equipe africana esta no nosso caminho e ponto final. Mas, enfim, quem é o Mazembe? Li uma matéria no site da Globo intitulada Mazembe sabe pouco sobre o Inter e acredita em vitória que "parece" nos colocar em um mesmo patamar, ao menos neste sentido.


Não acredito que o trabalho de "espionagem" feita sobre o Pachuca tenha sido igual ao do time de Mbenza Bedi (foto).


ENTÃO É CANCHA E RUMO AO BI!!!


Vamo que vamo e saudações Coloradas

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ponto corridos

A conquista do título brasileiro, pelo sistema de pontos corridos, sem volta olímpica e sem final perde um pouco do seu brilho e da emoção de décadas passadas. Mas esse não é o principal problema que vem sendo rediscutido.

Fluminense foi campeão com uma certa ajuda do São Paulo e do Palmeiras, que por interesses diferentes, facilitaram para os cariocas.

http://www.lancenet.com.br/minuto/Roth-Renato-criticam-corridos_0_377962295.html.

Gostaria de debater com os senhores desse Blog, a questão da Fórmula de disputa do campeonato brasileiro, que voltou à tona e tornou-se um assunto que divide opiniões no meio esportivo brasileiro. Muitos torcedores, influenciados talvez pela mídia e pelos comentaristas da imprensa, não tem ideia do significado do sistema de disputa, adotado no Brasil, a partir de 2003.

Alguns jogadores, treinadores, torcedores acreditam que a fórmula de pontos corridos faz justiça ao time mais regular do campeonato. http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=3&ved=0CCsQFjAC&url=http%3A%2F%2Fgloboesporte.globo.com%2Ffutebol%2Ftimes%2Fcorinthians%2Fnoticia%2F2010%2F12%2Fpontos-corridos-ou-mata-mata-no-timao-opinioes-estao-divididas.html&ei=4ZD7TJyTLMmr8Aarq92ZCw&usg=AFQjCNGPUlS1rY77VMfDiTD8YdGQkkdxIw&sig2=R2gL0JQ0u5PKTErb0Gg_sQ

Será isso mesmo? Até que ponto, o time que obter mais pontos na classificação, é mesmo o melhor da competição? É possível seguirmos o modelo europeu? E as ditas janelas do mês de Agosto, na qual o suposto melhor time perde ou ganha jogadores que vão ou que vem da Europa? A saída de bons valores não é maior que o retorno de jogadores já “sugados”, em fim de carreira? E as “entregas”? E a mala Branca? E as rivalidades estaduais? Esses problemas não são maiores nos pontos corridos? E o comportamento do próprio torcedor que exige às vezes que seu próprio time perca para prejudicar o rival? E a nossa ética? E a nossa cultura? E o profissionalismo de nosso futebol, que é muito menor que no Velho Continente? E a desvalorização dos campeonato regionais, nos quais os pequenos clubes revelam bons jogadores?

Há muitas questões que não são levadas em conta, e que os torcedores e esportistas que concordam com esse sistema não analisam de forma crítica.

Existem vários pontos em que pelos quais poderíamos questionar o modelo vigente:

1- Pontos corridos são um sucesso na Europa porque lá, no velho continente, o profissionalismo é levado a sério. Jogadores e comissão técnica são bem pagos e não sentem necessidade de entregar partida por dinheiro.

Esse é um ponto fundamental, senão o mais importante. No Brasil, a boa parte dos clubes enfrentam dificuldades financeiras, e numa reta final, um dinheiro extra é sempre bem vindo. Questão de sobrevivência.

2 – Questão de cultura. Querendo ou não, nós brasileiros temos outra cultura, outro modo de ver as coisas. Não se trata de atribuirmos a falta de honestidade ou da “malandragem” em nosso meio. Isso não significa que nossa sociedade é menos ética ou menos honesta que outras. Vivemos numa outra realidade. Nossa realidade é a de colonizados, de um povo que criou certos hábitos e costumes regionais. As rivalidades regionais nos estados do Brasil não se comparam aos Europeus. Lá boa parte dos jogadores são oriundos de outros continentes. No Brasil, o atleta que vestir a camisa de Grêmio ou Inter tem incorporar todo o espírito, toda identificação com o clube. Voltamos ao primeiro ponto: no Brasil é a paixão pelo clube; na Europa é o profissionalismo e o comprometimento com quem paga seu salário.

3 – Modelo de disputa voltado para abastecer o mercado europeu. Na metade do campeonato, é possível que um clube europeu leve os melhores jogadores.

Alguns defendiam a ideia de que nas janelas de Agosto, embora os clubes corram o risco de perder seus craques, teriam em compensação a vantagem de poder trazer os que estão lá. Na verdade, o prejuízo de se perder meio time, no meio da competição, é maior do que ter a chance de trazer algum bom jogador da Europa. É perfeitamente possível que algum bom atleta retorne e se destaque no seu país de origem. Mas são exceções. Podemos contar nos dedos o número de jogadores que retornam e se dão bem.

4 – Desvalorização dos campeonatos regionais, agora disputados em um período mais curto. Copa do Brasil também acaba tornando-se apertada e sem valor, na medida em que se tem muitos clubes, apenas o campeão vai à Libertadores, sendo que 4º ou 3º garante a vaga. As primeiras edições da Copa do Brasil eram disputadas apenas com o campeão e o vice de cada Estado. Hoje, a CBF acha um jeito de colocar qualquer um na disputa.

Quantos aos campeonatos estaduais, são nessas competições que os clubes pequenos do Brasil tem a chance de revelar e lucrar com os jovens talentos. Os campeonatos regionais poderiam ter o mesmo peso que os campeonatos da série c e d. Hoje os clubes penam e quebram para jogar grandes distâncias, pelo Brasil a fora.

5 – Como o calendário do futebol brasileiro permite que os clubes façam várias mudanças durante a competição. O título nem sempre premia a melhor equipe. O título tão chorado pelo colorado, em 2005, premiou o primeiro colocado? O Fluminense é o melhor time do Brasil na atualidade? O São Paulo entregou ou não entregou? E o Palmeiras? Se o campeonato classificasse oito, teria jogado com reservas nessa reta final?



Uma década de Brasileirão!!!


Os dez primeiros anos do século XXI se encerrou hoje, ao menos para o futebol brasileiro. Considerando o espaço de tempo entre 2001 e 2010, façamos um retrospecto da dupla Gre-Nal neste período:


- 2001: Inter (9.º) / Grêmio (5.º): Uma sina remanescente dos anos 90 ainda rondou o Beira-Rio no princípio da década. O nono lugar era uma constante no Colorado em um campeonato que tínhamos oito classificados para a fase final. O Grêmio, pelo contrário, ainda vivia um momento melhor e por isso conseguia ocupar melhores colocações no final.


- 2002: Inter (21.º) / Grêmio (5.º): Tá certo que o Internacional não caiu, mas o alerta serviu para mudar a história do time. Fernando Carvalho teve muitas dificuldades em seu primeiro ano de gestão, mas, lá em Belém após escapar do descenso, fez uma promessa: "enquanto eu estiver aqui, o Inter jamais passará por isso outra fez"! De fato, cumprido. Já o tricolor gaúcho, ainda mantinha sua força e conseguia chegar nos mata-matas. Respeitado dentro e fora de casa, o time gremista ainda saboreava os últimos laços de força que havia acumulado na década anterior.


- 2003: Inter (6.º) / Grêmio (20.º): Uma nova era se instaurava e a conquista de uma vaga na Sulamericana do ano seguinte fez ressurgir um gigante. Já no Olímpico, o mesmo sinal de alerta não teve o mesmo som que surtiu no Colorado um ano antes e a "gangorra" do futebol gaúcho mudava justamente ali.


- 2004: Inter (8.º) / Grêmio (24.º - "rebaixamento"): Um campeonato mediano do Inter, sem maiores pretensões. A reconquista da vaga na Sulamericana continuava impulsionando o Clube dentro de uma experiência em campeonatos internacionais, fundamental para seu futuro vencedor prestes a chegar. O Grêmio, em contrapartida, amargava uma das piores fases de sua história com um rebaixamento na posição de lanterna daquela edição.


- 2005: Inter (2.º) / Grêmio (21º - "acesso"): A estrela roubada, um título que será contestado para todo o sempre, até porque o próprio mandatário corinthiano disse "o título é de fato e de direito do Inter". Já no Olímpico, o retorno para a Série A no episódeo "Aflitos", gerou até um filme. Esta, segundo os próprios gremistas, foi a principal conquista do time no período, justamente o título da segunda divisão em 2005.


- 2006: Inter (2.º) / Grêmio (3.º): Raramente Inter e Grêmio tem retrospectos positivos dentro de um mesmo Brasileirão, eis a exceção à regra! Mesmo campeão da américa e focado totalmente no mundial, o time de Abel Braga fez bonito e lutou muito por uma honrosa colocação naquele campeonato. O Grêmio, que vinha da Série B, surpreendeu todos com um bom time logo em seu retorno à elite, garantindo a vaga na Libertadores 2007.


- 2007: Inter (11.º) / Grêmio (6.º): A ressaca dos títulos Mundial e da Libertadores praticamente atrapalharam toda a temporada, tendo restado a Recopa como conquista. Porém, a décima primeira colocação reservou ao Inter uma vaga na Sulamericana do ano seguinte que, de tão perseguida antes da Libertadores, foi conquistada. O Grêmio vinha crescendo e ganhando um espaço que havia sido totalmente tomado pelo rival, mas sucumbiu contra o Boca Jrs. na competição mais importante do continente. Um título ali, poderia ter mudado muito o rumo desta história.


- 2008: Inter (6.º) / Grêmio (2.º): Se o Inter não conquistou a tão sonhada vaga para a Libertadores do centenário, acabou salvando a temporada com um título da Sulamericana. O Grêmio, em contrapartida, estava novamente na Libertadores, mas perdia um campeonato que para os especialistas se encaminhava a cada dia para o Olímpico.


- 2009: Inter (2.º) / Grêmio (8.º): O Centenário Colorado poderia ter consagrado uma gestão muito bem desempenhada pelos dirigentes do Clube, mas o "quase" na Copa do Brasil se repetiu também no Brasileirão, ofuscando um pouco toda uma trajetória de conquistas dentro e fora dos gramados. No Grêmio, continuava imperando o jeito "morno" de jogar fora de casa, muito diferente daquele time dos anos 90. Sua força se resumia "apenas" em casa.


- 2010: Inter (7.º) / Grêmio (4.º): Novamente campeão da américa, o Inter priorizou definitivamente o campeonato mundial, se tornando mero coadjuvante nesta edição do campeonato nacional. O tricolor gaúcho, em contrapartida, virou o segundo turno com a melhor campanha do campeonato, saindo da zona de rebaixamento a uma possível vaga na Libertadores. Mas daí, vai depender de uma derrota do Goiás na quarta-feira que vem, o que é pouco provável.


Enfim, uma década inteira sem um título nacional para os times de Porto Alegre, o que deve ser relevante daqui para frente se levarmos em conta a força e a tradição do esporte no Rio Grande do Sul. Contudo, se fizermos uma comparação no "geral", a dupla Gre-Nal teve sim um retrospecto muito superior que na última década, encabeçando a tabela por mais vezes e em posições adiantadas... mas o fato é que faltou levantar um caneco, comemorando um título nos pampas.


A grande diferença (me perdoem os gremistas), é que o Inter lutou por títulos, principalmente após a primeira metade destes dez anos, já o Grêmio, se resumiu a comemorar vagas para taças do ano seguinte, chegando ao vexame do rebaixamento, inclusive. Diferentemente dos anos 90, a "gangorra" do futebol gaúcho se inverteu também a nível nacional. Em se tratando de campeonatos internacionais, não há sequer o que comparar e nem o que comentar sobre a superioridade nesta década de um, em relação ao outro.


Que venha mais dez anos, vinte anos, cinquenta anos, cem anos... de muito futebol e rivalidade!


Saudações Coloradas

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

ATÉ TU! GOIÁS!


Enquanto o Inter desfila por mais um torneio mundial, como grande favorito. E, enquanto o Goiás coloca a mão na taça, nós, tricolores, só lamentamos as chances desperdiçadas e, agora, os tricolores já vão se acostumando com a ideia de Copa do Brasil e Campeonato Gaúcho. A que ponto chegamos? Até o Goiás, mesmo rebaixado, teve competência para reverter situações adversas e tem a Libertadores à vista! Afinal, o que é pior? Ficar fora da Libertadores ou ser rebaixado?

Na primeira partida a frente do tricolor, Renato tinha justamente esse Goiás "semi-campeão da Sul-Americana". Na oportunidade, tirar o Grêmio da zona de rebaixamento era prioridade. Então o tricolor deixou de lado a competição que dava uma vaga na Libertadores e procurou concentrar-se exclusivamente na competição nacional. O Goiás vivia uma crise terrível, assim como o tricolor! E por que o alviverde goiano teve mais sorte?

Em primeiro lugar, porque assim como o Grêmio, contou com a chegada de um técnico competente. Mas teve um diferencial. O Goiás não se importou com o rebaixamento e manteve , por fora, a meta de chegar a Libertadores, mesmo com a possibilidade de disputar a Série B, em 2011. A realidade dos goianos é diferente da nossa. Que ironia!

Talvez pelo orgulho, no Estádio Olímpico ninguém suportaria disputar mais um campeonato de divisão de acesso, mesmo que estivesse na Libertadores. Nenhum gremista pretende reviver a “Batalha dos Aflitos”. Dois rebaixamentos foram uma humilhação muito grande para os torcedores e para história do clube. Um rebaixamento para a Série B é pior que um tri-campeonato da Libertadores?! Mas até que ponto uma série B é tão vergonhosa assim? A flauta dos colorados? O prejuízo nas cotas de transmissões de TV?

Grêmio poderia estar vivendo o momento que o Goiás vive agora, talvez, brigando para não ser rebaixado e com a mão na Libertadores – versão B.

Mas chega de comparações. Se não os colorados daqui desse blog vão dar de mãos nas cornetas e dizer que não aguentam a choradeira e as lamentações de FJC.

O principal motivo de estarmos fora da Libertadores foi o tal do planejamento, iniciado em Janeiro/Fevereiro de 2010. E o primeiro equívoco foi a contratação de Silas. Mas chega também de falar sobre o ex-meia colorado, campeão do Brasil em 92.

Mesmo com a brilhante campanha do segundo turno, e se a vantagem do Goiás se confirmar na Argentina, o desempenho, de modo geral, do tricolor em 2010 pode ser considerada decepcionante. Um mísero título gaúcho, conquistado no susto do chute de Giuliano; um terceiro lugar da Copa do Brasil, depois de uma humilhação frente ao Santos; e para fechar, um susto na ameaça de rebaixamento com o timinho Silas. Renato salvou o Grêmio, mas chegou tarde demais. Desde o ano passado, depois da saída de Celso Roth, a torcida clamava por ele. O torcedor gremista sabe o que é melhor para o seu time.

Duda Kroef deixa o cargo, aliviado por ter recuperado a equipe na classificação, mas foi um fracasso no sentido de títulos importantes e em termo de saldo no caixa do clube. Da Libertadores de 2009 até o início da temporada 2010, fez umas contratações absurdas como o Rui para a lateral direita, Joison, Jadilson, Alex Mineiro, Uendel, William, Ozea, Renato Cajá, Rodrigo, Leandro, Hugo e Borges (sempre machucado). As apostas em ex-são paulinos e comandados do Avaí foram as piores que eu já vi. Além disso, deixou Léo ir para o Palmeiras, de graça! E ainda ficou devendo, 2 milhões! Douglas Costa poderia ter sido melhor lapidado, aproveitado e vendido para um clube maior da Europa por um valor maior.

Leandro tem contrato até 2012?! Joílson não é considerado sequer um reserva e ganha 80 mil no fim do Mês?! Rodrigo não tinha disciplina e o tricolor terá desembolsar uma multa?! Absurdos!

No Olímpico, dirigentes e conselheiros não se entendem e não trabalham pensando no bem maior que seria o clube. O que parece é que existe um jogo de interesses e ideias diferentes que não contribuem para o clube voltar a ganhar títulos. Essa história de estádio novo sob controle de empreiteiras e empresas particulares está mal contada.

Enfim! O Grêmio pode reverter em 2011. Mesmo com todas os problemas. Renato mostrou conhecer jogadores sem que o clube tenha que gastar fortunas. O que esperamos é que essa base, campeão do Segundo turno – pobre consolo para os gremistas – seja mantida, e que o treinador tenha tempo e tranquilidade para manter a mesma competitividade na próxima temporada.

Esqueci que temos uma partida contra o Bota Fogo. E tudo está relacionado. Não acredito que essa vitória parcial do Goiás vai desmobilizar o tricolor para domingo. Sabemos que os argentinos tem força e tradição para reverter. E vencer Joel Santana é a última missão de Renato Portalupi, em 2010. As duas maiores decepções do Grêmio nesse fim de ano serão os títulos de Inter e Goiás. Que ao menos o tricolor encerre essa jornada campeão do segundo turno.